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Apresentação: Harley-Davidson LiveWire

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  • Publicado: 16/12/2014
  • Por: admin

<p><span style="line-height: 1.6em;">Sabemos que o futuro pertence aos veículos elétricos, e nenhuma marca que quiser sobreviver poderá escapar deles, mas quem esperava, agora, uma motocicleta Harley-Davidson elétrica assim, pronta? A marca que é um ícone moldado em torno de tradição, aço, motores V2 e de um som que, de tão especial, é patenteado, pegou todos de surpresa ao revelar a existência do Projeto LiveWire.</span></p>

<p><img alt="Harley-Davidson inova com o Projeto LiveWire" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/hd_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Estávamos em Nova Iorque, EUA, entre o grupo de jornalistas convidados pela Harley-Davidson para conhecer em detalhes (e experimentar!) a sua inesperada e surpreendente moto elétrica, modelo que é fruto de quatro anos de desenvolvimento e que chega prometendo uma revolução não só dentro da marca, mas também no mercado de motocicletas. Depois do scooter BMW C Evolution e da LiveWire, definitivamente as motos elétricas passam a ser uma opção com estilo, performance e o fundamental prazer ao pilotar. </p>

<p><img alt="A revolucionária motocicleta está presente no filme &quot;Vingadores: Era de Ultron&quot;" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/harley_vingadores_eletrica_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong> A apresentação</strong><br />
Direto ao ponto, os executivos da marca fizeram questão de frisar duas coisas logo de cara. Primeiro, para tranquilizar os entusiastas e fãs mais tradicionais, ficou claro que nada muda no que já existe. <em><strong>“Vamos continuar produzindo os modelos tradicionais, é claro. Uma moto elétrica seria apenas um complemento e não uma substituição”</strong></em> disse Matt Levatich, presidente, chefe de operações e, porque não, um dos responsáveis por essa reinvenção da Harley-Davidson, que começou em meados de 2008 e tem no Projeto Rushmore, na linha Street 500/750 e, agora, na LiveWire seus mais recentes capítulos.</p>

<p>Segundo. Oficialmente, a marca diz que ainda não há qualquer plano para o início da comercialização da LiveWire e que o propósito deste modelo é coletar sugestões sobre como deveria ser uma motocicleta elétrica da Harley-Davidson sob a perspectiva dos motociclistas. Para isso, consumidores selecionados poderão pilotar e dar suas impressões sobre o novo modelo para ajudar a moldar uma possível versão produzida em série. Esse contato dos motociclistas com a LiveWire já começou nos Estados Unidos através de uma turnê, que visitará 30 concessionárias até o fim do ano. Em 2015, também será feito no Canadá e na Europa e, ainda que possível, é muito improvável que a turnê chegue ao Brasil. </p>

<p><img alt="Toda iluminação da LiveWire utiliza LED" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/lanternaled_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Se você gostou da ideia de uma Harley elétrica, a boa notícia é que, sinceramente, não acreditamos quando os executivos da marca estadunidense dizem que “não existem planos”. Nossa desconfiança se baseia em basicamente duas questões: 1) a não ser por detalhes mínimos, não há nada que os consumidores possam mudar radicalmente no produto. Ele está pronto e, nitidamente, aquela fase de adaptar um protótipo ao mundo real já passou; 2) a marca não falaria tanto em “reinvenção da Harley-Davidson” (e não teria investido tanto nesse projeto) se ele fosse desempenhar um papel secundário dentro da empresa. </p>

<p><strong> Pilotando a Harley-Davidson elétrica</strong><br />
Tivemos a oportunidade de rodar alguns quilômetros com a LiveWire pelas ruas de Manhattan e a primeira impressão confirma o que pensamos assim que vimos a moto “in loco”: o grau de desenvolvimento está muito elevado para que as 33 unidades da LiveWire que estão rodando sejam apenas uma “moto vitrine”, sem reais intenções de produção em série a médio prazo. </p>

<p><img alt="Rodamos com a Harley-Davidson elétrica pelas ruas de Manhattan, nos Estados Unidos" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/quarter1_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>O test ride foi curto e no trânsito urbano, ou seja, não podemos falar nada sobre o comportamento da moto em uma condição mais esportiva, entretanto, tivemos tempo suficiente para notar que trata-se de um modelo no qual foram investidas muitas horas de desenvolvimento para atingir um grau de funcionalidade tão bom… E ninguém investe tanto tempo e recursos em um simples exercício de design ou em uma mera “vitrine tecnológica”.</p>

<p>A primeira impressão é de que, na prática, ela poderia ser vendida nas lojas amanhã, sem necessidade de nenhuma grande alteração. Não foram divulgadas especificações técnicas mais detalhadas, mas o peso total da moto é de 210 kg (o chassi de alumínio pesa apenas 19 kg), o centro de gravidade é muito baixo e o assento também, o que facilita manobras e colabora para a sensação de controle sobre a moto. As suspensões funcionaram bem em alguns desníveis no asfalto que “atropelei” propositalmente. Os freios estão bem dimensionados para o desempenho da moto, embora não possuam ABS nestes modelos experimentais.</p>

<p><img alt="Como tudo na LiveWire, o painel é minimalista e moderno" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/painel1_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Ainda que como em todo motor elétrico o torque máximo esteja disponível instantaneamente, e no caso da LiveWire são consideráveis 7,14 kgf.m, o tato do acelerador é impecável e é possível acelerar com muita suavidade ou manter velocidades baixíssimas com absoluta tranquilidade. Para explorar a elasticidade do motor, basta virar o acelerador com vontade, que a potência (74 cv) chega forte e acompanhada de um aumento considerável no som, que, apesar da marca dizer que foi inspirado nos aviões a jato, nos fez lembrar muito o assobio (superamplificado!) de um compressor mecânico automotivo. A aceleração é de superbike, já que em 4s ela chega a 96 km/h (60 milhas por hora). A velocidade máxima é limitada a 148 km/h.</p>

<p><img alt="Um dos diferenciais da LiveWire é a suspensão traseira monoamortecida" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/monoamortecedortraseiro_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>A princípio, uma das poucas coisas que poderiam seguramente evoluir e que hoje é o grande fator limitante desta moto elétrica é a autonomia. Naturalmente depende do modo de pilotagem selecionado (há dois), do terreno, da velocidade e da tocada do piloto, mas, segundo a Harley, mesmo com um sistema de freios regenerativos (que ajudam a recarregar a bateria), a LiveWire roda em média 85 km com uma carga, o que é muito pouco. Para recarregar completamente, leva-se três horas e meia em uma tomada de 220V comum. Vale dizer que as baterias são um elemento estrutural, não podem ser retiradas e foram projetadas para manter sua performance por toda a vida útil da motocicleta.</p>

<p><strong> O conceito e o estilo</strong><br />
Com estilo minimalista (que diferentemente do que muitos pensam, teve significativa influência de Willie G.), ela é extremamente compacta, tanto no comprimento quanto na largura, e isso foi, segundo Jeff Richlen, chefe de engenharia e novos produtos da H-D, um desafio técnico enorme: <em><strong>“Tínhamos pouco espaço para encaixar todos os componentes necessários e, em matéria de design, não podíamos criar uma caixa com bateria entre duas rodas”</strong></em>, disse Richlen, que completou:<em><strong> “A diretriz número um no desenvolvimento da LiveWire era conseguir que, independentemente de ser um grande V-Twin ou um motor elétrico, a motocicleta conseguisse proporcionar uma experiência de pilotagem diferenciada”</strong></em>. <span style="line-height: 1.6em;">No caso de uma Harley-Davidson, “experiência diferenciada” envolve tanto sensações ao pilotar quanto apelo visual, e, na nossa opinião, eles acertaram em cheio nos dois quesitos com a LiveWire. Não temos dúvidas de que quando começar a experimentação, o feedback de quem a pilotar será o melhor possível.</span></p>

<p><img alt="O futuro das motos ficou mais interessante com o Projeto LiveWire" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/harleyeletrica_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Como dissemos no início, duvidamos muito, mas mesmo considerando que a intenção da marca com o Projeto LiveWire seja apenas aproximar-se de um consumidor mais jovem e de dar um “cala boca” naqueles que ainda confundem estilo com tecnologia e acham que a marca ficou tecnologicamente presa ao passado, o fato é que, na prática, criaram uma moto elétrica com todo o caráter, personalidade e estilo que foram os pilares da Harley em boa parte de seus 111 anos de história. Aposto que muita gente vai querer uma na garagem… Um “problema” que de alguma forma a marca terá de atender.</p>

<p>Confira abaixo o vídeo oficial de apresentação do Projeto LiveWire.</p>

<p><iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="//www.youtube.com/embed/TcjMUg38NdU" width="620"></iframe></p>

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