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Honda CBR 1000RR Fireblade inaugura nova era do controle total

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  • Publicado: 30/12/2020
  • Por: Alexandre Nogueira

A Honda CBR 1000RR Fireblade foi mostrada ao público no Salão Duas Rodas 2017 em edição comemorativa aos 25 anos da icônica CBR 900RR Fireblade.

A Honda CBR 1000RR Fireblade está disponível nas versões Standard e SP ao preço de R$ 72.790 e R$ 83.190 respectivamente. Importada do Japão, ela conta com três anos de garantia e o exclusivo Honda Assistence 24H que atende no Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.

Honda CBR 1000RR Fireblade tem tocada fácil e segura (Dudu Viotti)

A Honda CBR 1000RR Fireblade chega redesenhada e com uma redução de peso de 15 kilos em relação à geração anterior, com um incremento de 11 cavalos na potência do motor, chega agora a 192 cavalos de potência em 13.000 rpm. Algumas soluções da ciclística e da mecânica são derivadas da RC213V-S, a versão de rua da RC213V, utilizada por Marc Marques na MotoGP, a categoria rainha da motovelocidade.

O motor de quatro cilindros em linha de 999,8 cilindradas refrigerado à líquido usa um novo par de comando de válvulas no cabeçote para acionar dezesseis válvulas, novos pistões, nova transmissão e novas tampas. Para entregar 192 cavalos em 13.000 rpm e torque de 11,82 kgf.m em 11.000 rpm a taxa de compressão foi aumentada passando de 12,3:1 para 13:1 daí a melhora nas acelerações e nas retomadas. Novo sistema de admissão com injeção eletrônica PGM-DSFI, novo sistema de escapamento, e um novo pacote eletrônico dos mais avançados composto por uma unidade de medição inercial IMU integrada à uma ECU que comanda o motor, o controle de tração e os freios ABS. Peças de magnésio reduziram o peso do motor em dois quilos.

Motor da Honda CBR 1000RR Fireblade rende 192 cv (Divulgação)

Para refinar o funcionamento do motor e melhorar a funcionalidade dinâmica do conjunto, o ponto de maior destaque da Honda CBR 1000RR Fireblade é a eletrônica embarcada aplicada para o novo conceito da Honda da Nova Era do Controle Total e que foi levado à risca na concepção do projeto. Utilizar toda a tecnologia para elevar o desempenho e a segurança a níveis nunca alcançados.

O pacote eletrônico inclui uma central eletrônica IMU que analisa cinco eixos e assim atua no gerenciamento do controle de tração e dos novos freios ABS por meio da ECU Unidade Central Eletrônica.

Versão STD é mais sóbria (Divulgação)

O novo sistema de injeção de combustível conta com acelerador TBW Throttle-by-Wire que proporciona maior sensibilidade e precisão nas respostas. O acelerador eletrônico proporciona cinco modos de pilotagem sendo três pré programados e dois personalizáveis pelo usuário da motocicleta. A ECU atua principalmente na potência do motor, controle do torque e controle do freio motor, mas no modo Track os controles são desligados e então toda a fúria é disponibilizada a pleno para o deleite dos mais experientes da motovelocidade. Na versão SP ainda é possível configurar a suspensão semi ativa Öhlins em até seis níveis de ajuste e três de freio motor, tudo para o máximo controle com tranquilidade e segurança.

Pude comprovar a eficiência da CBR 1000RR Fireblade no técnico e sinuoso circuito VeloCittá, no interior de São Paulo, e fiquei bastante impressionado com a facilidade com que a motocicleta ataca e contorna curvas. Uma pilotagem que nitidamente privilegia o controle absoluto da motocicleta.

O que diferencia a versão Standard e a versão SP são principalmente as suspensões e os freios, bem como grafismos e acabamento. As especificações mecânicas de potência e torque sâo as mesmas fora o fato da SP ser 1 kg mais leve pesando 195 kg a seco.

Versão SP traz peças em titânio (Divulgação)

A versão Standard vem equipada com garfo dianteiro invertido Showa BPF de Big Piston Forks, ajustável e com 120 mm de curso. A balança traseira de alumínio utiliza um monoamortecedor Showa com múltiplos ajustes que proporciona um funcionamento excepcionalmente confortável e com máxima estabilidade. A versão SP vem equipada com exclusivas suspensões Öhlins semi ativas, ajustadas eletronicamente em seis níveis, três automáticos e três manuais, para um acerto personalizado e mais refinado conforme as preferências do piloto. Um amortecedor de direção eletrônico Honda HESD reforça ainda mais a estabilidade e a suavidade em ambos os modelos. Sempre achei amortecedores de direção eletrônicos meio imprevisíveis, mas neste caso não vi problemas e mesmo com a roda fora do chão esticando terceira e quarta marchas no retão do Velo Cittá, a frente se comportou precisamente estável e sem qualquer balanço mesmo após a roda dianteira pousar no chão e a alavanca do freio ser acionada com toda força para reduzir de 230 km/h para 100 km/h e então atacar uma curva à esquerda. Ela é tão fácil, dócil e precisa que você nunca se sente duelando com a motocicleta, o manuseio é previsivelmente excelente com uma direção leve e super ágil.

Suspensões semi-ativas (Divulgação)

Os freios ABS de duplo disco na dianteira e disco simples na traseira nas duas versões, utilizam modernas pinças de fixação radial, novas e mais leves da marca Tokico na Standard e as mais tecnológicas e renomadas Brembo na SP que se mostraram mais poderosas e eficientes graças às pastilhas de freio com alto coeficiente de atrito. O modulador do ABS controla a força de frenagem conforme o ângulo de inclinação aumentando a segurança nas emergências. O ABS da CBR 1000RR Fireblade oferece um controle de elevação da roda traseira assinado pela própria Honda. Elemento de suma importância para a agilidade são as rodas, agora mais leves e com novo desenho para incrementar a performance e o visual.

Na prática os ajustes automáticos de suspensão não trazem resultados altamente efetivos, mas a versão SP tem o equipamento mais legal para a tocada esportiva que é o Quick shifter para subir ou descer as seis marchas, portanto é só segurar o acelerador totalmente aberto e acionar o pedal de câmbio para cima para fazer uma troca de marchas suave, precisa e no menor tempo, sem qualquer engasgo ou solavanco. Para reduzir basta soltar totalmente o acelerador e pressionar a alavanca do câmbio para baixo, sem trancos, sem barulho, facinho. Aí a tocada fica mais divertida ainda porque você se concentra melhor e segura com mais firmeza o guidão, as trocas ficam super rápidas e é quase impossível errar como às vezes acontece com o uso da embreagem.

Honda CBR 1000RR Fireblade SP tem escapamento 2,8 kg mais leve (Divulgação)

Enorme diferencial na versão SP é o uso de Titânio em algumas peças para a redução de peso. O tanque de combustível de Titânio é 1,3 kg mais leve e o escapamento é 2,8 kg mais leve. Tudo foi reduzido ao máximo priorizando a centralização de massas.

O painel é uma tela de cristal líquido com tecnologia TFT e inclui velocímetro, tacômetro, posição de marcha, temperatura do motor, hodômetros e computador de bordo com consumo instantâneo e médio, além da quilometragem média restante quando acender a luz da reserva. Todas as configurações dos modos de pilotagem, controle de tração e ABS também estão disponíveis. Todas as funções do painel são acessadas facilmente pelo mecanismo do punho esquerdo no semi guidão. Toda iluminação da nova CBR 1000RR Fireblade é de LED. A versão SP utiliza uma bateria selada de Íons de Lítio, mais leve e de alta durabilidade e não vem equipada com pedaleiras e assento para garupa.

Honda CBR 1000RR Fireblade SP tem tanque de titânio e vem sem garupa (Divulgação)

 A Honda CBR 1000RR Fireblade é simplesmente uma delícia de superbike, porque ela combina elementos ultra modernos num pacote sofisticado que facilita o acesso para explorar além dos seus limites. Você realmente pilota melhor, mais à vontade. A verdade é que a cada volta com a nova Fireblade você fica mais rápido ao descobrir como reagir à sensação do incrível feedback de segurança que a motocicleta transmite. A nova Honda CBR 1000RR Fireblade é extremamente refinada e permite que o piloto tire o melhor proveito da motocicleta com um nível de exploração adicional de suas habilidades com muito mais confiança.

Honda CBR 1000RR Fireblade SP: versão SP tem suspensão eletrônica (Dudu Viotti)

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