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Kawasaki Z 650 e Ninja 650, renovadas e ainda mais empolgantes

5 Minutos de leitura

  • Publicado: 06/03/2021
  • Atualizado: 08/03/2021 às 8:14
  • Por: Alexandre Nogueira

A Kawasaki apresentou as novas Z 650 e Ninja 650 no Salão de Milão EICMA em 20219 e as reestilizações de ambos os modelos chegam ao Brasil em versão 2021.

A Kawasaki Z 650 ganha um visual mais agressivo com um novo grupo ótico frontal em LED que dá toda personalidade a esta naked de proporções esguias e temperamento enfurecido. A Ninja 650 utiliza o mesmo conjunto mecânico da Z, e chega com uma nova carenagem com entrada de ar frontal, acima dos faróis, ao mais puro estilo da superbike da marca.

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Mas a grande questão é que as novas Kawasaki Z 650 e Ninja 650 ainda são o mesmo pacote amigável e emocionante, para ser a primeira grande moto de média cilindrada de quem sobe de categoria e por isso apresento as novas máquinas em versão 2021 para responder todas as questões sobre a usabilidade na cidade e na estrada, nos deslocamentos diários ou nos passeios de fim de semana.

Kawasaki Ninja 650: mecânica consagrada com novo visual (Renato Durães)

As novas Z 650 e Ninja 650 continuam equipadas com o motor bicilíndrico paralelo de 649 cm³, que produz 68 cv de potência a 8.000 rpm e 6,7 kgf.m de torque a 6.500 rpm, muito bem aproveitados pelo perfeito escalonamento do câmbio de seis velocidades, com embreagem deslizante, para evitar que a roda traseira trave nas reduções mais bruscas, e assistida, para suavizar o esforço na alavanca.

Kawasaki Z 650: motor perfeito para cidade e estrada (Renato Durães)

Rodas de liga leve de 17 polegadas agora vêm com pneus Dunlop Sportmax Roadsport 2, que me transmitiram muita segurança para atacar curvas na serrinha litorânea sinuosa bem aqui na porta de casa. Reparei que nas fortes frenagens eles chegam a travar as rodas e por isso o ABS entra em ação com certa facilidade. O sistema de frenagem conta com duplo disco de 300 mm na frente e um único de 240 mm atrás. Embora a configuração de suspensão ainda seja a mesma da versão anterior, com garfo telescópico e um monochoque, a Kawasaki fez um ajuste fino para melhor manuseio e a estabilidade.

Nos passeios na cidade esburacada o conforto se apresenta satisfatoriamente e mesmo numa tocada mais agressiva, tanto a Z 650 como a Ninja 650 mostram seus dotes esportivos e contornam curvas de todos os tipos com muita competência, sem balanços ou desvios da trajetória, um conjunto realmente preciso.

Kawasaki Ninja 650: o nome já mostra suas intenções (Renato Durães)
Kawasaki Z 650: esportividade disfarçada (Renato Durães)

Quanto aos recursos, a fabricante japonesa finalmente acabou com seu painel LCD e incorporou um display TFT com conectividade Bluetooth para emparelhar com o smartphone do piloto. No entanto, você não tem acesso à navegação no próprio display e em vez disso, você pode visualizar algumas informações em seu smartphone pelo aplicativo móvel Rideology da Kawasaki. Único problema deste display é que você tem que usar os dois botões no próprio painel para navegar pelo menu, o que é um pouco complicado, mas em se tratando de segurança é sempre melhor manipular o painel com a motocicleta parada.

Kawasaki Z 650 e Ninja 650: Painel com conexão Bluetooth (Renato Durães)

Embarcar na Z 650 e na Ninja 650 é uma tarefa sem esforço, principalmente por causa da baixa altura de 790 mm do assento. Uma vez montado, você vai perceber que são máquinas compactas, fácil de segurar o tanque de combustível, pois o assento encaixa corretamente.

Kawasaki Z 650 e Ninja 650: posição relaxada para a cidade (Renato Durães)

Além disso, o guidão está posicionado para lhe dar uma postura inclinada e envolvente, mas não há indícios de desconforto. A diferença de altura entre o guidão da Z 650 e da Ninja 650 é praticamente imperceptível, portanto a tocada de ambas permite pêndulos bem radicais para atacar curvas de alta num track day de final de semana no autódromo de Interlagos. Toda a experiência é ainda mais intensificada pelo urrar do escape nas altas rotações.

Kawasaki Ninja 650: carenagem protege contra intempéries (Renato Durães)
Kawasaki Z 650: estilo “Sugomi” garante esportividade (Renato Durães)

Curiosamente, o motor não é altamente potente, mas é muito esperto desde as baixas rotações e bastante gerenciável nas médias, proporcionando arrancadas muito vigorosas, com rápida subida de giro até a faixa de corte, e com trocas de marchas bem rapidinho. Até os 160 km/h elas vão bem rápido, daí em diante elas dão uma enroscada, mas ultrapassam os 200 km/h. Mas além do desempenho apimentado, o manuseio é uma das facetas fortes destas Kawasaki 650 , pois elas mudam de direção com o mínimo esforço, sendo muito obedientes às solicitações do piloto. Mesmo passando por longas curvas, mantém sua trajetória com precisão. O guidão de peça única da Z 650 é amplo fornece uma alavanca com uma ótima pegada para inspirar confiança, e o da Ninja 650 tem um desenho muito interessante e vai instalado na mesa superior e por isso a ergonomia é tão natural e permite ótima agilidade na cidade.

As Kawasaki Z 650 e a Ninja 650 são motocicletas que se misturam perfeitamente em quase todos os tipos de cenários, desde um mero passeio até mesmo um treino na pista fechada. O motor tem uma entrega linear de potência e bastante torque em baixa fazendo delas excelentes motos para a cidade, juntamente com muita economia de combustível.

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