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Honda recria Gold Wing em dois modelos

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  • Publicado: 25/10/2017
  • Atualizado: 27/10/2017 às 15:43
  • Por: Carlos Bazela

Os rumores sobre a chegada de uma nova Gold Wing terminaram hoje depois que a Honda revelou não uma, mas duas motos no Tokyo Motor Show. E não foi só o visual que mudou. Todo o conceito da família foi reescrito do zero para deixar a moto mais parecida com a proposta que tinha quando surgiu, há mais de 40 anos e ainda atrativa aos jovens.

“Nós queríamos que nossa nova Gold Wing mantivesse seu luxo, mas que fosse uma moto mais versátil. Uma máquina útil para seu dono tanto na cidade, quanto em viagens, além de ser mais empolgante do que nunca ao pilotar. Então, começamos de uma folha em branco e a fizemos menor, mais leve e adicionamos toda a tecnologia que um piloto moderno poderia desejar”, disse Yutaka Nakanishi, líder de projeto da GL 1800 Gold Wing 2018.

O resultado disso é a moto que já havíamos visto nas fotos vazadas. Com porte mais esguio, carenagens menos proeminentes e visual mais leve do que a antiga tourer de luxo. Outra mudança que reflete essa linha de pensamento é que o modelo standard passa a ser a bagger que antes era chamada de F6B. Já a moto com o top-case atrás do encosto da garupa passa a se chamar Gold Wing Tour. Esta, por sua vez terá duas versões, sendo uma mais completa equipada com airbag e a nova geração do sistema de embreagem dupla DCT.

Motor e ciclística

A Gold Wing conserva a arquitetura de motor boxer com seis cilindros opostos de 1.833 cm³ arrefecido a líquido e com comando único no cabeçote (OHC), O propulsor é capaz de gerar até 126 cv de potência máxima a 5.500 rpm, enquanto o torque máximo de 17,3 kgf.m já está disponível nos 4.500 giros.

O câmbio na versão manual é de seis marchas e inclui a overdrive, velocidade na qual o motor reduz as rotações para oferecer mais conforto e sem perder o torque. A marcha a ré continua presente e é acionada por um motor elétrico. Já na versão com DCT são 7 marchas incluindo a ré. A transmissão final é feita por eixo cardã.

O novo chassi da linha Gold Wing é o grande responsável pela leveza da moto, que perdeu impressionantes 48 kg em relação ao modelo anterior. A nova estrutura feita em alumínio posiciona o piloto e o motor mais à frente na moto e deixa o passageiro mais próximo do condutor, para melhorar a distribuição de massas. O modelo standard pesa, em ordem de marcha, 365 kg, enquanto as versões da Touring “básica” e DCT, têm peso de 379 kg e 383 kg, respectivamente.

A grande novidade aqui é a suspensão dianteira double wishbone, que substitui o garfo invertido. De funcionamento semelhante ao telelever da BMW, o sistema concentra a compressão em uma mola central utilizando as bengalas como guias. Segundo a Honda, a nova suspensão dianteira deixa mais suaves até as frenagens mais severas e resguarda piloto e garupa das imperfeições do piso.

Eletrônica moderna

Como não poderia deixar de ser, a nova linha Gold Wing tem eletrônica de sobra. Além do painel TFT de 7 polegadas, com informações e entretenimento, como havíamos antecipado a moto ainda traz para-brisa de ajuste elétrico, piloto automático, e quatro modos de pilotagem. O ABS tem frenagem eletronicamente combinada e a mola da suspensão traseira é ajustável por meio de comandos no manete.

Sistema de som, conectividade USB e Bluetooth também estão presentes, bem como um controle remoto na chave que permite até a abertura do compartimento de bagagens à distância. A Gold Wing e as duas versões da Gold Wing Tour devem chegar ao mercado só no ano que vem, mas são grandes as chances de vermos as duas por aqui no estande da Honda no Salão Duas Rodas, em novembro.

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