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Grupo Izzo faz declaração sobre caso H-D

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  • Publicado: 09/04/2010
  • Por: admin

<p>Uma disputa processual entre a Harley-Davidson e o Grupo Izzo est&aacute; ocorrendo na justi&ccedil;a (<a href="http://motociclismo.terra.com.br/index.asp?codc=829">acessar link</a>). Ap&oacute;s a marca norte-americana se pronunciar, agora foi a vez de a empresa brasileira emitir sua declara&ccedil;&atilde;o. No momento, o caso aguarda julgamento no Tribunal de Justi&ccedil;a do Estado de&nbsp;S&atilde;o Paulo. <strong>Segue trechos da nota:</strong> &ldquo;Depois que o mercado foi criado, milhares de motos foram vendidas, milh&otilde;es de brasileiros impactados pelas estrat&eacute;gias locais da marca, depois de muito dinheiro investido, de quase vinte anos de trabalho &aacute;rduo e de supera&ccedil;&atilde;o constante, o momento de discutir a transi&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o e a entrada direta da H-D chegou. Em comum acordo, o grupo Izzo e a gest&atilde;o global da marca iniciaram negocia&ccedil;&otilde;es para abreviar o contrato entre eles, que tem vencimento previsto para 2015. N&atilde;o se podia imaginar outro caminho que n&atilde;o levasse em conta o sentido de comunidade constru&iacute;do nesses dezenove anos e os compromissos assumidos entre H-D, grupo Izzo, que fizeram do Brasil o mercado de maior crescimento para a marca no mundo. As negocia&ccedil;&otilde;es, contudo, acabaram tomando um rumo que n&atilde;o se poderia prever. Enquanto se buscava uma solu&ccedil;&atilde;o que reconhecesse os acordos existentes e as contribui&ccedil;&otilde;es de todos para o sucesso da marca no pa&iacute;s, a gest&atilde;o global da marca optou unilateralmente por uma a&ccedil;&atilde;o judicial que funcionasse como um atalho para a rescis&atilde;o do contrato. A Justi&ccedil;a n&atilde;o deu apoio para o rompimento do contrato. Ap&oacute;s conceder uma decis&atilde;o liminar que antecipava a interrup&ccedil;&atilde;o, a mesma inst&acirc;ncia judicial mudou seu entendimento, ao ter contato com informa&ccedil;&otilde;es mais precisas, e cassou a referida decis&atilde;o. As responsabilidades do grupo Izzo pelo desenvolvimento da marca e o relacionamento com os mais de 20 mil propriet&aacute;rios de&nbsp;H-D no Brasil continuam em vigor. Em nosso contato di&aacute;rio e pessoal com a comunidade de amantes de motos no Brasil, temos sofrido algumas frustra&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos meses. O controle sobre o fornecimento de pe&ccedil;as para os servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o est&aacute; fora do alcance do Grupo Izzo. Por compromisso com os consumidores, estabelecido em contrato, todas as pe&ccedil;as que usamos s&atilde;o fornecidas exclusivamente pelo fabricante das motos. Nem sempre, por&eacute;m, as pe&ccedil;as t&ecirc;m estado dispon&iacute;veis no momento ideal e desejado, causando um desconforto que n&atilde;o condiz com o tipo de relacionamento que sempre tivemos com nossos clientes. Uma falta de recursos que n&atilde;o combina com a grandeza desta marca. A hist&oacute;ria que contamos nesta carta &eacute; p&uacute;blica.&rdquo; <strong>Segue abaixo, na &iacute;ntegra, carta do Grupo Izzo: </strong>&ldquo;Dizem que toda Harley-Davidson tem uma hist&oacute;ria. A nossa &eacute; uma hist&oacute;ria de paix&atilde;o. Ou paix&otilde;es. Tudo come&ccedil;a no ver&atilde;o de 1991, no sul da Fran&ccedil;a, na charmosa cidade de St. Tropez. Paulo Izzo e um amigo nem podiam imaginar onde duas Harley alugadas, de um pequeno revendedor local, para um simples passeio pelo litoral, iria lev&aacute;-los: uma viagem que j&aacute; dura 19 anos. Completamente conquistado pela marca, Paulo, de volta ao Brasil, sai em busca de um modelo que esteja &agrave; venda no pa&iacute;s. Depois de muita procura o empres&aacute;rio encontra duas Harley-Davidson antigas em uma revenda Yamaha de Belo Horizonte. E s&atilde;o estas duas motocicletas que v&atilde;o mudar a hist&oacute;ria do Paulo. E a hist&oacute;ria da Harley-Davidson no Brasil. Hoje, depois de 17 anos de opera&ccedil;&atilde;o, o Grupo Izzo j&aacute; vendeu mais de 20 mil motos da marca. Vendeu s&oacute;, n&atilde;o. Entregou, cuidou, acompanhou, manteve, reformou, adaptou e alterou. Porque quem tem uma Harley-Davidson n&atilde;o tem s&oacute; uma motocicleta, tem uma rela&ccedil;&atilde;o &uacute;nica com a marca e seu legado. Quer personalizar e tornar a sua moto o mais singular poss&iacute;vel. Quer viver uma vida no estilo da marca: com liberdade, com seguran&ccedil;a, com alegria. Mas para chegar at&eacute; aqui o mercado teve que amadurecer muito. No in&iacute;cio, quando o Paulo andava em uma FLH 1977, ele conheceu sua outra paix&atilde;o: Luciana. N&atilde;o foram poucas as vezes em que os tr&ecirc;s, Paulo, Luciana e a FLH, estiveram juntos. Muitas vezes era necess&aacute;rio que a pr&oacute;pria Luciana empurrasse a moto at&eacute; ela pegar. Nesta &eacute;poca o mercado brasileiro de motos, inteiro, estava perto das 100.000 unidades. E o de motos de grandes cilindradas n&atilde;o passava de duas mil. Ao fazer uma visita ao Brasil, executivos da H-Dinternacional passam em frente &agrave; loja Izzo/Toyota e v&ecirc;em a moto do Paulo exposta na vitrine. Eles param, entram na loja e d&atilde;o in&iacute;cio ao namoro que levaria &agrave; nomea&ccedil;&atilde;o em 1993 do Grupo Izzo como o novo e exclusivo representante da marca, dos produtos e dos neg&oacute;cios da Harley-Davidson no Brasil. Era o in&iacute;cio de uma longa estrada de sucesso e aventura. Em 1994 &eacute; inaugurada a primeira loja conceito da&nbsp;H-D em S&atilde;o Paulo, na prestigiada Avenida Europa. No mesmo ano, depois de participar de um encontro internacional do HOG, Harley Owners Group, Paulo e Luciana entendem qual o seu verdadeiro papel: criar e desenvolver o consumidor de motos de grande cilindradas atrav&eacute;s de viagens que se tornariam, em pouco tempo, uma das marcas registradas da comunidade de propriet&aacute;rios de motos&nbsp;H-D no Brasil. O primeiro evento reuniu 25 motos em uma viagem para a Aldeia da Serra. E ali, entre os clientes, estavam Paulo e Luciana. Desde ent&atilde;o, o casal nunca mais deixou de acompanhar todas as viagens organizadas pelo Grupo Izzo. Em pouco tempo j&aacute; estavam reunindo mais de 140 motos e propriet&aacute;rios em um Rally Nacional em Campos do Jord&atilde;o e mais de 400 clientes em um evento internacional organizado por eles em Foz do Igua&ccedil;u, com presen&ccedil;a de uruguaios, argentinos e at&eacute; alem&atilde;es. Mas nem tudo foi f&aacute;cil na trajet&oacute;ria de neg&oacute;cios do grupo no Brasil. Diversas desvaloriza&ccedil;&otilde;es cambiais, altera&ccedil;&otilde;es absurdas nos valores de impostos cobrados sobre as importa&ccedil;&otilde;es, falta de prioridade para o Brasil no planejamento global da marca, crises de cr&eacute;dito e varia&ccedil;&otilde;es brutais no cen&aacute;rio econ&ocirc;mico foram algumas das dificuldades enfrentadas. Mas nada foi capaz de atrapalhar a paix&atilde;o dos Izzo pela Harley-Davidson. E a dedica&ccedil;&atilde;o constante em se criar a maior rede de concession&aacute;rias de motos de grande cilindrada do mercado nacional resultou na conquista da lideran&ccedil;a, em 2008, do ranking de vendas de motos acima de 750cc, incluindo a&iacute; as&nbsp;H-D e as suas co-irm&atilde;s da marca Buell. Para chegar a esse ponto, Paulo j&aacute; havia convencido em 1996 o CEO mundial, Sr. Richard Teerlink, a deixar de ver o Brasil como um problema e passar a v&ecirc;-lo como uma solu&ccedil;&atilde;o e com grandes possibilidades de crescimento. Com argumentos s&oacute;lidos e uma persist&ecirc;ncia inabal&aacute;vel, o Grupo Izzo alcan&ccedil;ou uma das suas maiores vit&oacute;rias ao trazer a aprova&ccedil;&atilde;o da Harley-Davidson para que as motos fossem montadas em Manaus. &Eacute; ainda hoje a &uacute;nica f&aacute;brica da marca fora de seu pa&iacute;s natal. Um movimento ousado e que antecipava a import&acirc;ncia que o pa&iacute;s passaria a ter muito em breve no contexto da economia mundial. As primeiras motos produzidas no Brasil foram do modelo Fat Boy, em 1999. Aquela opera&ccedil;&atilde;o que havia come&ccedil;ado t&iacute;mida, com 500 motos vendidas em um ano, se tornava agora uma refer&ecirc;ncia para outras opera&ccedil;&otilde;es da Harley espalhadas pelo planeta e, inclusive, para a pr&oacute;pria matriz. Mais de 50 pr&ecirc;mios foram conquistados pelo Grupo Izzo em &aacute;reas como Maior Crescimento de Vendas, Eventos HOG, P&oacute;s-Venda, Motos-Policiais, Lojas Conceito e o in&eacute;dito posicionamento de sucesso da linha Sportster para o p&uacute;blico jovem, algo ambicionado pela matriz que n&atilde;o consegue rejuvenescer o perfil de seu p&uacute;blico nos Estados Unidos. Por tudo isso, a opera&ccedil;&atilde;o brasileira passou a ocupar um lugar de prest&iacute;gio junto a todos os executivos globais da companhia. Um prest&iacute;gio que por diversas vezes foi documentado atrav&eacute;s de emails vindos do Presidente mundial, dos L&iacute;deres da regi&atilde;o e de avalia&ccedil;&otilde;es formais realizadas com metodologias coordenadas por terceiros, independentes e isentos, que a Harley-Davidson aplica em todos os pa&iacute;ses em que est&aacute; presente. Todo esse sucesso ainda levaria o Grupo Izzo a se tornar um dos quatro maiores vendedores de motos da marca Buell do mundo. Ap&oacute;s quase duas d&eacute;cadas de conviv&ecirc;ncia e uma hist&oacute;ria pontilhada de tantos sucessos, a fam&iacute;lia Izzo e todos os demais brasileiros apaixonados pela marca esperavam que a Harley-Davidson Motor Company iniciasse em algum momento uma opera&ccedil;&atilde;o direta no Brasil. Para Paulo e Luciana, esse parecia o desenvolvimento natural para uma rela&ccedil;&atilde;o t&atilde;o pr&oacute;xima e emocionalmente intensa. Depois que o mercado foi criado, milhares de motos foram vendidas, milh&otilde;es de brasileiros impactados pelas estrat&eacute;gias locais da marca, depois de muito dinheiro investido, de quase vinte anos de trabalho &aacute;rduo e de supera&ccedil;&atilde;o constante, o momento de discutir a transi&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o e a entrada direta da Harley-Davidson chegou. Em comum acordo, o grupo Izzo e a gest&atilde;o global da marca iniciaram negocia&ccedil;&otilde;es para abreviar o contrato entre eles, que tem vencimento previsto para 2015. N&atilde;o se podia imaginar outro caminho que n&atilde;o levasse em conta o sentido de comunidade constru&iacute;do nesses dezenove anos e os compromissos assumidos entre Harley-Davidson, grupo Izzo, fornecedores e parceiros locais e os muitos clientes apaixonados, que fizeram do Brasil o mercado de maior crescimento para a marca no mundo. As negocia&ccedil;&otilde;es, contudo, acabaram tomando um rumo que n&atilde;o se poderia prever. Enquanto se buscava uma solu&ccedil;&atilde;o que reconhecesse os acordos existentes e as contribui&ccedil;&otilde;es de todos para o sucesso da marca no pa&iacute;s, a gest&atilde;o global da marca optou unilateralmente por uma a&ccedil;&atilde;o judicial que funcionasse como um atalho para a rescis&atilde;o do contrato. A Justi&ccedil;a, em sua manifesta&ccedil;&atilde;o mais recente, n&atilde;o deu apoio para o rompimento do contrato. Ap&oacute;s conceder uma decis&atilde;o liminar que antecipava a interrup&ccedil;&atilde;o, a mesma inst&acirc;ncia judicial mudou seu entendimento, ao ter contato com informa&ccedil;&otilde;es mais precisas, e cassou a referida decis&atilde;o. As responsabilidades do grupo Izzo pelo desenvolvimento da marca e o relacionamento com os mais de 20 mil propriet&aacute;rios de Harley-Davidson no Brasil continuam em vigor. Em nosso contato di&aacute;rio e pessoal com a comunidade de amantes de motos no Brasil, temos sofrido algumas frustra&ccedil;&otilde;es nos &uacute;ltimos meses. O controle sobre o fornecimento de pe&ccedil;as para os servi&ccedil;os de manuten&ccedil;&atilde;o est&aacute; fora do alcance do Grupo Izzo. Por compromisso com os consumidores, estabelecido em contrato, todas as pe&ccedil;as que usamos s&atilde;o fornecidas exclusivamente pelo fabricante das motos. Nem sempre, por&eacute;m, as pe&ccedil;as t&ecirc;m estado dispon&iacute;veis no momento ideal e desejado, causando um desconforto que n&atilde;o condiz com o tipo de relacionamento que sempre tivemos com nossos clientes. Uma falta de recursos que n&atilde;o combina com a grandeza desta marca. A hist&oacute;ria que contamos nesta carta &eacute; p&uacute;blica. Todas as informa&ccedil;&otilde;es constam dos autos do processo que est&aacute; em andamento no F&oacute;rum Central C&iacute;vel Jo&atilde;o Mendes J&uacute;nior, sob o n&uacute;mero 583.00.2010.121472-2.&nbsp;Acesse <a href="http://www.tjsp.gov.br">http://www.tjsp.gov.br</a>. O Grupo Izzo sabe que os consumidores brasileiros amam a marca Harley-Davidson. Foi esse amor que impulsionou essa hist&oacute;ria l&aacute; atr&aacute;s. E &eacute; esse amor que fez Paulo Izzo chegar at&eacute; aqui. Junto com a antiga FLH, est&atilde;o hoje em nossas lojas outras provas de nossa rela&ccedil;&atilde;o de paix&atilde;o com a marca, como as antigas 1920, 1919, 1929, a Servcar, a Destroyer e a MT500 de guerra. Cada uma com a sua hist&oacute;ria. Hist&oacute;rias que continuam com o filho mais velho de Luciana e Paulo, que come&ccedil;ou a andar de moto em uma r&eacute;plica el&eacute;trica de Harley quando tinha apenas 10 meses de idade.E com a mesma paix&atilde;o do pai.&rdquo; <strong>GRUPO IZZO</stron

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