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Yamaha XMAX ABS: Máxima evolução

7 Minutos de leitura

  • Publicado: 21/07/2022
  • Por: Willian Teixeira

Com um visual imponente, motor esperto, conforto e tecnologia, o Yamaha XMAX ABS é opção bem interessante e diferenciada para quem quer evoluir com muito estilo no universo scooter

Imponente e moderno. Esses são os dois termos que prontamente me vêm ao pensamento quando tento definir o Yamaha XMAX ABS, scooter médio que foi lançado pela marca dos diapasões no Salão Duas Rodas de 2019 e mexeu bem com o segmento, incomodando muito o Dafra Citycom 300, então soberano na liderança entre seus concorrentes. Por esses e outros motivos o modelo chama a atenção até de pessoas que sequer andam de moto.

Yamaha XMAX (Fotos por Brumel Neto)

Voltando a falar do Salão de 2019, tive a oportunidade de levar minha mãe ao evento, uma senhora de pouco mais de 1 metro e 55 e que pesa menos de 50 quilos. Ela teve a chance de subir no scooter e ficou encantada com o seu porte, tanto que lembro dela me contando que sentiu-se segura no imponente modelo da Yamaha e me garantiu que se algum dia ela tivesse a chance de tirar carteira de moto, certamente gostaria de pilotá-lo.

Essa é a Evanir, a mãe do nosso repórter Willian Teixeira, se deslumbrando com o Yamaha XMAX no Salão Duas Rodas de 2019 (Foto: Acervo pessoal)

Este escriba aqui também foi um dos que se deslumbrou com o XMAX e colocou em sua cabeça que um dia ainda iria avaliá-lo. E esse dia finalmente chegou!

A mesma unidade cinza que é pilotada por Ismael Baubeta, editor da revista MOTOCICLISMO, nas fotos que estampam este teste, foi avaliada por mim, Willian Teixeira, repórter do site MOTOCICLISMO ONLINE e usuário de um scooter de 125 cm³ no dia a dia.

Tive a oportunidade de experimentar o XMAX por alguns dias, colocando o modelo à prova em minha rotina urbana, e ele fez bonito. Circulei primordialmente em ruas e avenidas de São Paulo, e o scooter da Yamaha demonstrou ser um produto recheado de virtudes, e compartilharei as minhas primeiras impressões sobre ele nas próximas linhas.

Design, um dos pontos fortes do XMAX

O desenho do XMAX é arrojado e moderno, cheio de linhas marcadas por vincos e ângulos. Suas carenagens mesclam diferentes cores, que na linha 2022 variam do cinza com rodas azuis, a mesma que ilustra as fotos deste teste, além das pinturas preta e vermelha, sendo as duas últimas com rodas pretas. Os faróis alongados e delineados pelo DRL (Daytime Running Light) em LED dão ar de fúria ao frontal da moto.

Seu visual é tão interessante que chama muita atenção por onde passa, despertando a curiosidade de muitas pessoas que avistavam o scooter da Yamaha. Foi uma situação até então inédita para mim, que nunca havia sido abordado por outras pessoas para responder às curiosidades sobre qualquer moto que já pilotei. Me perguntaram desde qual era o nome da moto até detalhes mais técnicos, como o porta-capacetes, a sensação na pilotagem, potência do motor e outros aspectos do XMAX, e as respostas que eu dava a todos os interessados eram sempre as melhores possíveis.

De longe parece grande, mas de perto…

À primeira vista, o porte do XMAX impressiona, dando a sensação de que se trata de um scooter bem maior do que ele realmente é e que inicialmente se repete na pilotagem, mas com o passar do tempo, a gente acaba se acostumando.

No começo tive uma sensação estranha para poder alcançar os pés no chão, mas logo, do alto dos meus pouco mais de 1 metro e 70 centímetros, consegui encontrar uma posição ideal para fazer isso, eliminando a má impressão inicial e passando a desempenhar tal missão com muita tranquilidade.

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Seu porte também dá a impressão de que será muito complexo transitar com ele pelos corredores, e admito que nas primeiras horas fazer isso foi bem desafiador, mas algum tempo depois era algo que eu conseguia fazer com a mesma desenvoltura que faço com meu scooter de uso diário.

Desempenho do Yamaha XMAX ABS

O XMAX ABS é movido por um motor monocilíndrico de 250 cm³ de capacidade volumétrica, quatro válvulas e refrigeração líquida, propulsor que confere ao scooter da Yamaha um desempenho muito honesto para uso na cidade. Segundo a fabricante, a usina entrega 22,8 cv a 7.000 rpm e 2,5 kgf.m a 5.550 rpm de potência e torque máximos respectivamente.

Em São Paulo, onde a maioria das vias possuem velocidade máxima de 50 km/h, ele facilmente alcança esse limite e pede mais, e se você corresponder aos anseios do scooter, ele entregará essa velocidade. Em uma rápida aceleração no trecho inicial da Rodovia dos Imigrantes consegui alcançar os 120 km/h com muita tranquilidade, e pude perceber que ele ainda tinha potencial para me entregar um pouco mais de desempenho.

No que diz respeito ao consumo, o computador de bordo reportava média de 28,2 km/l, o que lhe confere uma autonomia de aproximadamente 380 quilômetros com um tanque de combustível. Logo, é possível fazer uma viagem curta de ida e volta sem parar para abastecer.

O XMAX é o único scooter de seu segmento com controle de tração, tecnologia que atua de forma bastante discreta e facilita bastante a pilotagem de iniciantes como eu. Os freios operam com suavidade, inclusive em situações de emergência, enquanto as rodas de 15 polegadas na dianteira e 14 atrás aliadas ao conjunto de suspensões com garfo telescópico na frente e motor-balança atrás encaram a buraqueira das cidades com muita competência, isolando dos ocupantes boa parte da energia absorvida e permitindo altas doses de diversão e eficiência ao contornar curvas.

O Yamaha XMAX tem espaço e praticidade de sobra

Nos scooter um dos itens que os motociclistas mais buscam é espaço para ter a praticidade de levar suas coisas no dia a dia, além de permitir guardá-las quando se chega ao destino. E isso o XMAX tem de sobra: sob o banco há um volumoso compartimento iluminado por LED que comporta sem sustos dois capacetes fechados e mais alguns objetos, além de outros dois compartimentos na parte dianteira onde cabem volumes como carteira, chaves e celular – inclusive em um deles há uma tomada de 12V justamente para carregar smartphones e outros dispositivos móveis.

Outro componente que facilita a vida do usuário do XMAX é o sistema keyless, a chave presencial, que permite ligar o scooter e acionar os comandos sem a chave física. O ajuste na altura do guidão e do para-brisa também tem muito valor, pois proporcionam maior conforto na pilotagem e na proteção aerodinâmica.

O único item com o qual me atrapalhei um pouco é o botão do contato, que por algumas vezes demonstrou ter uma certa imprecisão no posicionamento para ativar os comandos. Admito que apanhei um pouco para posicioná-lo nos comandos de abrir o tanque de combustível, para abrir os porta-objetos e até mesmo conseguir travar o guidão. A meu ver, ele poderia ter um ajuste mais afinado, e assim permitir o acesso ao banco ou bocal de combustível mais rapidamente.

O painel é multifuncional e tem um visual simples e objetivo, conciliando mostradores analógicos de velocímetro e conta-giros a uma tela LCD na parte central rica em informações, como indicador de consumo e controle de tração, entre outras.

Conclusão

O Yamaha XMAX é um scooter que exala modernidade e cativa a atenção de todos por onde passa. Seu pacote representa uma evolução e tanto para os atuais proprietários de modelos menores, que são bastante interessantes para iniciantes no mundo das motocicletas, mas que logo começam a se tornar monótonos com o passar dos dias.

Em um XMAX esse tédio não tem vez, dada a emoção na pilotagem que ele passa, o conforto e a modernidade dos itens tecnológicos. A pedida por ele, que parte dos R$ 27.990 em São Paulo – valor sem frete – pode parecer um pouco elevada, mas diante do que ele entrega é um preço aceitável.

Recentemente a Yamaha também lançou uma versão comemorativa inspirada em Darth Vader, para a alegria dos fãs da saga Star Wars, modelo que ficou muito bonito, mas admito que a versão comum em minha garagem já me deixaria bem feliz.

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