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Nosso grande prazer podado pela violência

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  • Publicado: 29/08/2012
  • Por: admin

Por favor, n&atilde;o confunda o t&iacute;tulo deste editorial com um arroubo de ego&iacute;smo de minha parte. N&atilde;o estou usando este espa&ccedil;o para defender um direito individual ou reclamando algum privil&eacute;gio. Claro, a n&atilde;o ser que voc&ecirc; pense que pegar uma motocicleta e sair para passear no fim de semana sem correr o risco de tomar um tiro seja pedir demais. Ultimamente, pelo menos nas grandes cidades, ouvir que um motociclista foi assassinado durante uma tentativa de roubo j&aacute; n&atilde;o causa mais revolta e indigna&ccedil;&atilde;o. De t&atilde;o frequente, hoje esse fato caiu no lugar comum. Contudo, pensar assim n&atilde;o pode ser, nunca. <br /><br />Pouco tempo atr&aacute;s, a grande preocupa&ccedil;&atilde;o do motociclista quando ligava a moto e colocava o capacete era chegar ao destino sem sofrer um acidente, entretanto, de alguns anos para c&aacute;, isso mudou. J&aacute; n&atilde;o basta pilotar bem equipado e com responsabilidade para corrermos menos riscos, agora temos que tamb&eacute;m torcer para n&atilde;o tomarmos um tiro no caminho… e isso &eacute; broxante. Confesso que, ultimamente, se n&atilde;o for estritamente necess&aacute;rio, penso duas vezes antes de sair com alguns modelos que chegam aqui na revista para avalia&ccedil;&atilde;o. Puro e simples medo! Sim, sei que se trata de uma quest&atilde;o complexa, que envolve seguran&ccedil;a p&uacute;blica, fiscaliza&ccedil;&atilde;o e at&eacute; a maldita cultura do malandro que se vangloria o &quot;esperto&quot; que paga barato em uma &quot;pe&ccedil;a usada&quot; em um desmanche qualquer e rotula de ot&aacute;rio quem paga caro por uma pe&ccedil;a de proced&ecirc;ncia. Seguran&ccedil;a &eacute; dever do Estado, mas a responsabilidade &eacute; de todos. Al&eacute;m dos motociclistas que perdem suas motos e algumas vezes a pr&oacute;pria vida, o maior prejudicado com essa viol&ecirc;ncia s&atilde;o os fabricantes e a ind&uacute;stria. Quantas pessoas voc&ecirc; n&atilde;o conhece que podem comprar um determinado modelo, mas n&atilde;o o fazem por medo de assaltos e/ou porque o seguro &eacute; um absurdo?<br /><br />Na minha opini&atilde;o, o valor das pe&ccedil;as de reposi&ccedil;&atilde;o contribuem muito para o com&eacute;rcio que alimenta o roubo de motos. Fa&ccedil;a um teste: pegue a sua moto (n&atilde;o importa o modelo) e fa&ccedil;a uma cota&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as maiores como escape, tanque e painel. Prepare-se para chorar. Carga tribut&aacute;ria, &quot;custo Brasil&quot;, margem de lucro, n&atilde;o sei, o fato &eacute; que enquanto um sensor de escapamento custar R$ 600, um painel R$ 1 600 e um farol R$ 2 500, o com&eacute;rcio de pe&ccedil;as roubadas vai continuar existindo, as seguradoras pedir&atilde;o um absurdo por uma ap&oacute;lice, haver&aacute; um leil&atilde;o pirata &quot;esquentando&quot; motos roubadas (&oacute;bvio, a maioria faz um trabalho s&eacute;rio) e voc&ecirc; ter&aacute; a sua motocicleta tomada &agrave; bala no cebol&atilde;o da Marginal Pinheiros, na Rodovia dos Bandeirantes e na Castello Branco, s&oacute; para citar os &quot;points&quot; preferidos pelos ladr&otilde;es na cidade de S&atilde;o Paulo.<br /><br />Mudando de assunto. Esta edi&ccedil;&atilde;o de setembro foi a primeira do Marcelo de Barros, o mais novo membro da equipe MOTOCICLISMO. Com profundo conhecimento t&eacute;cnico em motocicletas e sensibilidade para transmitir impress&otilde;es em palavras, o Marcelo trocou uma promissora carreira na ind&uacute;stria para dedicar-se &agrave; sua grande paix&atilde;o: as motocicletas. Sorte nossa e sua leitor, voc&ecirc; vai ver.

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