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Conheça a Indian Scout, a custom ‘anti Harley’

7 Minutos de leitura

  • Publicado: 07/01/2016
  • Por: admin

<p><span style="line-height: 1.6em;">Partindo do zero, o Grupo Polaris e a Indian desenvolveram uma custom acima da média. A Scout é bonita, moderna e deverá conquistar usuários de motos custom da concorrência.</span></p>

<p><img alt="Indian Scout" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_2_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /><span style="line-height: 1.6em;">Apresentada em 2014 em Sturgis, nos Estados Unidos, a Indian Scout chegou para ser não apenas a grande estrela da Indian no Brasil — é a mais acessível da marca —, mas também um dos grandes lançamentos em nosso mercado. Exceto pelo nome, a Scout é uma moto completamente nova, que rompe uma série de tradições e, por isso, é uma moto que promete sacudir o segmento.</span></p>

<p><img alt="A 101 Scout, produzida entre 1928 e 1931, é considerada a melhor Indian já fabricada. Esse modelo continua a ser utilizado em alguma exibições de stunt no chamado “Muro da Morte”." height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_3_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>De acordo com Rodrigo Lourenço, Diretor Geral da marca na América do Sul, a Scout atual é a evolução natural das primeiras Scout, motos ágeis e versáteis e com certa personalidade esportiva para a sua época, características que a Indian fez questão de incluir nesta nova, as quais, claro, estão devidamente adaptadas à  nova realidade.</p>

<p>Em certos aspectos, como as linhas do chassi de alumínio forjado, as formas do tanque, do assento e do farol, a nova versão faz clara referência à sua homônima da primeira metade do século 20.</p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Dentro da categoria custom, a nova Scout poderia ser enquadrada no sub-segmento das cruiser. Ela está equipada com um motor V2 muito moderno e de forte personalidade, com uma faixa de utilização bem mais ampla do que a usual para esse tipo de moto já que ele começa a empurrar nem bem superamos 1 000 rpm e vai assim até quase 9 000 rotações.</span></p>

<p><img alt="Original, a Indian Scout é apenas para uma pessoa, mas, a marca vende como acessório o assento para um passageiro" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_11_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /><span style="line-height: 1.6em;">O design da Scout mescla linhas modernas com tradicionais, clássicas, além de contar com um motor moderno ancorado a um chassi muito chamativo em formato de triângulo, inspirado no modelo de 1920.</span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Assim que subimos na Scout, a primeira surpresa vem de sua altura. Mesmo sendo uma moto grande, essa Indian é muito baixa, com o assento a apenas 695 mm do chão e um comprimento de 2 315 mm.</span></p>

<p>Além disso, ela conta com pneus “pequenos” de 16” de diâmetro, sendo o dianteiro mais largo do que o habitual (150/80<span style="line-height: 1.6em;">). De série traz assento só para o piloto, deixando toda a parte superior do para-lama traseiro exposta, o que reforça ainda mais o aspecto “low&long”(baixa e longa).</span></p>

<p><img alt="Estilo, tecnologia e ao mesmo tempo, tradição. Esta é a receita da Indian" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_12_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Quando analisamos a Scout esteticamente encontramos uma motocicleta muito bem resolvida e que prova que muitas vezes que simplicidade e beleza andam juntas. A cor vermelha da moto que testamos, combinada com cromados e peças pretas, além do banco de couro bege fazem que esta Scout seja o centro das atenções por onde passa, goste a pessoa de motos ou não.</p>

<p>Outro aspecto em que a Polaris trabalhou bastante foi em baixar ao máximo o centro de gravidade para conseguir uma moto ao mesmo tempo estável e fácil de pilotar. Como boa custom, o ângulo de cáster é maior que o habitual, mas no seu caso não chega a superar os 30°.</p>

<p><img alt="Apesar do tamanho, a Scout é uma moto ágil, impressiona" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_8_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Tudo pensado para que o conjunto ofereça uma agilidade digna da proposta mais esportiva do modelo e que o guidão não seja difícil de mover em manobras a baixa velocidade ou em curvas. E isso levando em consideração que a largura do pneu dianteiro é de 130 mm e que, na balança, ela superou os 260 kg com o tanque de combustível cheio.</p>

<p>O moderno V2 a 60° é o elemento mais destacado do conjunto fabricado em Minnesota, nos Estados Unidos, e montado em Manaus (AM). Ele é do tipo cárter úmido, conta com arrefecimento a líquido, duplo comando de válvulas com cabeçote multiválvulas e o curso dos pistões não chega a 74 mm, o que é um número bem baixo se levarmos em conta que estamos falando de uma custom.</p>

<p><img alt="O moderno V2 a 60° é o ponto alto da Scout " height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_4_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>O pacote também inclui um câmbio de seis marchas e transmissão secundária por correia dentada, que suaviza as respostas e reduz a manutenção. Está claro que é um motor de vanguarda e que ainda por cima apresenta um aspecto exterior muito caprichado.</p>

<p>A potência obtida no dinamômetro foi de 95 cv a 7 900 rpm (na embreagem), números muito próximos dos declarados pela Indian. O V2 empurra de forma linear desde rotações baixíssimas e sem buracos, oferecendo ainda uma “patada” por volta de 4 500 rpm. É definitivamente um motor de forte personalidade e de funcionamento agradável.</p>

<p><img alt="A posição da suspensão traseira é diferenciada. Já a transmissão final, segue o padrão, com correia dentada" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_5_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Ele chega a transmitir algumas vibrações às nossas mãos através do guidão quando mantemos velocidades de cruzeiro de forma contínua em autoestradas e o câmbio não se mostrou dos mais precisos na moto que testamos, mas de resto, nota-se que é uma mecânica moderna e com um lado esportivo que não encontramos em motores das marcas concorrentes.</p>

<p>As melhores provas disso são alguns dos números de desempenho que alcançamos em nossas medições: 207 km/h de velocidade máxima real e 0-100 km/h em apenas 4,6 s. A relação da sexta-marcha permite menos de 3 900 rpm a 120 km/h.</p>

<p><img a="" alt="Apesar de ser a mais compacta Indian, seu lugar é nas estradas" m="" melhor="" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_10_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Assim, pilotando a essa velocidade, conseguimos o consumo médio de 20,8 km/l e uma autonomia próxima aos 250 km, o que é muito bom se considerarmos a proposta da moto. Com esse moderno V2, a Indian mira claramente os fãs do segmento cruiser que desejam uma moto com muito estilo e tradição e não abrem mão de uma performance esportiva. Sem ficar em cima do muro, a Indian posicionou no Brasil e Harley-Davidson Forty-Eight em comportamento e a H-D V-Rod Muscle, como rival em desempenho do motor.</p>

<p>Assumir o comando dessa máquina norte-americana é muito fácil mesmo para os mais baixinhos. Chegamos facilmente com os dois pés no chão, também independentemente de nossa estatura, assim, não temos o mais mínimo problema para manobrar a Scout e realmente não notamos todos aqueles quilos que encontramos na balança.</p>

<p>Ao dar a partida no V2 encontramos um delicioso e grave ronco saindo pelos dois longos escapes, e como se espera de um moderno motor com arrefecimento a líquido, quase isento de ruídos mecânicos.</p>

<p>O acionamento do câmbio é bom (não faz aquele sólido “clanck”), entretanto, para que as trocas de marcha sejam precisas, é necessário acompanhar com o pé todo o curso da alavanca, o que acaba deixando as trocas um pouco mais lentas que em outras motos.</p>

<p><img alt="O painel é minimalista. No visor digital encontramos conta-giros, hodômetro e relógio" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_9_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Tanto o tato quanto o acabamento dos comandos que encontramos nos punhos são bons, mas poderiam ser melhores. Já a posição de pilotagem, com os pés bastante adiantados, o corpo atrasado e os braços esticados é algo radical, mas não chega a ser extremo.</p>

<p>Se você tem ao redor de 1,80 m não terá problemas e, pelo contrário, poderá achar a posição imposta pela Scout natural e relaxada. Logicamente que essa posição e a total ausência de proteção aerodinâmica castigam um pouco o piloto em trajetos longos em estrada, mas está longe de ser algo extremamente incômodo.</p>

<p>Com um único disco de freio dianteiro mordido por uma pinça de quatro pistões convencional, além de um conjunto de suspensões simples e com pouco curso atrás, a Scout surpreende pelo dinamismo e pela rapidez das respostas que a sua ciclística proporciona, ainda mais se levarmos em conta o pneu dianteiro largo e o entreeixos de longos 1 562 mm verificados.</p>

<p><img alt="O ABS é de série e há um disco na frente e um atrás, ambos de 298 mm " height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_6_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>A altura livre do solo também não é grande (135 mm), e todos esses detalhes poderiam ser “poréns”, mas não o são, desde que o asfalto esteja em boas condições e nós não forcemos o ritmo além da conta nas curvas. O sistema de freios está longe de ser um primor, mas para a moto com eficiência. Acreditamos que o pedal do freio traseiro poderia ser um pouco maior que o utilizado.</p>

<p>O garfo dianteiro respondeu bem a todos os esforços, mas a dupla de amortecedores traseiros não mostrou a mesma capacidade. Não absorvem bem irregularidades e, para poupar nossa lombar, temos de pilotar bem atentos e evitar ao máximo imperfeições no asfalto.</p>

<p>Com estilo e ciclística bem equilibrados, com acabamento correto, e uma mecânica moderna e empolgante, definitivamente a Scout se apresenta com uma interessantíssima opção no segmento, por R$ 49 990. Este preço será utilizado até o final de fevereiro, depois, de acordo com a marca, o modelo sofrerá um aumento no preço de cerca de 10%.</p>

<p>Ela será a mais acessível até a marca trazer o último lançamento, revelado no Salão de Milão 2015, a Indian Scout Sixty, que assumirá esta posição de ‘porta de entrada’ da marca.</p>

<p><img alt="Enquanto a Scout Sixty não chega, a Scout é a opção mais acessível da marca no Brasil" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_indian_scout_2016_custom_7_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>CONCLUSÃO</strong></p>

<p>O trabalho realizado pela Polaris supera qualquer expectativa, especialmente no lado técnico. O moderno V2 oferece uma performance até agora desconhecida em uma moto de sua categoria, e, ao mesmo tempo, não cobra o preço disso na hora de parar no posto.</p>

<p>A ciclística é mais do que aceitável e, apesar da simplicidade, ela também brilha estéticamente. Sem dúvida a Indian Scout é uma das novidades mais importantes do mercado e chega em um momento no qual o segmento custom está um pouco “abandonado” (exceto pela rival Harley-Davidson). </p>

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