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Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção

6 Minutos de leitura

  • Publicado: 04/11/2020
  • Atualizado: 05/11/2020 às 9:56
  • Por: Willian Teixeira

Naked de entrada da marca japonesa, a Kawasaki Z400 encara cidade e estrada com muita desenvoltura e emoção, seja você iniciante ou experiente no mundo motociclístico.

Texto: Alexandre Nogueira
Fotos: Renato Durães

A Kawasaki Z400 chegou para substituir a Z300 e encarar de igual para igual a Yamaha MT-03, líder no segmento das nakeds de média cilindrada. Ambas são boas opções para quem quer sair das motos pequenas e assumir o guidão de uma motocicleta mais excitante, que ofereça mais esportividade, mesmo para pilotos iniciantes ou experientes, por um preço bastante honesto.

Com motores modernos, de baixa manutenção e eletrônica suficiente para otimizar o funcionamento, proporcionam muita agilidade e desempenho para as correrias do dia a dia, sem abrir mão da economia. A Kawasaki reforça a briga no segmento com a sua Z400, agregando-a à família das nakeds da marca juntando-se às conhecidas irmãs maiores Z650 de dois cilindros paralelos, Z900 e Z1000, essas duas de quatro cilindros em linha.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
Z400 é a Kawasaki para evoluir em emoção

Simplicidade na receita

A atrevida Yamaha MT-03 e a Z400 adotam ingredientes simples na composição da receita, oferecendo motocicletas excitantes e com um ótimo resultado final no que se refere a desempenho. A arquitetura de dois cilindros paralelos refrigerados a água dotados de injeção eletrônica de combustível e mapeamento refinado da Kawasaki Z400 é o mesmo motor da Ninja 400, capaz de render 48 cv a 10.000 rpm e 3,9 kgf.m a 8.000 rpm de potência e torque máximos. Característica que faz o motor acordar cedo e com força.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
Receita fácil: a Z400 oferece esportividade para motociclistas experientes e facilidade na pilotagem para os novatos

O propulsor da “zêzinha” tem funcionamento liso, com baixo índice de vibração e gosta de funcionar em alta rotação, o que torna a tocada ainda mais divertida e adrenalizante. A entrega de torque é linear e suave, a Z400 é esperta, mas explode mesmo acima das 9.000 rpm. Em meio ao trânsito, a Z400 roda solta com pouca abertura do acelerador, mas enfie a mão e sinta um belo prazer.

Leveza e agilidade

O chassi é confeccionado em tubos de aço, e o projeto garante ótima rigidez para a proposta urbanoide esportiva. O conjunto é leve e ágil e em momento algum percebi balanços nem imprecisão ao atacar e contornar curvas de alta. Gostei do chassi da Kawasaki Z400 por oferecer bom feedback e muita estabilidade em alta velocidade. Em meio ao trânsito, a leveza colabora com a agilidade, ajudada pelo bom ângulo de esterço dos guidões, que têm uma posição mais elevada. Você pilota bem à vontade no trânsito urbano e também consegue bastante esportividade ao encontrar uma posição para percorrer curvas que se tornam deliciosas em uma serrinha sinuosa.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
O design esguio é imponente, agressivo e, naturalmente, chama a atenção

A Kawasaki Z400 é bem resolvida no quesito conforto para enfrentar o dia a dia em meio ao trânsito, o cockpit é amplo, e a ergonomia é relaxada, mas o banco pode incomodar. A Z400 tem bom fôlego, nos testes de velocidade cheguei a 192 km/h com ela, nada mal para uma naked de média cilindrada.

Suspensões e ciclística

As suspensões da pequena Kawa têm garfos dianteiros hidráulicos, convencionais sem qualquer regulagem, na traseira um monoamortecedor apenas com regulagem na pré-carga da mola. A configuração tem acerto bem equilibrado entre conforto, para rodar na cidade, e esportividade suficiente para entrar na pista, com performance instigante.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção

Ela aceita tanto o piloto iniciante como o inexperiente que vai fazer um uso espartano e sem adrenalina, que busca uma moto para usar na cidade, mas também vai agradar os mais experientes e afoitos, que curtem boas esticadas nas saídas dos semáforos e a tocada esportiva por estradas nos finais de semana. O triângulo ergonômico guidão, pedaleiras, banco é bom para a cidade e bem confortável mesmo no trânsito intenso e a baixa velocidade.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
O painel digital é o mesmo que era usado na Ninja 650

O espaço no cockpit possibilita fazer um bom trabalho corporal para atacar curvas, com ótimo manuseio e agilidade para pilotos de até 1,80 metro de altura. O contraponto na ergonomia é o banco bastante rígido e inclinado que “empurra” o corpo contra o tanque, e o espaço para o garupa também carece de conforto, principalmente pela posição muito elevada das pedaleiras, posição cansativa para mais de hora.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
Punho tradicional com lampejador no indicador

Os freios são excelentes, e a receita de disco simples na dianteira e disco simples na traseira equipados com ABS é bem dimensionada, garantindo espaços bem curtos nas frenagens com ótima sensibilidade e precisão na alavanca, sem a intrusão excessiva do sistema ABS.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
Detalhe do botão de partida para a diversão

A Kawasaki tem design moderno, tem tanque volumoso e porte adequado para a proposta, com linhas retas e bem definidas, talvez um tanto careta se for comparado ao design da arquirrival e líder do segmento, a Yamaha MT-03.

Z400, a Kawasaki para evoluir em emoção
Apesar do tamanho avantajado, a ponteira deixa a bonita roda à mostra

A Z400 tem iluminação total em LED, seu painel de instrumentos é o mesmo da irmã maior de 650 cilindradas, simples e bem elaborado, tem conta-giros de ponteiro digital central e um display LCD bem completo de informações, inclusive com temperatura da água do radiador e indicador de tocada econômica ECO. O volumoso tanque de combustível comporta 14 litros de gasolina e, dependendo do peso da sua mão, é capaz de chegar a 400 quilômetros de autonomia.

Pinça de freio traseiro de dois pistões com ABS

A Kawasaki Z400 está disponível em duas opções de cores – Candy Lime Green e Metallic Mate Graphite Gray -, custa R$ 26.990 e é uma excelente opção para quem quer dar um passo adiante na evolução nas motos.

Discos tipo margarida embelezam o sistema de freio

DADOS DE FÁBRICA
MOTOR
Tipo: bicilíndrico em linha, 4T
Arrefecimento: A líquido
Válvulas: 8, DOHC
Alimentação: injeção eletrônica
Cilindrada: 399 cm³
Diâmetro x curso do pistão: 70 x 51,8 mm
Taxa de compressão: 11,5:1
Potência máxima: 48 cv a 10.000 rpm
Torque máximo: 3,9 kgf.m a 8.000 rpm

TRANSMISSÃO
Embreagem: Multidisco em óleo
Câmbio: Manual, 6 velocidades
Secundária: Por corrente

CHASSI
Tipo: Treliça de aço
Balança: Duplo braço de alumínio
Cáster/trail: 24,5°/92 mm

SUSPENSÃO
Dianteira: Telescópica convencional
Barras: 41 mm
Curso: 120 mm
Regulagens: Não possui
Traseira: Monoamortecedor
Curso: 130 mm
Regulagens: Pré-carga da mola

FREIOS
Dianteiro: Disco de 310 mm
Pinça: 2 pistões paralelos (ABS)
Traseiro: Disco de 220 mm
Pinça: 2 pistões (ABS)

PNEUS
Modelo: Metzeler Sportec M5 Battle Wings
Dianteiro: 110/70 – 17”
Traseiro: 150/60 – 17”

MEDIDAS
Comprimento: 1.990 mm
Largura: 800 mm
Entre-eixos: 1.370 mm
Altura do assento: 785 mm
Distância mínima do solo: 145 mm
Capacidade do tanque: 14 litros
Peso (em ordem de marcha): 167 kg
Capacidade máxima de carga: 180 kg

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