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Aceleramos a Ténéré no deserto africano 2ª pt.

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  • Publicado: 06/08/2008
  • Por: admin

<p>No pedaço mais crítico da nossa pequena travessia, em duras estradas com mistura de terra e areia, a Ténéré se mostrou corretíssima e intuitiva, isso porque estava calçada com pneus mistos, inapropriados para aquela situação. Nesse sentido, depois do que presenciamos, é possível afirmar que com ela você pode chegar a qualquer lugar. Resistente. Assim é o monocilíndrico de 4 válvulas e refrigeração líquida da XT 660 Z. Esse propulsor é o mesmo utilizado nas versões R e X; com ele, garantimos baixa manutenção e grande confiabilidade.</p>

<p>Além disso, com essa configuração, conseguimos um bom funcionamento a baixas e médias rotações — justamente o que os homens da Yamaha queriam. Em comparação com as suas irmãs, a resposta do acelerador ficou melhor graças a uma curva de potência mais linear. Sem fazer alarde, os 48 cv levam você a qualquer lugar. Se o objetivo for uma arrancada fulgurante, há necessidade de reduzir uma marcha e levar a agulha do conta-giros até lá em cima.</p>

<p>Nas estradas, temos potência suficiente, mas para andar com garupa e carga, alguns cavalos a mais não fariam mal. Também é verdade que não vibra em excesso, é muito agradável em uso normal e, quando entramos nos trechos off-road, o motor não precisa ser exigido mais que o normal para responder bem, pelo contrário, despeja potência de forma bem controlável.</p>

<p>O consumo é bem contido, ou seja, com os 22 litros do tanque, podemos percorrer longas distâncias sem reabastecer. Outro detalhe interessante é o filtro de ar de fácil acesso, que permite uma rápida limpeza em qualquer lugar e com as próprias ferramentas da moto. Em resumo, depois da nossa aventura africana, ficou claro que a nova Ténéré mantém intacto o espírito aventureiro das primeiras Yamaha que levaram esse nome, mas agora o futuro já chegou, tanto no design como em seus componentes.</p>

<p>Estará a disposição em três opções de cores: branco/vermelho, cáqui e preto e contará com interessantes acessórios originais, como as maletas laterais e topcase, cavalete central, bolha mais alta e diferentes protetores. Com uma moto destas na garagem, não há como se entediar. De acordo com o que antecipamos na edição de janeiro da MOTOCICLISMO, a XT 660 Z Ténéré depende da expansão da capacidade produtiva da fábrica Yamaha no Amazonas para ser lançada aqui já como um produto “Made in Manaus”, o que deve ocorrer até o final deste ano.</p>

<p><strong>Ficha técnica</strong></p>

<p><strong>Motor:</strong> monocilíndrico, 4T, SOHC, refrigerado a água, alimentado por injeção eletrônica, partida elétrica, embreagem multidisco em óleo, câmbio de 5 marchas e transmissão por corrente<br />
<strong>Cilindrada / potência máxima:</strong> 660 cm³ / 48 cv a 6 100 rpm<br />
<strong>Diâmetro x curso:</strong> 100 x 84 mm<br />
<strong>Taxa de compressão:</strong> 10,0:1<br />
<strong>Quadro:</strong> Estrutura tubular de aço<br />
<strong>Cáster / trail:</strong> 28º / 113 mm<br />
<strong>Suspensão dianteira / traseira:</strong> Telescópica / monoamortecedor progressivo com link<br />
<strong>Curso dianteiro / traseiro:</strong> 210 mm / 200 mm<br />
<strong>Regulagens:</strong> Na pré-carga da mola<br />
<strong>Freio dianteiro / traseiro:</strong> 1 disco de 298 mm / 1 disco de 245 mm<br />
<strong>Pinça dianteira / traseira:</strong> 2 pistões / 1 pistão<br />
<strong>Comprimento:</strong> 2 246 mm<br />
<strong>Entreeixos:</strong> 1 505 mm<br />
<strong>Altura do banco:</strong> 895 mm<br />
<strong>Tanque:</strong> 22 litros<br />
<strong>Peso:</strong> 183 kg<br />
<strong>Preço:</strong> 7 000 euros </p>