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Testes
Alta Performance: DB7

4 Minutos de leitura

  • Publicado: 28/07/2008
  • Por: admin

<p>Emilia Romanha, esta é a região do norte da Itália conhecida como “terra di motori” ou terra do motor. Marcas renomadas como Alfa Romeo, Ferrari, Lamborghini, Ducati, Vespa e os famosos circuitos de Ímola e Monza também estão nessa zona, que tem a cidade de Bolonha como a capital. E é para lá que fomos, a convite da Bimota, para testarmos a nova superbike do mercado, a DB7. Utilizando o motor da Ducati 1098 e equipamentos de ponta, ela é muito rápida, estável e, principalmente, bela.</p>

<p>Sua injeção eletrônica é a única mudança em relação ao propulsor italiano e, com isso, a marca conseguiu uma curva de torque muito mais brava em rotações baixas e médias. Além disso, apesar de manter a mesma potência da “concorrente”, ela é mais leve — favorecendo a relação peso/potência. A riqueza nos detalhes, o primor dos itens e a preocupação em agradar uma clientela exclusiva, também faz com que a Bimota utilize o que há de melhor em materiais e qualidade de construção. Mas tanta sofisticação tem um motivo e um preço.</p>

<p>Em 2003 a Bimota passou por algumas mudanças internas, recebeu investimentos e lançou diversos produtos para atender o público elitizado que busca exclusividade e sofisticação sobre duas rodas. Começou com a Supersport DB5, seguiu com a Sport Special Tesi 3D e, posteriormente, com a naked DB6. Agora, para fechar com o ciclo de lançamento, apresenta uma Superbike top de linha com um preço estimado de R$ 140 000 no Brasil.</p>

<p>Barata ela não é, mas o conceito da marca não é quantidade e sim qualidade e, nesse quesito, a marca se enquadra no topo da pirâmide, deixando as japonesas e as demais européias para baixo. As condições para a avaliação não poderiam ser melhores. O circuito de Misano, seis motos e todo o staff da marca à disposição para acertar a moto a nosso gosto e tirar todas as nossas dúvidas.</p>

<p>Na primeira bateria de teste, com um pouco de cautela no técnico traçado, logo de cara, pudemos sentir a diferença de torque, já que o propulsor crescia muito mais rápido, chegando até a faixa vermelha rapidamente. O motor bicilíndrico é muito gostoso de pilotar e aproveitável, pois não necessitamos reduzir as marchas para manter os giros lá em cima, como acontece nas japonesas.</p>

<p>Em contrapartida, nas saídas de curva, muita atenção, pois o torque é abundante e faz com que o pneu traseiro escorregue. Sorte a nossa que a suspensão traseira Extreme Tech é muito eficiente e atenua bastante essa característica do motor. Falando nisso, todo o conjunto ciclístico é muito eficiente, pois com muitas frenagens sendo feitas com a moto inclinada, precisávamos confiar no que tínhamos embaixo e, em nenhum momento, passamos qualquer susto.</p>

<p> Mérito da suspensão dianteira Marzocchi Corse e do chassi multitubular que é a especialidade da casa. Na frenagem também contamos com equipamentos top de linha. Dois discos de 320 mm da Brembo com pinça monobloco garantem uma frenagem muito forte, mas pareceu que a resposta inicial é um pouco fraca. Pensamos que deveria atuar com mais potência e menor pressão no manete. Mesmo assim, está acima da média no que tange a dosagem e controle, pois a qualidade das suspensões trabalha muito bem com o sistema.</p>

<p>Em suma, depois de andar quinze minutos e começar a pegar a “manha” do traçado, voltamos ao box, pedimos para regular as suspensões a nosso gosto, e voltamos mais forte, a fim de tirar o sumo da DB7. Embora estivéssemos sobre uma jóia, não a poupamos e aceleramos para ver se ela é páreo para as rivais em um comparativo e, decerto, ela nos cativou.</p>

<p>Provavelmente, ela seja um pouco mais “profissional” e exigente que a Ducati 1098, mas está distante do conjunto racing da MV Agusta 312 R, por exemplo. Em outras palavras, ela é muito rápida, mas não necessita de um piloto de ponta para conseguir extrair tempo dela, salvo se tivermos medo de ralar seus inúmeros componentes de fibra de carbono e alumínio no chão.</p>

<p>Em conclusão, achamos que a Bimota acertou em cheio com essa moto, pois alia um real desempenho com detalhes artísticos, exclusividade e status para o cliente. O preço não é muito superior ao das demais européias no exterior. Porém, os comentários gerais pedem para que exista uma versão “R” com o mesmo motor da Ducati 1098 R e toda a exclusividade da Bimota. Aí, ninguém segura…</p>

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<table border="1" cellpadding="1" cellspacing="1" summary="" width="200">
<caption><strong>Ficha Técnica</strong></caption>
<tbody>
<tr>
<td>Motor</td>
<td>bicilíndrico em V a 90º, 4T, DOHC, 4 válvulas por cilindro, refrigerado a água, alimentado por injeção eletrônica, embreagem monodisco a seco e câmbio de 6 marchas</td>
</tr>
<tr>
<td>Cilindrada / potência máxima</td>
<td>1099 cm³ / 160 cv a 9 750 rpm</td>
</tr>
<tr>
<td>Diâmetro x curso</td>
<td>104,0 x 64,7 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Taxa de compressão</td>
<td>12,5:1</td>
</tr>
<tr>
<td>Quadro</td>
<td>Multitubular de aço</td>
</tr>
<tr>
<td>Cáster / trail</td>
<td>
<p>25º / 100 mm</p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>Supensão dianteira / traseira</td>
<td>Garfo invertido / monoamortecedor progressivo</td>
</tr>
<tr>
<td>Curso dianteiro / traseiro</td>
<td>120 mm / 130 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Regulagens</td>
<td>4 vias</td>
</tr>
<tr>
<td>Freio dianteiro / traseiro</td>
<td>2 discos de 320 mm / 1 disco de 220 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Pinça dianteira / traseira</td>
<td>4 pistões radiais / 2 pistões</td>
</tr>
<tr>
<td>Comprimento</td>
<td>2 050 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Entreeixos</td>
<td>1 430 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Altura do banco</td>
<td>800 mm</td>
</tr>
<tr>
<td>Tanque</td>
<td>18 litros</td>
</tr>
<tr>
<td>Peso</td>
<td>172 kg</td>
</tr>
</tbody>
</table>

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