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Delta-XE: a superbike elétrica holandesa vai para a pista!

4 Minutos de leitura

  • Publicado: 03/05/2022
  • Por: Guilheme Derrico

Delta-XE, você sabe o que é? Já falaremos disso. É sabido que o norte da Europa tem uma visão muito mais desenvolvida da sociedade e uma sensibilidade maior para o conceito de “mobilidade verde” do que outras áreas do Velho Continente.

Na rua as bicicletas são tão respeitadas, às vezes até mais que os carros, os veículos elétricos são vistos com um olhar positivo e ao mesmo tempo não abrem mão daquele forte vínculo que sempre tiveram com o mundo das corridas, e que eles certamente não querem desistir. Afinal, o “templo da velocidade” é Assen.

É por isso que a existência do projeto Electric Superbike Twente realizado pela Universidade Twente de Enschede (Holanda) sobre o desenvolvimento de motos superesportivas totalmente elétricas não é algo que surpreendente.

O que nos deixa entusiasmado é a ideia de que as motocicletas que saíram da EST (sigla do referido projeto) graças ao empenho das diferentes equipes de alunos (que mudam todos os anos) engajadas neste ambicioso programa, que começou há cerca de 4 anos.

Delta-XE: planos audaciosos

Mas, qual é o alvo desses alunos? Simples: obter os mesmos tempos de uma máquina do MotoGP com homologação totalmente elétrica. A solução? A Delta-XE, uma e-SBK de 202 cv com 1,8 kgfm de torque, 220 kg e mais de 300 km/h de velocidade máxima.

Mais precisamente, esta é a quarta geração do projeto que, em comparação com a moto anterior, a Apex-RS, dá ao motociclista 100 cv a mais e uma velocidade máxima superior a 50 km/h, obtida através de uma otimização da bateria (a fiação é toda nova, por exemplo) assim como o motor.

O quadro de treliça em tubos de aço cromolibdênio (com gaiola inferior que abriga a bateria de 13,5 kWh) é emparelhado com um braço oscilante em caixa de alumínio (com treliça de reforço inferior em tubos de carbono Ceracarbon) sobre o qual funciona um monoamortecedor Öhlins totalmente ajustável posicionado à direita e sem ligações progressivas.

Na frente, por outro lado, um garfo invertido funciona com cartuchos Öhlins e tambores de cerâmica de carbono da CeraCarbon Racing, nos quais as pinças de freio radiais da italiana Hel Performance são parafusadas. As rodas vêm com um Marchesini de alumínio fresado na frente e um PVM de magnésio na traseira. O traje de fibra de carbono, por outro lado, é derivado de um Suter MMX500, cuja cauda foi modificada.

Tanto a Apex-RS como a Delta-XE estão inscritos em quatro corridas, duas no International Road Racing Championship (IRRC) e mais duas no Campeonato Internacional Holandês no circuito de Assen.

  • Delta-XE na atividade

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