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Testes
Aceleramos a Ténéré no deserto africano

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  • Publicado: 03/06/2008
  • Por: admin

<p>A renomada Yamaha Ténéré está de volta. A empresa recuperou o lendário nome para dar vida a um novo modelo inspirado nos famosos desertos africanos. Em 1983, a marca dos diapasões levou a imprensa ao Marrocos para experimentar a primeira Ténéré, uma moto nascida para a aventura e que participaria de numerosos ralis. As corridas e todo tipo de viagem de aventura foram o campo de provas da versão especial da XT 600, batizada com o nome de uma região do Deserto do Saara, no Níger. No idioma dos Tuareg, a palavra “ténéré” significa deserto.</p>

<p>Assim, ficou claro desde o princípio qual era o conceito dessa, até então, big trail. Agora, muito anos depois, voltamos ao Marrocos para encontrar a última versão do modelo. Com ela, a marca recupera o nicho de mercado que havia perdido desde que parou de fabricar a moto, ainda nos anos 1990. O mais importante é que a lendária filha do deserto voltou em 2008,e nós fomos testá-la para você…</p>

<p>O lançamento da XT 660 Z completa a gama da Yamaha para o setor “on-off”– ou trail, se preferir. No mercado mundial, as XT e as DT (estas últimas ainda são comercializadas na Europa) oferecem diferentes opções, mas não existia uma moto com características estradeiras de destaque e é justamente aí que a nova Ténéré entra no jogo. Com ela, o turismo em qualquer tipo de terreno está assegurado.</p>

<p>A equipe de engenharia, que desenvolveu a máquina, trabalhou no motor, no peso, na funcionalidade e, principalmente, na confiabilidade de todo o conjunto da motocicleta visando atingir o nível mais alto possível no turismo de aventura. Outro ponto bem pensado e que chama a atenção é sua estética distinta. Mas, diferente de outros modelos, no caso desta Yamaha, a modernidade não conflita com o aspecto prático, muito pelo contrário. O tanque de combustível foi desenhado para possuir uma grande capacidade (22 litros),contudo este se estende por debaixo do assento e para a frente. Dessa forma, fica estreito e facilita a pilotagem em pé em terrenos irregulares.</p>

<p>Também colabora para uma melhor distribuição das massas. Junto ao tanque, encontramos umas curiosas tampas laterais que cumprem o papel de protetores de carenagem, muito eficientes para terrenos complicados. Vista de frente, a moto também é inusitada e, mais uma vez, combina-se design com eficácia, dado que sobre o curioso farol se eleva uma bolha que proporciona boa proteção aerodinâmica.</p>

<p>Outro detalhe inovador é que no próprio subchassi está integrado um suporte para o topcase, simplificando assim a sua instalação. A viagem por terras africanas nos deu a oportunidade de experimentar a Ténéré em diversos terrenos; por isso podemos garantir: ela tira de letra qualquer um deles. No primeiro trecho do trajeto, tínhamos de sair da cidade de Tiznit entre o escasso, mas caótico, trânsito marroquino. Ali, demonstrou que seu amplo ângulo de esterço e seu assento, não tão elevado por se tratar de uma trail, jogam a seu favor no âmbito urbano.</p>

<p>A postura do piloto é muito natural e isso se transforma em uma condução fluída na cidade; mas o melhor é que, quando caímos na estrada, ela é realmente confortável. As longas retas paralelas ao Atlântico colocaram à prova, durante 200 quilômetros, a proteção aerodinâmica e a “dureza” do banco, com uma nota muito boa em ambos os casos. Nos trechos onde as estreitas estradas se tornavam mais sinuosas, podíamos pilotar com bastante entusiasmo, dada a agilidade e a forma fácil com que esta Yamaha se move em qualquer terreno.</p>

<p>No aspecto da ciclística, foi buscado um compromisso que oferecesse a maior polivalência possível, e isso se traduz em que o comportamento não se destaca em nenhum ponto em particular, mas que cumpre todos com eficiência. As bengalas, por exemplo, se mostraram um pouco macias para uma condução mais esportiva ou ao passar por irregularidades muito grandes, mas, nas pistas de terra que nos levaram pelo deserto, absorveram todo tipo de obstáculo com maestria.</p>

<p>E isso que passamos por estradas bastante precárias, picadas e longos trechos de areia com muitas valas. Com os freios acontece algo parecido, já que não são excessivamente potentes porém são muito fáceis de dosar, e isso em uma moto destinada à aventura é louvável.</p>

<p>Para ler a continuação do teste clique <a href="http://motociclismo.terra.com.br/index.asp?codc=168">AQUI</a>.</p>