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Dez novidades da nova Honda CB 1000R que você precisa conhecer

8 Minutos de leitura

  • Publicado: 14/05/2022
  • Atualizado: 16/05/2022 às 9:52
  • Por: Ismael Baubeta

A Honda nos levou para conhecer e acelerar a nova CB 1000R. Ela está mais bonita, teve as virtudes de seu motor de quatro cilindros em linha aprimoradas e o seu chassi compõe um conjunto ciclístico que também foi apurado com nova suspensão dianteira mostrou seu bom compromisso com a esportividade.

Impressões

A ergonomia da CB 1000R é boa e o banco extremamente confortável, mas a posição do guidão um pouco baixa força o corpo levemente para a frente e as pedaleiras recuadas deixam as pernas bem flexionadas. Apesar de boa, a posição para rodar muitos quilômetros é um pouco cansativa, principalmente para as pernas.

Honda CB 1000R
As pernas bastante flexionadas por conta das pedaleiras recuadas, podem ser cansativas para rodar muitos quilômetros. (Foto: Honda/Caio Mattos)

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No trajeto que fizemos de mais de 200 quilômetros, saindo de Mogi Mirim, em São Paulo, passando por Ouro Fino, Minas Gerais e retornando por Socorro, também em São Paulo a qualidade das estradas e do trajeto permitiram muita diversão, com trechos de alta velocidade e outros com muitas curvas, foi diversão total.

A ciclística da moto foi bem acertada, mas tem mais compromisso com a esportividade, já que ao passar por ondulações seguidas você recebe uma parte dessa energia no banco e no guidão. Mas quando você chega nas curvas da estrada percebe que é ali que ela desempenha seu melhor, contornando as curvas com estabilidade e muita segurança.

Honda CB 1000R
A nova suspensão dianteira deixou a CB 1000R mais estável e seu compromisso tem pegada esportiva. (Foto: Honda Caio Mattos)

O motor também é uma delícia, derivado da CBR 1000RR Fireblade, os engenheiros da Honda conseguiram deixa-lo mais entusiasmante, com uma suavidade ímpar ao acelerar, mas que depois das 5.500 rpm, começa a rugir como um leão enfurecido e a empurrar vertiginosamente até você achar que não consegue mais segurar no guidão tal a força do vento, nesse caso é imperativo deitar sobre o tanque e colar o queixo nele. O câmbio é macio e tem engates rápidos e fáceis.

Honda CB 1000R
Na versão Black Edition apenas alguns detalhes são na cor do prateada. (Foto: Honda)

Na versão Black Edition o quickshifter ajuda ainda mais na tocada esportiva, sem a necessidade de acionar o manete da embreagem, ele funciona bem, mas você tem que lembrar que o melhor funcionamento para subir as marchas com o equipamento é acima de 4.000 rpm, e que na redução é preciso fechar todo o acelerador eletrônico, se não o pedal de câmbio fica duro e as mudanças não acontecem como deveriam.

A rabeta preta pode ser trocada pelo banco do garupa. (Foto: Honda)

Separei para você dez curiosidades sobre a nova CB 1000R que são interessantes de se saber.
A CB 1000R recebeu modificações estéticas e avanços tecnológicos que incluem novo farol em LED, painel em TFT com conectividade Bluetooth e sistema Honda Roadsync com comandado por voz, rodas mais leves, nova suspensão dianteira e pequenas modificações no motor que lhe renderam um pouco mais de potência

O que mudou esteticamente na nova CB 1000R?

As mudanças estéticas forma singelas, mas se você for atento vai ver que são bastante perceptíveis. O farol mantém o formato arredondado, mas o DRL (luz diurna) agora é em formato de ferradura. As tampas laterais sob o banco ficaram menores e são feitas em alumínio escovado, assim como as proteções laterais do radiador. O subchassi de alumínio na versão standard agora é prateado, as rodas de liga ganharam novo desenho e estão mais leves. O painel agora é em TFT colorido, pode ser pareado com celulares pelo Android Car Play e tem comando por voz.

O que mudou no motor?

O motor recebeu novo catalisador para atender às normas de emissões do Promot5, com isso os engenheiros da Honda remapearam todo sistema de alimentação, que, somado às mudanças no catalisador do escape permitiu o ganho de 1,4 cv de potência, ficando agora com 42,8 a 10.500 rpm. O torque foi mantido em 10,2 kgf.m, mas chega a seu pico máximo 250 rpm acima da versão anterior, ou seja, a 8.250 rpm.

Eletrônica embarcada.

O acelerador eletrônico permite aos quatro modos de pilotagem diferentes níveis de interferência na entrega de potência, no controle de tração e no freio-motor sempre pré-estabelecidos nos modos Sport, Standard e Rain. O modo User permite que o piloto faça os ajustes a seu gosto.

O chassi e sistema de freios é o mesmo?

O chassi da CB 1000R não mudou, é do tipo diamond monocoluuna em aço com o motor como parte estrutural. A balança da suspensão traseira é monobraço em alumínio, com o amortecedor ancorado diretamente a ele, sem links. O sistema de freios é muito competente. Na dianteira os discos têm 310 mm de diâmetro e são mordidos por pinças radiais de quatro pistões. Atrás, o disco de 265 mm tem dois pistões e ambos são assistidos por ABS. Os freios têm ótimo tato e progressividade, permitindo frenagens fortes com precisão e eficácia. O ABS não é demasiado intrusivo e transmite confiança nas frenagens fortes.

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A suspensão dianteira também mudou

A suspensão dianteira recebeu um upgrade, agora as bengalas são Showa de 41 mm de diâmetro do tipo SFF BP, que mantém as funções de pré-carga da mola no garfo direito e compressão e retorno no esquerdo.   

Os pneus agora são Michelin Power 5

A Honda optou por calçar a nova CB 1000R com os bons pneus Michelin Power 5, que oferecem muita aderência e confiança na pilotagem, transmitindo bom feeling ao guidão.

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A CB 1000R ganhou uma versão diferenciada

A Honda optou por lançar outra versão da CB 1000R, batizada de Black Edition, como o nome indica, ele tem quase tudo preto, apensa alguns detalhes metalizados para compor seu atrativo design. Apenas um componente mecânico foi instalado a mais do que na versão standard, o quickshifter.

Os componentes que diferenciam a CB 1000R Black Edition

Na estética, várias são as peças pretas instaladas que a diferenciam. Os tubos internos das bengalas receberam tratamento de cromo preto e o painel também ganhou um pequena carenagem negra. Uma rabeta transforma o banco em monoposto e as tampas laterais e os protetores do radiador mantém a textura de alumínio escovado, mas em preto. Tubos de escape, guidão e ponteira também receberam a cor escura. Os detalhes metalizados se destacam apenas nas tampas do cabeçote, do motor e em alguns raios diamantados da roda traseira.

Os componentes da Black Edition podem ser comprados como acessórios?

Os componentes da edição especial podem ser comprados separadamente, mas não como acessório, eles constam apenas na lista de peças de reposição, o que segundo a fábrica, não é vantagem por conta do custo.

Quantas motos a CB 1000R vendeu depois de seu lançamento em 2019

No ano de seu lançamento em 2019, a CB 1000R emplacou 631 unidades. Já em 2020, ano em que a pandemia nos atingiu, foram 794 motos, segundo dados da Fenabrave. No ano passado a cebezona lacrou 462 motos. A CB 1000R não é uma motocicleta de grande volume, mas os números confirmam que ela é querida e faz sucesso.

De minha parte eu garanto que a nova CB 1000R é uma moto que oferece muito prazer ao se pilotar. O motor de quatro cilindros é liso permite passeios sossegados, sem engasgos ou trancos, mas ele empolga quando você deixa seu giro subir.

Honda CB 1000R
Competência da CB 1000R nas curvas é uma grande virtude da moto. (Foto: Honda / Caio Mattos)

A ciclística também está bem acertada, mas no pavimento lunático comprova seu compromisso com a esportividade, comprometendo um pouco o conforto, mas quando você entra em trechos cheios de curvas a diversão que ela oferece faz você esquecer qualquer dor ou problema de sua vida.

Ela não é a melhor opção para fazer longas viagens, por ser tornar cansativa para rodar muitos quilômetros, a falta de proteção aerodinâmica também contribui para o cansaço no uso rodoviário, principalmente se você gosta de andar rápido.

Os quase R$ 72.000 da versão standard e R$ 80.000 da Black Edition de tabela, não são pouca grana, mas a CB 1000R tem virtudes de sobra para habitar sua garagem. Pelo menos espaço na minha teria.

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