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Editorial 173: Mercadão

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  • Publicado: 02/05/2012
  • Por: admin

A redu&ccedil;&atilde;o do cr&eacute;dito para o financiamento de motocicletas interferiu diretamente no n&uacute;mero de emplacamentos na primeira quinzena do m&ecirc;s de abril. Segundo dados da ABRACICLO, entidade que representa do setor, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado, a queda foi de 27,4%. Em compensa&ccedil;&atilde;o, se analisarmos apenas o mercado Premium, e compararmos os n&uacute;meros de mar&ccedil;o de 2012 com o mesmo per&iacute;odo do ano passado, veremos um crescimento interessante desse nicho de motocicletas. Tendo como base a Honda CB 600F Hornet, em mar&ccedil;o de 2012 foram emplacadas 487 motos, contra 367 em 2011. J&aacute; no segmento Maxitrail, nesse mesmo m&ecirc;s em 2011, a BMW G 650 GS registrou 174 unidades emplacadas, enquanto neste ano, nessa mesma categoria, quem lidera o ranking &eacute; a Honda XL 700V Transalp, com 269 emplacamentos. Nessa classe, os modelos que seguem em 2&ordm; e 3&ordm; lugares tamb&eacute;m apresentam um n&uacute;mero bem maior do que o atingido em 2011.<br /><br />Mas o que isso tudo significa? Apesar dos n&uacute;meros menores no total de emplacamentos, essa queda est&aacute; ligada ao gigantesco mercado das motos de baixa cilindrada, por&eacute;m, para o mercado acima de 501cm&sup3;, os n&uacute;meros s&atilde;o favor&aacute;veis e podemos esperar um crescimento ainda maior com a chegada de marcas como Triumph e Ducati. Sim, Ducati!<br />Fontes afirmam que, em parceria com a Dafra, a marca italiana, adquirida pela Audi, vem oficialmente para o nosso pa&iacute;s, e, em breve, come&ccedil;a a nomear os revendedores. Atualmente, a &ldquo;grife&rdquo; &eacute; representada pelo Grupo Izzo, que det&eacute;m tamb&eacute;m a austr&iacute;aca KTM. Por sua vez, a Triumph j&aacute; est&aacute; por aqui, com um pequeno escrit&oacute;rio, acertando todos os detalhes para a sua chegada oficial. Essas novidades no garantem um futuro agitado no segmento Premium. A BMW do Brasil pretende entrar para o G6 e a Harley-Davidson est&aacute; ampliando consideravelmente sua rede de concession&aacute;rios. N&atilde;o podemos esquecer a MV Agusta, que tem a s&oacute;lida Dafra por tr&aacute;s de suas opera&ccedil;&otilde;es e a Kawasaki, que sem grande alarde, se firma com boa estrutura visando n&atilde;o s&oacute; o mercado de alta cilindrada como tamb&eacute;m as motos de luxo e baixa cilindrada &ndash; leia-se Ninja 250R.<br /><br />Entre as japonesas, a Honda mant&eacute;m com folga o segmento de baixa cilindrada e, em rela&ccedil;&atilde;o ao mercado Premium, est&aacute; adotando uma pol&iacute;tica agressiva de pre&ccedil;os, atacando, principalmente a rival &ldquo;verde&rdquo; Kawasaki. Suzuki e Yamaha se mant&ecirc;m no anonimato. A primeira n&atilde;o deixou clara nenhuma inten&ccedil;&atilde;o de comercializar aqui as motos que j&aacute; est&atilde;o sendo vendidas na Europa h&aacute; bastante tempo. J&aacute; a Yamaha, resolveu entrar em parceria com o organizador Carlinhos Romagnolli para promover a R1 GP 1000, uma categoria monomarca que utilizar&aacute; a m&iacute;tica superesportiva YZF-R1. Esperamos que a marca dos diapas&otilde;es aumente significativamente o n&uacute;mero de R1 importadas para colher os bons frutos que essa a&ccedil;&atilde;o pode lhe render.<br /><br />Por tudo isso, podemos dizer, realmente, que temos um mercad&atilde;o nas m&atilde;os!!

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