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Testes
Turismo com emoção

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  • Publicado: 10/06/2015
  • Por: admin

<p>A MOTOCICLISMO foi convidada com exclusividade entre as publicações brasileiras, para ir até o belo litoral sul da França e testar a tão esperada MV Agusta Turismo Veloce 800, a primeira motocicleta 100% touring da marca, que, apesar de certa semelhança com outros modelos, está cinco anos à frente em evolução técnica – comparada com uma Rivale, por exemplo – e nasceu do zero, com a proposta de ser uma moto polivalente e confortável, para enfrentar milhares de quilômetros.</p>

<p><img alt="MV Agusta Turismo Veloce" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p71_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Segundo Giovanni Castiglioni, presidente e CEO da marca, ela é uma moto de turismo, mas com o diferencial de oferecer emoção, e assim ele completou a apresentação afirmando que a MV Agusta não apenas constrói motocicletas, mas “engenhariza” emoções. Fato, pois a Turismo Veloce chegará às concessionárias mais tarde que as suas concorrentes, porém com vantagens, por ter tido tempo de agregar qualidades superiores e até pequenos problemas sanados, que outros modelos da marca apresentavam. Descaradamente comparada com a Ducati Multistrada 1200, os projetistas e designers da MV Agusta se vangloriam de ter conseguido implantar na Turismo Veloce duas malas rígidas de 30 litros cada uma, mas que ao mesmo tempo oferecem uma largura máxima (900 mm) mais magra que todas as outras concorrentes da mesma categoria. Ela ainda é 18 kg mais leve que a Ducati Multistrada e conta com 1 litro a mais de capacidade no tanque. </p>

<p>Sim, a Multistrada é uma 1200 com 150 cv e a Turismo Veloce é uma 800 com 110 cv, mas todos os equipamentos que essa MV Agusta traz de série e o quanto ela é compacta realmente fazem dela uma verdadeira moto versátil, que sem as malas, é capaz de ser a sua moto do dia a dia sem o menor problema. Aliás, é o que mais chama a atenção na Turismo Veloce. Ela é impressionantemente compacta, curta, baixa e fácil de pilotar. Cinco anos de evolução em relação a Rivale significa um painel muito mais moderno, colorido e com botões nos punhos de luz, bem mais fáceis de compreender. Os quatro mapas de gerenciamento eletrônico (Rain, Turismo, Sport e Custom) estão muito mais refinados, com maior velocidade de processamento e são realmente bem diferentes um do outro. Muda mesmo.</p>

<p><img alt="A bolha para-brisa é facilmente regulável, mas um piloto alto pode preferir uma maior" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p91_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Sentimos que estamos em uma moto completamente diferente, dependendo do mapa escolhido, e, no modo Custom, ainda podemos escolher maneiras diferentes de resposta do acelerador, de limite de rotação, do freio motor e da entrega do torque. Vale ressaltar que a Turismo Veloce vem de série com controle de tração de oito níveis, ABS, acionamento hidráulico da embreagem, sistema antiblocante na campana da embreagem e quick-shifter bidirecional ridiculamente fácil de utilizar. Resumidamente, só usamos a embreagem para sair em primeira marcha; depois, basta encostar o pé no pedal do câmbio. Se você está acelerando, as marchas entram para cima e, se você está com o acelerador fechado, as marchas entram para baixo. Não é possível fazer o contrário, ou seja, não vai reduzir se você não tirar a mão do acelerador.</p>

<p>Propositalmente, desta vez, o roteiro escolhido não teve apenas boas estradas, repletas de curvas, que exigem velocidades altas e assim mostram as qualidades esportivas do chassi e do motor. Pela primeira vez em um lançamento da família 800 de três cilindros, tivemos de encarar uma avenida de praia. Entre Nice e Mônaco, há milhares de semáforos e muitos carros, ou seja, a velocidade não passa de 50 km/h e dessa maneira pudemos sentir como é a Turismo Veloce devagar. Magnífico, nem se compara com Rivale, Dragster, Brutale e Stradale. A Turismo Veloce realmente está vários passos à frente das suas irmãs. Um único senão fica por conta do pequeno ângulo de esterço. Se você quiser voltar 180°, na mesma rua, por exemplo, vai ter que colocar o pé no chão e empurrar  a moto para trás para manobrar. O banco é bem ergonômico, possibilita pilotagem esportiva e garante conforto por muitos quilômetros, mas ainda não é aquele sofá que uma moto touring merece; podia ter mais espuma. Foram os únicos detalhes que sentimos que poderiam ser melhorados. </p>

<p><img alt="As duas posições do assento bipartido foram projetadas para oferecer conforto por muitos quilômetros" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p101_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>A MV lança duas versões de uma vez só: a Turismo Veloce Standard (que não vem com as malas de série) e a Turismo Veloce Lusso, que, além das malas, vem com cavalete central, aquecedor de manoplas, suspensões eletrônicas e GPS integrado ao painel. Porém, mesmo a versão standard conta com Bluetooth, que permite que você conecte seu celular e veja no painel quem está ligando. É possível emparelhar outros dispositivos Bluetooth e em todas as versões há duas tomadas 12 volts e mais duas entradas USB junto ao painel. Na Lusso, o GPS grava todo o seu roteiro e todos os seus dados de performance. Fantástico! O bonito e completo painel fica com fundo branco e fontes negras durante o dia e fundo negro com fontes brancas à noite. Com 22 litros no tanque e com a injeção apurada que possui, pelo menos 400 km de autonomia estão garantidos.<span style="line-height: 1.6em;"> </span></p>

<p><img alt="A fábrica se vangloria de ter desenhado malas que fazem da moto, a mais estreita da categoria" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p51_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Não precisamos repetir que os equipamentos ciclísticos são de primeira linha e que em curvas uma MV Agusta é perfeita. Com pinças radiais Brembo no sistema de freio, bombas Nissin, suspensões Marzocchi na dianteira e Sachs na traseira, balança monobraço e belas rodas de 17 polegadas, a Turismo Veloce se comporta em curvas quase como uma superesportiva, mas traz a vantagem do guidão alto, das pedaleiras não muito recuadas e do banco confortável. A bolha para-brisa pode ser regulada em altura sem auxílio de ferramentas, mas já estamos prevendo que alguns proprietários irão instalar bolhas mais altas. Todas as Turismo Veloce vêm equipadas com piloto automático.  </p>

<p><img alt="Parece a tela de um tablet, mas é o painel da Turismo Veloce; completíssimo!" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p81_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>O painel merece um capítulo à parte. Fabricado com tecnologia TFT, que resumidamente lhe permite ser totalmente digital, porém com cores, ele parece complexo demais à primeira vista, mas é muito fácil de escolher todas as opções que ele pode oferecer. Embaixo, da direita para a esquerda, a tela principal é mostrada pelo ícone azul. Suspensão eletrônica e aquecedor de manoplas, somente na versão Lusso. Ainda é possível conectarmos até nove dispositivos Bluetooth</p>

<p>Na Itália, a versão standard custa 15 990 euros e a Lusso, 17 790 euros, todas com ABS e controle de tração. Para o mercado brasileiro, essa realmente poderá ser o grande sucesso da marca, afinal de contas é a primeira da família 800 que é homologada Euro 4 e consequentemente se enquadra no Promot 4. Vamos esperar o Salão de São Paulo, no final do ano, para ver o que a nova MV Agusta Brasil vai apresentar. Mas já adiantamos que a Turismo Veloce 800, se vier, vai roubar uma boa fatia representativa do mercado. </p>

<p><img alt="A versão sem malas laterais não é menos equipada; vem com ABS, controle de tração e quick-shifter " src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/p61_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p><strong>Ficha Técnica</strong></p>

<p>Motor tricilíndrico em linha, arrefecido a líquido <br />
DOHC  I  12 válvulas  I  câmbio de 6 velocidades</p>

<p>Cilindrada: 798 cm³ <br />
Potência: 110 cv a 10 000 rpm <br />
Torque: 8,2 kgf.m a 8 000 rpm <br />
Diâmetro x curso do pistão: 79 mm x 54,3 mm <br />
Taxa de compressão: 12,2:1 <br />
Quadro: Multitubular de aço<br />
Cáster: 25° <br />
Trail: 108 mm <br />
Suspensão dianteira: Marzocchi invertida de 43 mm, com 160 mm de curso, regulável em 3 vias <br />
Suspensão traseira: Monoamortecedor com curso de 165 mm, regulável em 3 vias <br />
Freio dianteiro: Dois discos de 320 mm, pinça radial Brembo (ABS) <br />
Freio traseiro: Disco de 220 mm, pinça de 2 pistões (ABS) <br />
Modelo do pneu: Pirelli Scorpion Trail <br />
Roda dianteira: 120/70 – 17". 3,50" <br />
Roda traseira: 190/55 – 17". 6,00"</p>

<p>Medidas <br />
Comprimento • 2 084 mm    Largura • 900 mm <br />
Altura do assento • 850 mm    Entre-eixo • 1 424 mm <br />
Tanque • 22 litros    Peso seco • 191 kg</p>

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