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Hyper Naked é a categoria mais poderosa de 2020

7 Minutos de leitura

  • Publicado: 10/09/2020
  • Por: Alexandre Nogueira

Como se as motocicletas já consideradas Super Naked não fossem suficientes, as fábricas tem ido além com as inéditas motos Hyper Naked, que chegam para multiplicar a escolha oferecendo o máximo de performance e estilo para os aficionados por velocidade.

E o ano de 2020 também será lembrado com carinho como o ano da motocicleta Hyper Naked, pois nunca houve um momento melhor e tão épico para a categoria, principalmente após a chegada da surpreendente Ducati Streetfighter V4 baseada na superesportiva Panigale V4 e a nova MV Agusta Brutale 1000, sem esquecer a alucinante novidade superalimentada da Kawasaki, a Z H2, e a atualizada KTM 1290 Super Duke R, todas com o máximo de poder e desempenho possível, inimagináveis até então em motocicletas sem carenagem integral.

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Atualmente as maiores e mais significativas marcas de motocicleta do mercado tem sua representante ‘Hyper Naked’ de alta especificação e desempenho e aqui vou citar as cinco representantes máximas da categoria, pela tecnologia eletrônica embarcada de última geração e pela potência descomunal e nunca imaginada na casa dos 200 cv.

Não quero escolher a melhor, apenas mostrar minhas preferidas quando se trata de Hyper Naked Motorcycles, sem menosprezar as excelentes opções mais domesticadas e mais acessíveis, como as Kawasaki Z1000 e Z900, as Suzuki GSX-S 1000 e GSX-S 750, a Honda CB 1000R Neo Sport Café, e porque não, a endemoniada Yamaha MT-09, só para lembrar algumas.

5. KTM 1290 Super Duke R

Após o estrondo das Super Nakeds, agora estamos entrando no fim dos negócios onde ‘Super’ já não é mais o suficiente e pode ser considerado passado, então agora entram em cena as “Hyper Nakeds”! Alguns fabricantes têm levado tão a sério a ideia de Hyper Nakeds que agora há um seleto grupo disponibilizando o máximo que a engenharia motociclística pode oferecer em todos os sentidos, começando aqui com o KTM 1290 Super Duke R.

A primeira geração da Super Duke foi lançada em 2013, como líder de classe com 160 cv de potência e igualmente pioneira com os auxílios eletrônicos para os pilotos, que fez jus ao seu posicionamento como a naked mais potente disponível no mercado.

As coisas avançaram ainda mais com a ainda mais poderosa Super Duke R, completa com estilo único e marcante, suspensões multiajustáveis atualizadas, quase 180 cv de potência e crucialmente, uma eletrônica de última geração. O resultado não foi apenas uma motocicleta insanamente rápida na pista, mas também impressionantemente dócil e refinada em velocidades normais, com um conjunto altamente gerenciável para encarar o uso diário.

Para 2020, a KTM 1290 Super Duke R foi melhorada mais uma vez, mas não com mais potência, o que pode ser um erro considerando como alguns de seus rivais ultrapassaram a barreira dos 200 cv, e sim com um conjunto ainda mais refinado e preciso. Infelizmente ela sofre ligeiramente por não ser tão conhecida no mercado e por sofrer algumas críticas quanto à confiabilidade suspeita, o que é uma pena porque a KTM 1290 Super Duke R é uma motocicleta incrível e pode ser considerada a minha preferida deste ranking.

4. Aprilia Tuono V4 1100 Factory

A versão naked da excelente superbike Aprilia RSV4 vem impressionando o mercado tanto pelo seu desempenho quanto pela eletrônica embarcada líder na categoria a quase uma década e é considerada pela mídia internacional a melhor de todas as Super Nakeds.

Oferecida nas versões RR e Factory, a Aprilia Tuono é considerada indiscutivelmente a melhor moto de desempenho para as ruas e que você pode comprar no mundo real, com preço perto de 20.000 euros, não apenas por ser a mais poderosa e sim por ter excelente qualidade de construção, com suspensões semiativas e componentes topo de linha, mas agora seu reinado corre sério risco contra a oposição mais nova ofertando mais de 200 cv.

3. MV Agusta Brutale 1000 RR

Os especialistas italianos das MV Agusta são famosos pelas suas criações exóticas e certamente estão mais ávidos do que nunca sobre sua enérgica linha Brutale.

Após quatro anos do fim da MV Agusta Brutale 1090RR de 160 cv, é uma grande notícia o lançamento da nova MV Agusta Brutale com um impressionante motor de quatro cilindros em linha com 208 cv de potência, montado em um chassi totalmente novo que inclui equipamentos de primeira linha como suspensões eletrônicas Öhlins e freios Brembo Stylema, além de um estilo mais musculoso ainda recheado com um pacote eletrônico de última geração com central inercial de seis eixos, painel TFT multicolorido e asas aerodinâmicas vindas diretamente da MotoGP. Melhor ainda, MV Agusta Brutale 1000 Serie Oro, um pacote mais refinado ainda, embalando fibra de carbono e um incremento de potência para 212 cv, embora com um aumento ainda maior para o preço, chegando a 42.990 euros.

Ponto negativo das MV Agusta é seu preço ridiculamente alto e sua reputação de durabilidade certamente menos reconfortante do que as rivais, mas se você pode se dar ao luxo de deixar seu coração liderar sua cabeça, a MV Agusta Brutale 1000 RR é sem dúvida a mais exclusiva Hyper Naked do mercado, principalmente na versão Serie Oro.

2. Ducati Streetfighter V4

Uma das motos mais esperadas de 2020, a versão naked da Ducati Panigale V4 tem um impressionante motor V4 de 205 cv de potência, um chassi fabuloso com uma balança monobraço ligeiramente estendida, é impressionantemente estável, espaçosa e prática, na verdade, é provavelmente a mais extrema e ainda assim, a mais gerenciável quando você quer que ele seja calma a culta.

Ela é tida como a Ducati mais bela já construída, mas apesar de todo seu brilho mesmo na versão S, seu preço é abusivo.

1. Kawasaki Z H2

A Kawasaki Z H2 não tem aquele design deslumbrantemente belo, sensual e futurista, mas é agressiva, refinada e equilibrada da mesma forma que a Ducati ou MV são, e é realmente improvável que você vá em direção a uma Z H2 se você já estiver definido que quer uma Streetfighter V4 S, mas se tiver a oportunidade de fazer um test drive e passar um pouco de tempo com a Kawasaki Z H2 é possível que você tenha uma reclinada para a Cada de Akashi e com certeza terá uma impressão muito favorável no quesito dirigibilidade, mas o visual tipicamente japonês pode pesar na decisão de escolha dos menos ansiosos pela marca.

A Kawasaki Z H@ vem equipada com o consagrado motor de quatro cilindros em linha de 999 cm³ que equipa a Z 1000, porém sobrealimentado com um turbocompressor do tipo supercharger, que tem acionamento por engrenagens. Estão disponíveis 197 cv de potência, incrivelmente bem gerenciados por uma eletrônica de última geração, provando ser uma irmã digna das motos superesportivas da família H2. Na verdade, ele certamente entrega o máximo quando você libera todo o seu potencial, por isso a Kawasaki Z H2 é muito rápido com o soprador assobiando, e se é isso que você quer da sua moto hiper naked, então você será bem atendido.

Com toda a honestidade, qualquer uma destas cinco motocicletas pode se alinhar de forma diferente dependendo do que você mais prioriza em uma motocicleta, seja a proeza de engenharia do Ducati Streetfighter V4, a atitude esportiva da Aprilia Tuono ou a finesse bem acabada da MV Agusta Brutale 1000 RR.

No entanto, fora a irregularidade do design que não é para o gosto de todos, de outra forma não há do que reclamar da Z H2, pois ela pode estar perto de superar cada um de seus rivais em áreas-chave, do poder de manuseio ao conforto, enquanto ela é também mais refinada e amigável e útil no dia-a-dia do que você imagina, e melhor ainda é o preço, por pouco mais de 18.000 euros por um pacote repleto de sofisticação, e que você sabe que vai acabar em muita satisfação.

E você, fica com qual delas? Eu sou fã incondicional da KTM 1290 Super Duke R, mas o turbocompressor da Kawasaki Z H2 tem me tirado o sono.

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