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Veja análise da tecnológica Indian Roadmaster

7 Minutos de leitura

  • Publicado: 29/07/2016
  • Por: admin

<p>É fato. A Indian Motorcycle voltou com força e quer marcar território. Obviamente que sem ser confundida com a Harley-Davidson. A Roadmaster é a mais completa das Indian, a mais exuberante e a mais cara também. Se a ideia for viajar confortavelmente a dois, essa é uma excelente opção. </p>

<p><img alt="Apesar de certa semelhança no visual com as motos Harley-Davidson, é uma moto completamente diferente" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_1_620x467.jpg" /></p>

<p>Fomos retirar a moto na concessionária da marca, para realizar nosso teste e, imediatamente, recordamos porque este tipo de moto — assim como as touring da rival Harley-Davidson — não foi feito para trafegar entre os carros. </p>

<p>A frente é pesada e bem larga e a visão também é comprometida, se a ideia for olhar poucos metros a frente da moto, pois o painel e a bolha para-brisa imploram para que o foco fique mais a frente. O que chama muito atenção na Roadmaster é a maciez das suspensões. Tanto a dianteira quanto a traseira são extremamente macias.</p>

<p><img alt="A grande frente da Roadmaster deixa clara sua missão: Rodar nas estradas! " src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_3_620x467.jpg" /></p>

<p>Na dianteira, duas grossas bengalas de 46 mm de diâmetro, sem regulagens, dão conta do recado e na traseira, um único amortecedor a gás, assinado pela FOX está ligado à balança através de links.</p>

<p>Os robustos pneus Metzeler Marathon Ultra, também colaboram para tanta maciez. Todavia, os sensores de pressão dos pneus insistem em indicar pressão baixa, quando o pneu está frio, mas bastam alguns quilômetros para a indicação no painel se apagar.</p>

<p>A calibragem recomendada é 36/41, mas em um determinado momento, na estrada, selecionamos a indicação no painel e a informação foi 39 Psi no dianteiro e 44 Psi no traseiro, ou seja, calibre regularmente e não ligue muito para o que aparece no painel. Curioso notar que não é difícil calibrar os pneus, pois as válvulas possuem bicos na horizontal.</p>

<p><img alt="Apesar do excesso de informações, é fácil comandar todas as opções do painel mesmo com a moto em movimento. Detalhe: No exterior já saiu a 2017, com novo painel todo digital" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_4_620x467.jpg" /></p>

<p>A marcha lenta de apenas 800 rpm dá aquela impressão de que o motor vai parar em breve, mas é normal, esse imponente V2 de 1 811 cm³ da Indian impressiona pela baixa vibração e a força que possui em baixos giros.</p>

<p>A fábrica declara 16,4 kg de torque máximo no motor, porém, levamos a moto para o nosso dinamômetro e descobrimos uma força real na roda de arregalar os olhos.</p>

<p><img alt="Com 111 polegadas cúbicas, o motor nem parece muito grande, entre tantos outros detalhes" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_5_620x467.jpg" /></p>

<p>A potência? Quem liga para os 61,4 cv a 4 000 rpm de potência quando temos<br />
12,24 kgf.m de torque máximo (na roda) a míseros 3 000 rpm.  Na prática, isso quer dizer que independentemente da marcha e da velocidade, basta acelerar que a Roadmaster responde, esteja ela carregada ou não. Aliás, quanta capacidade de carga!</p>

<p>São duas malas rígidas laterais de 65 litros cada, um top case de 64,4 litros, mais dois imensos porta-luvas. A fábrica declara que a Roadmaster pode trafegar com um total (piloto, passageiro e bagagens) de 630 kg. Haja suspensão e freios! <span style="line-height: 1.6em;">As malas contam com travas automáticas que podem ser trancadas pelo chaveiro ou por um botão localizado em cima do tanque. </span></p>

<p><img alt="No top case da Roadmaster, cabem dois capacetes de qualquer tamanho" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_15_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">A Roadmaster não tem miolo de contato com chave. Uma vez o chaveiro com sensor de presença próximo a moto, basta apertar um botão em cima do tanque, que a moto fica pronta para dar a partida no botãozinho tradicional do punho direito. </span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">O punho do lado esquerdo é imenso, tem múltiplas funções, desde, as de praxe, como seta, buzina e farol alto, até o controle da altura da bolha para-brisa e todos os comandos da central multimídia.</span></p>

<p><img alt="O punho esquerdo tem muitos botões, porém, com fácil utilização durante a pilotagem" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_16_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>O painel conta com dois mostradores circulares analógicos, um para velocímetro e outro para conta-giros. No centro, um display digital permite escolher a estação de rádio, a música pareada com o smartphone, os consumos e hodômetros. Chama atenção a contagem de horas de funcionamento do motor e quantas faltam para a próxima troca de óleo.  </p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">A maciez oferecida pelas suspensões é o que mais chama a atenção na Roadmaster. Sim, o torque é abundante, mas não é o que podemos chamar de “Nossa Senhora nunca vi nada igual”. O que vale cada centavo investido é o conforto geral para rodar suave, por centenas de quilômetros.</span></p>

<p><img alt="Na Roadmaster, lembre-se de levar junto suas músicas favoritas em um pendrive para aproveitar o ótimo sistema de som dela, durante o passeio" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_2016_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Relaxe em baixas rotações, ouvindo sua música preferida, regule a altura da bolha para pode usar a viseira do capacete aberta e cuidado para sua namorada/esposa não dormir, pois o espaço do garupa é ainda mais relaxante.</p>

<p>Na nossa viagem teste fez calor, não foi preciso utilizar os aquecedores de manoplas ou de banco, mas acionamos para ver o resultado e realmente farão toda a diferença nos dias mais frios. </p>

<p><img alt="A Roadmaster esbanja caráter. A cor do assento e seus detalhes de acabamento definem a identidade da marca" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_2_620x467.jpg" /></p>

<p>Surpreende também a maciez do manete de embreagem, pois o acionamento não é hidráulico e mesmo assim não requer força. Na estrada, quase nunca ultrapassamos os 3 000 rpm. A 120 km/h em sexta marcha ela roda suave a 2 800 rpm, mas apesar de tanta tranquilidade, arregalamos os olhos quando chegou a hora de abastecer. Ela bebe bem. </p>

<p>Na verdade a Roadmaster conta com informação de consumo instantâneo, que se mostrou bem precisa, mas nada como a conta básica no posto para comprovar. Em nosso roteiro, ela marcou média de 15,5 km/litro. Ainda bem que o tanque de 20,8 litros é bem grande para os padrões de uma custom. Detalhe, a tampa do tanque é do lado direito, pois a do lado esquerdo é apenas enfeite. </p>

<p><img alt="Com torque abundante e muito luxo, imploramos para a viagem não terminar!" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_6_620x467.jpg" /></p>

<p>Realmente o nome Roadmaster foi muito bem atribuído para esta moto, que enfrenta buracos, lombadas e depressões sem problemas, e a única ressalva fica por conta da agilidade em curvas.</p>

<p>Ela não entra em curvas com aquela intuição desejada a que estamos acostumados. Mesmo depois de inclinada, ela deseja estar em pé, e essa característica exige certa habilidade para mantê-la na curva.</p>

<p>Talvez pela longa distância entre-eixos e pela suspensão dianteira não conversar com a traseira, a Roadmaster se mostra demasiadamente macia e pouco rígida. Inverter direções rapidamente, então, é um exercício e tanto, ou seja, para enfrentar curvas, freie bastante, contorne sem muito ímpeto e aproveite para retomar velocidade utilizando toda a força que o motor V2, denominado Thunder Stroke 111, oferece.</p>

<p><img alt="Na dianteira, dois discos garantem boas frenagens e o para-lama enorme é herança estética das primeira Indian" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_9_620x467.jpg" /></p>

<p>Não tenha medo de frear, pois os dois discos dianteiros de 300 mm de diâmetro são mordidos por pinças de quatro pistões e todo o sistema conta com flexíveis revestidos por malha de aço. Evidente que o sistema ABS é de série e trabalha com eficiência. </p>

<p>Durante a noite, percebemos que o potente farol no centro da carenagem mais os dois auxiliares localizados nas laterais são muito mais do que suficientes para uma viagem noturna com extrema segurança. O painel, com números em vermelho, tem melhor visualização no escuro, principalmente o display digital.</p>

<p>Viajamos centenas de quilômetros com o fotógrafo na garupa e com o top case carregado, tudo para sentir como ela se comporta com mais peso e surpreendentemente nada mudou na pilotagem, na verdade, a Roadmaster nem sentiu os 78 kg dele.</p>

<p>Nosso colaborador enalteceu a qualidade do sistema de som, com mais dois autofalantes no encosto traseiro e a suavidade da suspensão mesmo quando enfrentamos irregularidades do asfalto e lombadas.</p>

<p><img 5="" a="" alt="Para o passageiro da Roadmaster, atendimento 5 estrelas!" atendimento="" durante="" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_8_620x467.jpg" /></p>

<p>Pensando também no conforto do acompanhante, a Indian Roadmaster oferece regulagem de altura das pedaleiras do garupa, um item bem exclusivo, que nos fez comprovar que a moto foi desenvolvida com foco no conforto do passageiro e na satisfação do piloto, por não ouvir reclamações e nem sentir que a moto mudou com peso extra.</p>

<p>Por quase R$ 115 000 a Roadmaster parece cara, mas está dentro da briga, pois suas concorrentes diretas podem custar ainda mais, dependendo dos acessórios. </p>

<p>Disponível somente na versão preta, a Roadmaster, original do jeito que está na vitrine da loja, intimida as rivais sem precisar gastar mais com acessórios e tem tudo para ganhar adeptos. </p>

<p><img alt="Esteja onde estiver, o belo design da Roadmaster sempre completa a paisagem" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/indian_roadmaster_2016_teste_motociclismo_foto_renato_duraes_7_620x467.jpg" /></p>

<p><strong>CONCLUSÃO</strong><br />
Motos dessa categoria têm como principal proposta o conforto para viajar a dois. Nesse quesito a Roadmaster é excepcional, mas ela só é o máximo se a estrada for reta, pois se tiver muitas curvas os problemas aparecem. O ângulo de cáster de 25° não é tão aberto, mas com uma distância entre-eixos de 1 668 mm e 421 kg não há milagre que a faça ser ágil.</p>

<p>Na verdade, o piloto fica muito longe da roda dianteira e, principalmente quando o tanque de 20 litros está cheio, frear e entrar em curvas está longe de ser intuitivo. A dica é fazer as curvas bem devagar e depois aproveitar o torque para retomar.</p>

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