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Kawasaki Versys-X 300 é uma pequena crossover repleta de dotes

5 Minutos de leitura

  • Publicado: 05/06/2021
  • Por: Alexandre Nogueira

A Kawasaki, aproveitando o embalo das motos aventureiras que têm atraído cada vez mais entusiastas e feito o segmento crescer promissoramente, oferece a Versys-X 300 para quem gosta de aventura e quer entrar para este mundo que pode ser recheado de emoção.

Dentro do segmento das motos todo terreno de baixa cilindrada, a Kawasaki Versys-X 300, embora possa ser considerada concorrente direta de Honda XRE 300, Royal Enfield Himalayan e Yamaha XTZ 250 Lander, com seu motor de dois cilindros paralelos e seu preço, mesmo da versão de entrada (R$ 29.490), se afasta dessas motos, principalmente pelo valor, que está acima da média de R$ 19.400 das demais. Ela fica parelha somente com a BMW G 310 GS, que tem o valor de R$ 33.500 em sua etiqueta, mas é equipada com motor monocilíndrico.

Kawasaki Versys-X 300 Tourer (Renato Durães)

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Ainda assim é uma máquina de respeito, e esta versão, a Tourer (TR), que vem equipada com topcase e alforges laterais rígidos, protetor de aço tubular nas laterais, protetor de cárter, de mãos e faróis de neblina, é diferente de todas as concorrentes.

 Versão mais equipada

A Kawasaki Versys-X 300 utiliza o motor bicilíndrico das antigas irmãs de 300 cilindradas da marca, a Z 300 e a Ninja 300. Os dois cilindros têm exatos 296 cm³, duplo comando no cabeçote, oito válvulas e refrigeração líquida. O motor tem como característica maior desempenho em altos giros, é acima das 8.000 rpm que fala mais grosso, e, de fato, os 40 cv de potência máxima surgem a 11.500 rpm, e o pico de torque de 2,6 kgf.m surge nas 10.000 rpm.

Única aventureira bicilíndrica de 300 cm³ da categoria (Renato Durães)

Alguns pequenos ajustes, como a embreagem assistida e deslizante e uma relação final mais curta, adequaram o motor à nova proposta da motocicleta, que exige respostas mais sinceras quando o acelerador é solicitado.

Porte de moto maior (Renato Durães)

E a Versys-X 300 responde sem vacilos, o motor responde num arco de rotações bem amplo, ela mantém velocidades de cruzeiro que as concorrentes sofrem para acompanhar. Já o conforto da ergonomia bem acertada só não é melhor pela dureza do banco, se fosse mais macio, ajudaria sobremaneira nas viagens mais longas e não castigaria o traseiro.

 Ciclística acertada

O chassi de aço, tipo Backbone, é reforçado para suportar garupa e suas bagagens e tem agregadas suspensões convencionais, sem regulagens, mas com curso respeitável (130 mm na dianteira e 148 mm atrás), elas apresentaram um comportamento bem satisfatório e com muito equilíbrio para atender à proposta aventureira. Muita estabilidade no asfalto, seja nas retas em alta velocidade, onde ela se manteve bem pregada ao chão, seja em curvas de baixa ou de alta, onde ela se comportou de forma precisa e sem balanços indesejados.

O motor bicilíndrico sofre menos na estrada (Renato Durães)

Na terra, o aro dianteiro de 19 polegadas ajuda a transpor obstáculos e buracos maiores, e o trabalho da suspensão dianteira agradou bastante, transmitindo confiança quando a tocada mais agressiva é exigida no fora de estrada, bem como o nível de conforto ao rodar, graças à boa eficiência e progressividade no funcionamento. A suspensão traseira monoamortecida com sistema de links Uni-track alia boa estabilidade e conforto em qualquer condição. As rodas raiadas de 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira são equipadas com pneus com câmara de uso misto e melhoram a capacidade off-road da Versys-X 300.

 Entre prós e contras

A Versys-X 300 é imponente e parece uma motocicleta maior por conta das suas carenagens volumosas e do grande para-brisa que garante uma boa proteção contra o vento, o que é muito bom para percorrer grandes distâncias sem o incômodo do vento no peito. O seu maior pecado é o belo e amplo assento que, por ser bem estreito no encaixe com o tanque de combustível de 17 litros, facilita a vida na hora de apoiar os pés no chão, mas é duro, o que complica as longas jornadas com o objetivo de sair de tanque cheio e rodar até acender a luz no painel.

Como o assento é baixo e bem amplo, é possível sentar próximo ao tanque para atacar mais agressivamente uma estrada de terra, e você também pode encontrar conforto extra para viajar sentando mais para trás, apoiando a lombar e esticando um pouco os braços. A ergonomia é bem natural, com a posição de pilotagem ereta graças ao largo e alto guidão e as pedaleiras bem posicionadas, deixando os pés alinhados com os joelhos, pouco flexionados. Os freios são convencionais, com a boa e velha receita de disco simples tipo margarida nas duas rodas, mordidos por pinças deslizantes de duplo pistão auxiliadas pelo ABS.

O belo painel mescla um conta-giros analógico central com indicador de marchas e um visor LCD multifuncional à direita com muita informação, inclusive um indicador de pilotagem econômica (ECO), que indica a melhor faixa de utilização para alcançar médias de consumo acima dos 30 km/l. A iluminação da Versys ainda é por lâmpada halógena no farol e convencionais nos piscas e lanterna.

A Kawasaki Versys-X 300 é leve e ágil para o off road (Renato Durães)

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O bagageiro de alumínio na mesma altura do assento facilita a amarração de bagagens ou a instalação de um topcase. De fábrica ela sai com as malas laterais de plástico rígido com capacidade de até três quilos de carga, mas são bastante estreitos, o que de fato pode limitar o espaço para sua bagagem.

Uma pequena média Dual Purpose de reponsa (Renato Durães)

A Versys-X 300 ainda tem uma tomada 12V no painel para a carga de seus gadgets eletrônicos. Todos os acessórios encontrados na versão TR são vendidos à parte, caso o comprador da versão mais simples queira instalar algum deles. A Versys -X 300 não é uma moto barata e, apesar de ser boa, o preço pode fazer pensar em outras possibilidades de compra.

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