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Joto traz visual diferenciado e bons itens

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  • Publicado: 19/12/2008
  • Por: admin

<p>Marca da gigante chinesa Jialing , que por sua vez pertence à China South Group — hoje a maior fabricante mundial de motocicletas —, a Traxx aposta todas suas fichas na Joto como representante da marca no principal segmento de motocicletas no Brasil, as utilitárias entre 125 e 150 cm³. E já podemos adiantar: a aposta tem tudo para dar certo. Produto top da empresa, o modelo apresenta soluções de design e caracteristícas técnicas até então inéditas no segmento.</p>

<p>E o melhor é que, diferentemente do que estamos acostumados a ver, no caso da Joto a funcionalidade e a eficiência dos equipamentos não ficaram em segundo plano. Sempre é bom lembrar que o visual é algo subjetivo, mas não podemos negar que o design deste modelo (principalmente a dianteira) chama a atenção em meio ao mar de motos que dominam as grandes cidades.</p>

<p>O conjunto formado pelo pára-lama, farol e a pequena carenagem, que incorpora uma bolha fumê, resulta bastante harmonioso e, de certa forma, contrasta com as laterais e a traseira, que seguem um estilo mais tradicional e conservador. O painel de fundo branco e visual moderno possui todas as informações necessárias e proporciona uma ótima visualização, mesmo à noite.</p>

<p>Depois de ficarem expostos a algumas horas de chuva, tanto o velocímetro quanto o conta-giros ficaram embaçados, mas tudo voltou ao normal assim qua a água parou de cair. A utilização de semiguidões — fixados a uma mesa com acabamento muito bom — trouxe um charme a mais sem prejudicar a posição de pilotagem, ainda que seja um pouco menos confortável que a CG e a YBR, as referências da categoria. O garupa também não passa apuros, já que o banco é confortável (aliás, para o piloto também), e tanto as pedaleiras quanto a alça de apoio estão bem posicionadas.<br />
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<p>Rodando com a moto, logo notamos que o motor de exatos 133 cm³ responde rápido e impõe uma agilidade surpreendente, o que ficou comprovado nas medições de pista. Em aceleração, a Joto obteve números quase iguais aos de Titan e Fan e superou ambas por larga margem em retomadas, equivalendo-se à nova Factor ED. Um dos responsáveis por esse bom desempenho são as relações de marcha perfeitamente acertadas, isto é, o câmbio não é curto demais, "estrangulando" o motor, e nem longo em excesso. Pena que os engates em si sejam um pouco duros e, às vezes, imprecisos.</p>

<p>Encontrar o pontomorto com o motor quente não é fácil. A relação motor/câmbio bem dimensionada se manifesta também no consumo; os 35,74 km/l alcançados na cidade permitem uma autonomia teórica de 500 km com o tanque de 14 litro. O único porém do motor Jialing é a incômoda vibração que se manifesta assim que superamos a barreira das 6 000 rpm. Nesse aspecto, ele está longe da suavidade de Honda e Yamaha e perde um pouco para as Suzuki Yes/Intruder e Sundown Max/Hunter.</p>

<p>Um dos maiores diferenciais deste modelo Traxx é a suspensão traseira monoamortecida que, em conjunto com as bengalas dianteiras Showa, proporcionam à Joto um compromisso conforto/estabilidade exemplar. Todos os que a pilotaram elogiaram o acerto do sistema, tanto pilotos quanto garupas. Entretanto, a infeliz escolha de pneus penaliza todo o conjunto.</p>

<p>Os chineses Cheng-Shin são péssimos (o traseiro é visivelmente "quadrado") e acabam comprometendo a boa ciclística da moto. Se a Traxx equipasse o modelo com pneus nacionais de qualidade, os benefícios seriam enormes. Sorte que os freios também são bastante eficientes e se impuseram frente à ineficácia dos pneus.</p>

<p>A Traxx Joto — que confesso, nos surpreendeu — é a melhor prova de que não há como negar a origem chinesa quando se tem qualidade. A pequena utilitária provou que já é um projeto válido e competente, mas que, com pequenas mudanças, pode ficar ainda melhor.</p>

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