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Corredor não causa acidente

2 Minutos de leitura

  • Publicado: 28/02/2013
  • Por: admin

<p>Me orgulho muito do grau de instru&ccedil;&atilde;o de nossos leitores. Ent&atilde;o, hoje pe&ccedil;o a ajuda de voc&ecirc;s para entender o racioc&iacute;nio da CET (Companhia de Engenharia de Tr&aacute;fego de S&atilde;o Paulo), porque sozinho n&atilde;o consigo. No site da empresa h&aacute; um extenso e interessante estudo intitulado &ldquo;Fatos e Estat&iacute;sticas de Tr&acirc;nsito em S&atilde;o Paulo &ndash; 2011&rdquo;. Os dados de 2012 ainda n&atilde;o foram divulgados. O material &eacute; vasto (s&atilde;o 85 p&aacute;ginas) e aborda todos os elementos do tr&acirc;nsito, mas vou me ater a alguns dados envolvendo exclusivamente motocicletas. Importante dizer tamb&eacute;m que, apesar dos dados se referirem &agrave; capital paulista, as quest&otilde;es abordadas tamb&eacute;m fazem parte do cotidiano de qualquer grande cidade brasileira.</p>
<p>Segundo o estudo, &ldquo;a causa mais frequente nos acidentes com motocicletas foi transitar no corredor&rdquo;. Minha pergunta &eacute;: desde quando trafegar no corredor &eacute; causa de acidente? Quem ultrapassar um farol vermelho ou trafegar na contram&atilde;o ir&aacute;, seguramente, provocar um acidente. Mas trafegar pelo corredor? Para a CET, se um motorista ao celular resolve mudar de faixa sem olhar ou sinalizar e te derruba enquanto voc&ecirc; o ultrapassava pelo corredor, a culpa &eacute; sua e n&atilde;o do motorista. Se a lei diz que sim, ela est&aacute; errada. Vamos parar de hipocrisia. No Brasil, proibir que as motos trafeguem pelo corredor &eacute; algo surreal. Proibir n&atilde;o d&aacute;, mas regulamentar, sim, e, na minha opini&atilde;o, &eacute; isso que falta para resolver boa parte dessa pol&ecirc;mica quest&atilde;o. A solu&ccedil;&atilde;o ent&atilde;o &eacute; criar motofaixas, certo? Errado! Segundo a CET, nas 2 grandes avenidas que fizeram motofaixas houve aumento de 161% no n&uacute;mero de acidentes envolvendo motocicletas. Detalhe, as principais causas foram convers&otilde;es irregulares &agrave; esquerda (por autom&oacute;veis), a n&atilde;o percep&ccedil;&atilde;o da motofaixa pelos pedestres e a m&aacute; geometria de uma curva l&aacute; existente. Conclus&atilde;o da Companhia: &ldquo;uma faixa exclusiva de motocicletas n&atilde;o &eacute; indicada para uma via arterial padr&atilde;o, de 2 pistas com canteiro central.&rdquo; Conclus&atilde;o de algu&eacute;m do planeta Terra: os caras est&atilde;o loucos. Em vez de abolir a motofaixa e devolver os motociclistas ao &quot;tem&iacute;vel corredor&quot;, porque n&atilde;o fazer uma campanha de conscientiza&ccedil;&atilde;o dos pedestres, coibir essas convers&otilde;es e corrigir a curva mal projetada? Tem mais. As vias com mais acidentes fatais est&atilde;o situadas na periferia da cidade. Quem mora ou passa pela periferia sabe que dentro dos bairros, capacete &eacute; artigo de luxo e quando ele n&atilde;o est&aacute; decorando um cotovelo ou retrovisor ele est&aacute; solto na cabe&ccedil;a. Na periferia, jaqueta, luva e bota s&atilde;o coisas de alien&iacute;gena. Mas voc&ecirc; j&aacute; viu algum agente da CET fiscalizando uso do capacete na periferia? Bem, essa &eacute; minha opini&atilde;o e voc&ecirc; n&atilde;o precisa concordar com ela. </p>
<p>Vamos falar do que trazemos nesta edi&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m dos 2 comparativos da capa, trazemos tamb&eacute;m a KTM Rally R&eacute;plica que Jean Azevedo usou no Dakar 2013 e que o Edu Zampieri teve a honra de pilotar. Curiosamente, poucos dias depois do teste, Jean foi confirmado o principal piloto de rali da equipe Honda Racing para este ano. No total, nesta edi&ccedil;&atilde;o avaliamos quase 20 motos diferentes, de todos os tipos, tamanhos, nacionalidades e pre&ccedil;os. Com certeza, alguma delas tem a sua cara. Ah, voc&ecirc;s n&atilde;o imaginam o quanto nos divertimos com o sidecar da Royal Enfield. Boa leitura!<br /></p>

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