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Testamos a Honda CB 600F Hornet 2011

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  • Publicado: 13/04/2011
  • Por: admin

<p>A Honda não dispõe em seus armazéns de um motor de 750 cm³ já amortizado pelo tempo. Assim, não pode lançar no mercado, sem muito investimento em desenvolvimento, uma moto como a Kawasaki Z750, que tem um propulsor maior e é vendida pelo preço de uma 600. Tampouco pode dotar sua máquina com um  motor bicilíndrico como a nova Monster 796 ou a BMW F 800 R. Em contrapartida, pode dar uma lapidada em seu visual para enfrentar com melhor preço a sua rival japonesa, a GSR 600, e seguir vendendo mais que a Yamaha FZ6, pelo menos na Europa.<br />
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Contudo, aqui no Brasil, a Hornet continua “nadando de braçada” e atropelando as suas concorrentes! Nós somos, já há alguns anos, o país que mais vende Hornet no mundo, porém, a diferença agora é ainda maior! Conforme o estudo de mercado que publicamos nas páginas seguintes, vendemos mais que o dobro do mercado italiano (o 2º no mundo), mas, nem por isso, tivemos um lançamento simultâneo ao mercado europeu e, tampouco, fomos convidados para o lançamento mundial.<br />
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As coisas estão mudando por aqui e, depois da chegada efetiva da Kawasaki com um bom volume de vendas, a BMW F 800 R made in Brazil também deverá impor um ritmo mais forte de comercialização e “roubar” um pouco de mercado da Hornet. Enfim, a batalha pela sobrevivência neste segmento seguirá intensa e alguns movimentos no “tabuleiro” definirão o futuro de alguns modelos pelo mundo afora. Com isso, a Honda decidiu remodelar a sua CB 600F para seguir forte na Europa e líder aqui no Brasil. Em breve ela deverá ser  apresentada em nosso país.<br />
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Depois de seu nascimento em 1998, e com profundas alterações mecânicas e estéticas em 2008, a CB 600F passou outra vez pelo “bisturi”. As novidades estão em sua “face”, com aparência mais leve e um novo painel de instrumentos com velocímetro e conta-giros digitais, além de duplo hodômetro parcial, marcador de combustível e relógio. A parte frontal está bem menor e compartilha isso, quase que em 100%, com sua irmã maior, a CB 1000R.<br />
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Na parte traseira, ela conta com uma fissura abaixo do assento do garupa que serve como alça para ele se segurar. Acompanhando todas estas mudanças visuais, foi lançada uma nova cor amarela brilhante, que complementa a gama com as cores branca e preta. Outra coisa importante apresentada foi uma linha de acessórios originais e específicos para este modelo. Entre eles se destacam um arco na roda traseira que cobre a parte inferior da rabeta, um para-lamas traseiro tipo racing e um top case de encaixe rápido e com fechadura. Assim, a moto pode converter-se em ferramenta para o dia a dia, além de ser mais confortável e útil.<br />
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Segundo os responsáveis pelo desenvolvimento desta moto na Europa, eles estão dando uma nova imagem para uma clássica! Para reforçar a sua presença no mercado das naked supersport, a Honda foi remodelando a sua máquina desde a sua aparição, em 1998. Nasceu como uma moto média acessível e fácil de domar por todos os tipos de usuários, com enorme funcionalidade, quadro com “espinha superior” e uma grande confiabilidade mecânica por estar baseada na CBR 600 RR. Em 2000, adaptou uma roda dianteira de 17” e, em 2003, aumentaram a capacidade do tanque de combustível.<br />
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Em 2007, foi objeto de uma renovação completa, com motor derivado da CBR 600 RR do mesmo ano e, em 2009, recebeu mais um face lift. Além disso, as suspensões ganharam sistemas de regulagens. Na frente, veio com bengalas invertidas de 41 mm, com hidráulicos tipo cartucho com ajustes na extensão e 120 mm de curso. Atrás, foi introduzido um monoamortecedor com pré-carga regulável em sete posições, além de ajuste na extensão e 128 mm de curso total.<br />
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Já nesta apresentação mundial da Hornet 600, a Honda nos permitiu dar umas voltas por Lázio, nos arredores de Roma, com o  intuito de nos refrescar a memória sobre a sua capacidade superior para cumprir as necessidades de um usuário mediano. Graças a sua boa ergonomia, com um guidão que não deixa as mãos nem muito fechadas e nem muito baixas, um assento a só 800 mm do solo e pedaleiras que não deixam as pernas excessivamente dobradas, a tocada desta moto é ótima.<br />
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Falta, logicamente, a proteção aerodinâmica, seja na cidade ou, inclusive, em uma condução esportiva pelas sinuosas estradas que nos levaram até as belas paisagens do Lago Borciano. Ainda que não ofereça um comportamento radicalmente esportivo, seu chassi e a parte ciclística, em geral (suspensões, freios, rodas e pneus), dão conta do recado com uma nota bem alta.<br />
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Prova disso é que a Honda nos apresentará o regresso da CBR 600F nas próximas semanas como a grande novidade para 2011. Esta é, nada mais nada menos, do que a mesmíssima Hornet dotada de carenagem integral. Uma ótima pedida para o Brasil, visto o sucesso da Suzuki GSX 650F e da Kawasaki Ninja 650R. Basta ter um bom preço!<br />
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Até então, a Hornet é usada a todo o tempo como uma moto polivalente, ou seja, que serve para tudo. Neste sentido, os seus 102 cv a 12 000 rpm oferecem uma resposta tremendamente linear, graças à injeção PGM-FI. A aceleração é perfeita tanto no caótico trânsito urbano, como em alta velocidade pelas autopistas ou nas estradas sinuosas, onde é exigida uma forte saída das curvas.<br />
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A pequena carenagem é meramente ilustrativa, proteção aerodinâmica não é o seu forte. Esta Hornet, agora mais bela, segue como mais uma excelente opção de mercado. Estará disponível, na Europa, na primeira quinzena de maio por 8 329 euros, na versão básica, ou 8 899 euros, dotada de  ABS combinado. Aqui no Brasil, acreditamos que ela será um dos destaques do Salão de São Paulo, em outubro.</p>

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