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Futuro ainda mais limpo

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  • Publicado: 14/02/2011
  • Por: admin

<span style="font-weight: bold;">por Rafael Miotto</span><br /><br />Um dos maiores mitos sobre motos no Brasil se refere a elas como grandes vil&atilde;s quando se fala sobre a polui&ccedil;&atilde;o do ar. A m&iacute;dia em geral chega a publicar em letras garrafais que as motocicletas podem poluir at&eacute; sete vezes mais do que os carros, o que n&atilde;o passa de not&iacute;cias sem informa&ccedil;&otilde;es. Na verdade, em rela&ccedil;&atilde;o a gases t&oacute;xicos, as motos j&aacute; emitem menos que os carros com a entrada em vigor do Promot3 (como j&aacute; mostramos nas edi&ccedil;&otilde;es n&ordm; 136 e n&ordm; 149) e tamb&eacute;m no que se refere ao CO&sup2;. <br /><br />O di&oacute;xido de carbono, principal respons&aacute;vel pelo efeito estufa, chega a estar quatro vezes menos presente na moto.<br />Com estas quest&otilde;es j&aacute; respondidas, uma nova informa&ccedil;&atilde;o emerge no horizonte e mostra que, em um futuro pr&oacute;ximo, as motocicletas ser&atilde;o ainda menos poluentes. Ainda em fase de defini&ccedil;&atilde;o, a expectativa &eacute; de que a 4&ordf; fase do Promot Programa de Controle da Polui&ccedil;&atilde;o do Ar por Motociclos e Similares) entre em vigor em 2014. O Promot4 est&aacute; em fase de an&aacute;lise pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov&aacute;veis) e deve ser oficialmente anunciado em breve.<br /><br /> Contudo, j&aacute; tivemos acesso a uma pr&eacute;via de como ser&aacute; a 4&ordf; fase do programa, que utilizar&aacute; o Euro4 como base. &quot;A grande novidade do Promot4 ser&aacute; o m&eacute;todo de medi&ccedil;&atilde;o dos poluentes. Ser&aacute; utilizado o ciclo WMTC (World Wide Motorcycle Test Cycle), que reflete mais fielmente as condi&ccedil;&otilde;es de pilotagem dos motociclos&quot;, explicou Paulo Macedo, coordenador de res&iacute;duos e emiss&otilde;es do Ibama. <br /><br />Desse modo, com o uso do WMTC, um padr&atilde;o de teste utilizado mundialmente para a homologa&ccedil;&atilde;o de motos, o Brasil estar&aacute; se igualando aos par&acirc;metros utilizados na Europa no mesmo instante que o Velho Continente implementar&aacute; o Euro4, tamb&eacute;m previsto para 2014. &quot;Todos os fabricantes de motocicletas est&atilde;o trabalhando na melhoria e no desempenho de seus motores visando &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o dos poluentes dos gases de exaust&atilde;o de seus motores, seja atrav&eacute;s de catalisadores, modifica&ccedil;&otilde;es no projeto do motor, redesenho de seu sistema de exaust&atilde;o de gases, desenvolvimento de motores para o uso de combust&iacute;veis alternativos como o etanol, entre outros&quot;, acrescentou Moacyr Alberto Paes, diretor executivo da Abraciclo (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas).<br /><br /> Sem d&uacute;vida, os avan&ccedil;os obtidos pelos fabricantes brasileiros em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s emiss&otilde;es de poluentes s&atilde;o impressionantes. De acordo com n&uacute;meros divulgados pelo Ibama, enquanto uma motocicleta com motor menor de 150 cm&sup3; emitia, em m&eacute;dia, 6,25 g/km de CO (mon&oacute;xido de carbono), atualmente, a mesma faixa de cilindrada lan&ccedil;a na atmosfera 1 g/km do mesmo g&aacute;s (vide tabela completa com a evolu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases das motos na pr&oacute;xima p&aacute;gina).&nbsp; <br /><br />O mon&oacute;xido de carbono &eacute; liberado na queima do combust&iacute;vel e trata-se de um g&aacute;s altamente t&oacute;xico e, de 2003 a 2009, seu n&uacute;mero chegou a cair sete vezes. &ldquo;A renova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, diante das exig&ecirc;ncias do Promot, incentivam ainda mais a preocupa&ccedil;&atilde;o com a preserva&ccedil;&atilde;o da natureza. O conceito de sustentabilidade est&aacute; inserido no cotidiano dos fabricantes do setor Duas Rodas, tanto em sua postura fabril como, agora, em seus produtos&rdquo;, declarou Jaime Matsui, presidente da Abraciclo.<br /><br />Sem d&uacute;vida, os avan&ccedil;os j&aacute; foram grandes e em um curto espa&ccedil;o de tempo. Para se ter uma ideia, foram apenas sete anos para chegar ao n&iacute;vel atual. &quot;A ind&uacute;stria brasileira conseguiu adequar as motos &agrave;s exig&ecirc;ncias atuais de emiss&otilde;es em um curto espa&ccedil;o de tempo, o que deixou a motocicleta igualada aos autom&oacute;veis no quesito emiss&otilde;es&quot;, disse Paulo Macedo, do Ibama. Esta e outras a&ccedil;&otilde;es, como a inspe&ccedil;&atilde;o veicular de poluentes, j&aacute; obrigat&oacute;ria em S&atilde;o Paulo e no Rio de Janeiro, v&ecirc;m para somar for&ccedil;as e garantir um futuro melhor e menos polu&iacute;do. A MOTOCICLISMO tamb&eacute;m faz sua parte de colabora&ccedil;&atilde;o no assunto, medindo as motocicletas que participam dos testes da revista. Desse modo, podemos garantir que as motos estejam originais e dentro das normas vigentes.<br /><br />Contudo, apesar das iniciativas importantes em prol do meio ambiente j&aacute; tomadas pelos fabricantes de motos, ainda h&aacute; um amplo trabalho pela frente. E todo avan&ccedil;o neste sentido ser&aacute; melhor para o meio ambiente e consequentemente para a humanidade. Como j&aacute; seguimos o par&acirc;metro europeu no quesito emiss&otilde;es de poluentes, tamb&eacute;m seria interessante empregarmos outras ideias existentes no Velho Mundo. Por exemplo, a Comiss&atilde;o Europeia acaba de publicar uma nova s&eacute;rie de requisitos para a homologa&ccedil;&atilde;o de motos. Al&eacute;m das datas para Euro4 (2014), Euro5 (2017) e Euro6 (2020) j&aacute; estarem definidas, a partir de 2013 as motos com mais de 125 cm&sup3; ter&atilde;o de ser equipadas com ABS. Menos poluentes e mais seguras:este &eacute; o caminho certo a ser seguido pelas motocicletas!<br /><br />

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