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Kawasaki Z H2: conheça os segredos da naked esportiva

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  • Publicado: 24/05/2020
  • Atualizado: 25/05/2020 às 19:12
  • Por: Alexandre Nogueira

A nova integrante da família Z da Casa de Akashi, a Kawasaki Z H2, chega impondo um novo patamar na categoria das nakeds esportivas, com um motor quatro em linha de 998 cm³ sobrealimentado e tecnologia eletrônica de última geração para controlar toda a fúria da cavalaria.

O motor de quatro cilindros em linha chega caracterizado para a proposta de esportividade nua e crua da família Z, com novas características de entrega de potência e torque, que acordam mais cedo e se mostram mais atentos em rotações mais baixas.

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O projeto de desenvolvimento desse motor sobrealimentado tem a contribuição do Departamento de Sistemas Aeroespaciais da Kawasaki e do Departamento de Engenharia de Sistemas de Energia e Instalações e Tecnologia Corporativa, e conta um mecanismo denominado Balanced Supercharged, que aciona a turbina diretamente pelo virabrequim. O sistema de pressurização foi projetado para ser o mais reto e curto possível e também para aprimorar o som emitido pelo sistema quando em funcionamento.

A caixa de filtro de ar é de alumínio, garantindo uma boa dissipação do calor para manter o ar de admissão o mais frio possível, bem como a perfeita pressurização, que chega a ultrapassar 29 PSI de pressão e é controlada por uma válvula de descarga gerenciada pela ECU para evitar a sobrepressão no coletor de admissão quando a borboleta do corpo de aceleração é fechada ao soltar o acelerador.

Os pistões super leves são forjados, para ganhar a resistência necessária para suportar as altas temperaturas que os motores sobrealimentados sofrem. Diferente dos automóveis que tem um circuito de lubrificação dedicado à turbina, este motor tem apenas um circuito que atende ao motor, ao câmbio e também a turbina.

A refrigeração conta com um sistema simples de radiador único auxiliado por uma ventoinha. O câmbio tem um sistema desenvolvido pela própria Kawasaki que o torna compacto em tamanho, preciso e rápido nas trocas de marchas.

O sistema de escapamento foi projetado especificamente para a Z H2 e não inclui uma pré câmara como na H2 SX SE, adotando coletores maiores e um catalisador que o enquadra nas normas Euro5, favorecendo também o torque em baixas e médias rotações. Os comandos de válvulas também tem uma diagramação diferente para que a entrega de alto torque atue numa faixa mais ampla em baixas rotações, característica necessária para encarar os deslocamentos em meio ao trânsito das cidades.

A relação final também é mais curta, vinda com a adoção de uma coroa maior em relação à H2 SX SE, passando de 44/18 para 46/18. Essa relação torna as arrancadas mais vigorosas e fortalece as ultrapassagens nas rodovias. A potência máxima da Z H2 é equivalente à da H2 SX SE, com 200 CV a 11.000 rpm e os 14 kgf.m de torque são entregues a 8.500 rpm, 1.000 rpm mais cedo que na H2 SX SE.

Destaque para a eletrônica embarcada dotada de Central Inercial IMU Bosch, que detecta os movimentos de inclinação, aceleração e frenagem para gerenciar e calibrar perfeitamente a atuação dos sistemas de apoio à direção. O pacote eletrônico vem recheado com acelerador eletrônico que disponibiliza três modos de pilotagem e controle de tração de três níveis, controle de freios motor, quick shift bidirecional, ABS de curvas, piloto automático e controle de largada que limita o motor a 6.250 rpm. Todos os parâmetros são ajustados conforme o modo de pilotagem escolhido.

O chassi da Z H2 também é de treliça de aço, com o motor fazendo parte da estrutura. Na dianteira, o garfo Showa SFF-BP, multiajustável, tem as funções do hidráulico e da mola separadas, e na traseira, um monoamortecedor multiajustável Showa garante a máxima eficiência de amortecimento e tração. O amortecedor traseiro é fixo em uma placa parafusada na carcaça do motor, que também aloja o parafuso de fixação da balança bilateral de desenho semelhante ao da Ninja ZX-10R, diferente da H2 SX SE que é monobraço.

O sistema de freios conta com duplo disco de 320 mm de diâmetro na dianteira casado com pinças Brembo M4.32 de fixação radial, e na traseira um disco único de 260 mm é casado com uma pinça flutuante de dois pistões. O painel TFT conta com conexão Bluetooth para o Rideology the App Smartphone da Kawasaki. A iluminação é Full LED.

Com 238 kg de peso em ordem de marcha, a Z H2 é a mais pesada dentre as nakeds esportivas, frente aos 221 kg da Z 1000, 210 kg da Yamaha MT-10, os 210 kg da KTM 1290 Super Duke R e os 200 kg da Ducati Streetfighter V4. No mercado americano, a Kawasaki Z H2 custa 17.000 dólares.

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