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Honda CRF 1000L Africa Twin DCT: primeiro contato

4 Minutos de leitura

  • Publicado: 05/12/2020
  • Atualizado: 07/12/2020 às 8:37
  • Por: Alexandre Nogueira

A nova geração da Honda Africa Twin com o novo motor de 1.100 cm³ e câmbio com tecnologia DCT chega no primeiro semestre de 2021.

Há uma década a Honda inovou o universo da motocicleta com a introdução da transmissão DCT, sigla de “Dual Clutch Transmission”, transmissão de embreagem dupla em português.

Tecnologia DCT da Honda completa 10 anos em motos (Honda)

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O sistema DCT pode realizar mudanças de marchas automaticamente, através de uma tecla no punho direito do guidão quando posicionada em “AT”, ou as mudanças são comandadas pelo condutor através de botões situados no punho esquerdo, com a opção “MT” selecionada.

Sistema DCT de dupla embreagem (Honda)

Como o próprio nome indica – “Dual Clutch Transmission” –, o sistema tem duas embreagens, cuja atuação acontece sem necessidade de qualquer ação do condutor. Uma das embreagens serve as marchas ímpares e a outra os pares. As mudanças ocorrem de maneira rápida e imperceptível, pois quando uma marcha está engatada a seguinte, seja superior ou inferior, já estará engatada, mas em “stand-by”, pronta para ser usada.

O sistema DCT é um câmbio convencional com pares de engrenagens compondo as relações e as trocas feitas pelo tambor seletor de marchas acionado por uma alavanca, que é o pedal do câmbio, mas no sistema DCT quem aciona o tambor seletor de marchas é um motor elétrico comandado pelo módulo da transmissão, que está ligado a uma central inercial IMU de cinco eixos e toda eletrônica embarcada de última geração com acelerador Ride-by-Wire, modos de pilotagem, controle de tração e freios ABS.

Um motor elétrico faz a função do pedal de trocas (Honda)

Ao escolher o modo AT o condutor opta pelo pleno automatismo, com a transmissão subindo ou descendo marchas com extrema precisão e rapidez de acordo com a informação fornecida por inúmeros sensores que “leem” os parâmetros da pilotagem. Em AT há duas opções: “D” para mudanças normais e “S”, para trocas de marcha mais rápidas, adequadas à pilotagem esportiva. Em MT a escolha da marcha adequada fica por conta do piloto.

A primeira Honda a receber a DCT foi a VFR 1200F, uma sport touring de design arrojado e alta performance, capaz de alcançar mais de 250 km/h de velocidade máxima e acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de 3 segundos. Esta motocicleta logo foi acompanhada por sua versão “crossover”, a VFR 1200X Crosstourer, que utilizando o mesmo motor V4 de 125 cv também dispunha de versão com transmissão DCT.

Sistema DCT está na terceira geração (Honda)

Com o tempo a tecnologia foi evoluindo e estendida a diversas motocicletas Honda, entre as quais a gigantesca GL 1800 Gold Wing, o scooter X-ADV e versões da maxitrail CRF 1000L Africa Twin, estes últimos modelos com capacidade de rodar em terrenos difíceis, um tipo de utilização que comprova a excelência técnica atingida pela DCT de última geração, capazes de conciliar confiabilidade com a eficiência necessária em condições de uso extremo.

Honda GoldWing é a rainha no segmento touring premium de luxo (Honda)

Eu já conhecia bem o sistema DCT por testar a nova Gold Wing 1800 Tour durante uma semana e viajar pelas estradas da Serra do Rio do Rastro e Serra do Corvo Branco com o exclusivo scooter aventureiro X-ADV 750, mas a curiosidade estava no modelo big trail.

Honda Africa Twin DCT: sistema compacto e imperceptível (Honda)

E a grande novidade para 2021 é que a Honda do Brasil introduz a nova CRF 1100L Africa Twin DCT em seu line up e já pudemos testar um modelo ainda de 1.000 cm³ com o sistema DCT no Centro Educacional de Trânsito Honda, o CETH, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, num circuito mesclando asfalto e terra.

Esta versão preta de 1.000 cm³ DCT é importada do Chile, a vermelha é a 1.100 (Alexandre Nogueira)

A Honda fez uma breve apresentação da nova geração da Africa Twin com motor de 1.100 cm³, mas apresentou a tecnologia DCT em modelos Africa Twin 1000 importados do Chile. A primeira impressão foi positiva e posso afirmar que facilita muito a tocada, principalmente dos menos experientes, nas manobras de baixa velocidade, simplesmente pelo fato do piloto não ter que se preocupar em dosar a embreagem para controlar a força do motor em baixas rotações.

Honda CRF 1100L Africa Twin 2021 (Honda)

Logo de cara notei que o controle da velocidade nas manobras de baixa passa a ser o freio traseiro combinado com pouca aceleração, e com certeza em poucas horas de voo qualquer piloto se acostuma e se adapta a essa exclusiva tecnologia que chega nas motocicletas para facilitar a vida a bordo e ampliar o conforto do piloto para proporcionar ainda mais prazer ao pilotar, inclusive no fora de estrada.

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