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A mais racional

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  • Publicado: 16/04/2015
  • Por: admin

<p>Muita gente acredita, que a MV Agusta, de um tempo para cá, está utilizando a mesma plataforma para fabricar vários modelos. Sim, é verdade, mas não é tão simples assim. Concordamos que o motor de três cilindros e 798 cm³ da marca é o mesmo que equipa as Brutale, a Rivale e a Dragster.  E também concordamos que visualmente, em comparação com a Rivale, a Stradale, à primeira vista, parece uma moto que apenas ganhou alguns acessórios.</p>

<p><img alt="MV Agusta Stradale 800" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/estatica_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Mas o que ocorreu não é bem isso. A MV Agusta não está brincando. O departamento de desenvolvimento de novos produtos foi completamente revolucionado para que cada motocicleta tenha seu próprio caráter e seja, portanto, singular. Foram investidos cerca de 60 milhões de euros nos últimos três anos, e, agora, a marca, de acordo com a nova filosofia de seus diretores, está mudando todo seu plano de ação para 2015. Rede de concessionárias, parcerias, pós-venda, tudo vai ser modificado. No evento de apresentação da Stradale 800, realizado no sul da Espanha, Giovanni Castiglioni (filho de Claudio Castiglioni e agora presidente da marca) fez questão de anunciar oficialmente uma parceria com a AMG Mercedes-Benz, e, a partir de 2015, essas duas marcas compartilharão lojas, websites e participarão dos mesmos eventos.</p>

<p><img alt="Todo digital, o painel da Stradale é completo e super-fácil de configurar, com controles no punho." src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/painel2_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">O resultado prático dessa parceria ainda não conhecemos, mas, quanto ao investimento, é fato que a MV agora tem uma linha de motos que concorre em todos os segmentos.  Três anos atrás a MV Agusta tinha apenas três motos em sua linha e hoje tem mais de dez. Giovanni afirmou que em 2015 virão mais três – a F4 RC, a Turismo Veloce e a Turismo Veloce Lusso – e a expectativa é lançar pelo menos dois novos modelos por ano. Nossos parâmetros comprovam, estivemos na França, no lançamento da Rivale 800, no final de 2013. Depois fomos à Itália acelerar as Dragster RR e as Brutale RR e por último, a confortável Stradale, na Espanha. A MOTOCICLISMO acompanhou de perto toda a evolução da família que utiliza o motor de três cilindros. Em resumo, o foco da Stradale, assim como o nome nos leva a crer, é o de uma moto concebida para viajar. Não exatamente uma big-trail, ou seja, a concorrente direta não é a Ducati Multistrada, por exemplo, e sim a Hyperstrada.</span></p>

<p><img alt="Pela proposta, a Stradale tem como principal concorrente a Ducati Hyperstrada" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/movimento3_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Ok, você desconfia que a MV Agusta copia tudo que a Ducati faz. Não se culpe ou ache que esse pensamento está errado, mas pilote uma MV Agusta e você perceberá que os engenheiros da marca tiverem um pouco mais de tempo e tentaram fazer melhor, nós assumimos que pelo menos ficou diferente. Pilote e você entenderá que uma MV Agusta não tem nada a ver com uma Ducati, principalmente a Stradale. Se a Rivale 800 deixava você com o corpo em cima da roda dianteira, se a Dragster é arisca ou se a Brutale RR é temperamental, todos esses problemas foram resolvidos na Stradale. Ela é 50 mm mais longa que a Rivale. Com um ângulo de cáster mais aberto e uma balança da suspensão traseira maior, a Stradale ficou não somente mais comprida, mas também mais alta e mais macia. A suspensão traseira ganhou 20 mm a mais de curso, e o banco é muito mais ergonômico. Com guidão mais alto e mais estreito, bolha para-brisa eficiente, banco e suspensões macios, a Stradale é uma verdadeira engolidora de quilômetros. Mas as mudanças não param por aí.</p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Devido aos novos mapas de injeção, a Stradale tem 115 cv e não 125 cv como a Rivale. Amansaram a fera e, consequentemente a deixaram mais agradável e fácil de controlar a potência. Permanece a opção de quatro mapas de injeção e a possibilidade de selecionar até oito níveis de controle de tração e de ABS. Ela fica com 115 cv somente no mapa Sport, no mapa Normal ou Rain, ela fica com 90 cv. O mapa Custom, permite diversos set-up diferentes. Você pode escolher desde alterar toda a curva de potência até limites de corte de ignição, é um verdadeiro computador. Porém, bom mesmo é o pedal de câmbio com acionamento eletrônico tanto para subir quanto para descer marchas. Um power-shifter maravilhoso que funciona muito bem e que vem como item de série. </span></p>

<p><img alt="As malas originais completam a identidade da Stradale, mas são facilmente removíveis" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/traseira2_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Todavia, o que mais determina a identidade da Stradale são as bolsas laterais. Uma solução original para as luzes traseiras faz as malas serem ultra-exclusivas, pois elas trazem incorporadas as duas lanternas traseiras. Duas? Isso mesmo, tanto a Rivale como a Stradale contam com duas lanternas atrás, separadas pelo para-lama embaixo do banco. No caso da Stradale, quando você quiser usar as bolsas, há que se plugar um fio e utilizar uma trava de segurança, e assim, as luzes da moto não funcionam mais, e as que vêm nas malas são acionadas. Excelente solução. As malas não são tão grandes, não cabe um capacete dentro, mas são bem úteis e não atrapalham em nada a pilotagem. E, como em toda MV, o design dessas malas é incrível. O tipo de tranca dos zíperes e o acabamento que imita carbono nas laterais são de cair o queixo. A Stradale também estreou cores novas. Além da tradicional vermelha com prata, há duas versões que intercalam branco-pérola com marrom metálico, um show!</p>

<p> <strong>Na prática</strong><br />
Inicialmente percebemos uma posição de pilotagem muito cômoda, mas os baixinhos terão problemas para subir. Principalmente se as malas estiverem instaladas, pois não é fácil passar as pernas sobre elas. Outra particularidade é o pouquíssimo ruído tanto de quanto do escape. O sistema de escapamento foi reformulado propositalmente para diminuir os ruídos e, evidentemente, melhorar a força em baixos giros. Depois de alguns quilômetros, já temos recursos suficientes para afirmar que a bolha para-brisa é eficiente e que, diferentemente de outras MV Agusta, a Stradale é bem amigável. Sem sombra de dúvidas é a mais versátil MV da história. Mesmo no modo Sport ela não é bruta, e a resposta do acelerador consegue ser imediata e suave ao mesmo tempo. Aliás, chama atenção a maciez de todo o conjunto. </p>

<p><img alt="Em ação, a ergonomia da Stradale permite percorrer muitos quilômetros confortável" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/movimento2_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Espertamente, diferentemente das irmãs Brutale e Rivale, a Stradale tem acionamento hidráulico da embreagem. Parece que o manete é duro quando a moto está desligada, mas em movimento, com o motor ligado, não temos problemas de cansaço nos dedos, mesmo em baixa velocidade. Todavia, no nosso roteiro de 200 km entre as cidades de Ronda e Málaga, só utilizamos a primeira marcha para sair do hotel e do restaurante. Depois que a moto ultrapassa os 40 km/h, o power-shifter pode ser utilizado tanto para engatar quanto para reduzir, então, adeus embreagem. Nas curvas e nas saliências do asfalto, é notável como fez diferença o maior curso das suspensões. Elas trabalham estão de acordo com os novos mapas de injeção e casam perfeitamente com a posição de pilotagem. Resumidamente, a Stradale não exige do piloto e consequentemente não cansa. Recordo-me de sentir a Rivale e a Dragster um tanto imprecisas quando o asfalto não colaborava. São estáveis durante a curva, mas a frente é um tanto perigosa quanto sofrem alguma interferência do solo. </span></p>

<p><img alt="A bolha para-brisa não é muito grande, mas protege com eficiência o seu condutor" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/frente2_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">A Stradale é muito melhor para absorver impactos. Ela fica mais bem apoiada com a frente em alta velocidade e não confere aquela sensação de desespero quando passa em uma lombada. Porém, ela permanece sendo uma legítima MV Agusta, ou seja, tem alma esportiva, quando queremos chegar aos limites, ela também exige mais habilidade do piloto. Como é mais alta, o centro de gravidade também subiu, e isso a deixou com reações um pouco mais lentas se comparada com as da Brutale. Não é possível inverter curvas com a agilidade que fazemos com uma Brutale, mas em contrapartida a Stradale passa uma sensação maior de segurança. Nos primeiros 50 km do roteiro, sentimos as suspensões macias demais, mereciam um ajuste mais “hard”, afinal de contas as grossas bengalas Marzocchi dianteiras e o robusto amortecedor Sachs da traseira permitem todas as regulagens possíveis, mas se estivessem duras demais, o asfalto ruim que tivemos que enfrentar, muito provavelmente nos tiraria da trajetória desejada. </span></p>

<p><img alt="O sistema de escapamanto foi totalmente reformulado, se comparado com as irmãs de 3 cilindros" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/movimento4_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Comparada com a Dragster, a Stradale é um “pudim”, mas ela não perde a trajetória quando passa nos buracos. Giovanni Castiglioni afirmou que ela chegará ao Brasil no final de 2015. Será? Aguardamos ansiosos a mais versátil MV Agusta contruída.</span></p>

<p><strong><span style="line-height: 1.6em;">Ficha Técnica</span></strong></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Motor tricilíndrico, arrefecido a líquido <br />
DOHC  I  12 válvulas  I  câmbio de 6 velocidades</span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Cilindrada • 798 cm³ <br />
Potência • 115 cv a 11 000 rpm <br />
Torque • 8,0 kgf.m a 9 000 rpm <br />
Diâmetro x curso do pistão • 79 mm x 54,3 mm <br />
Taxa de compressão • 13,3:1 <br />
Quadro • Tubular de aço com base de alumínio<br />
Cáster • 25,5° <br />
Trail • 109 mm <br />
Suspensão dianteira • Marzocchi invertida de 41 mm, com 150 mm de curso e 3 vias de regulagens <br />
Suspensão traseira • Monoamortecedor Sachs com 150 mm de curso e 3 vias de regulagens <br />
Freio dianteiro • Dois discos de 320 mm, pinças de 4 pistões opostos, ABS<br />
Freio traseiro • Disco de 220 mm, 2 pistões, ABS <br />
Modelo do pneu • Pirelli Diablo Rosso II <br />
Roda dianteira • 120/70 – 17". 3,5" <br />
Roda traseira • 180/55 – 17". 5,5"</span></p>

<p>Medidas <br />
Comprimento • 2 130 mm    Largura • 890 mm <br />
Altura do assento • 870 mm    Entre-eixo • 1 460 mm <br />
Tanque • 16 litros    Peso seco • 181 kg</p>

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