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Aceleramos a Ducati 1198 SP

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  • Publicado: 16/12/2010
  • Por: admin

Depois de muitos anos, as iniciais &ldquo;SP&rdquo;, que apareceram pela primeira vez na 851, no in&iacute;cio dos anos 1990, est&atilde;o novamente presentes na carenagem de uma Ducati. Fazendo alus&atilde;o a &ldquo;Sport Production&rdquo;, as motos que ostentam essa sigla nada mais s&atilde;o que motos de produ&ccedil;&atilde;o em s&eacute;rie, s&oacute; que com algumas mudan&ccedil;as que as deixam prontas para participar de competi&ccedil;&otilde;es em pista. <br /><br />A 1198 SP possui a mesma base da vers&atilde;o S (atual top de linha que deixar&aacute; de ser comercializada em 2011), mas com equipamentos exclusivos que a deixam muito mais competitiva quando o assunto s&atilde;o as pistas de corrida. <br /><br />A SP traz de s&eacute;rie v&aacute;rios equipamentos que objetivam conseguir um melhor desempenho e, ao mesmo tempo, uma economia de peso. O tanque de combust&iacute;vel, por exemplo, &eacute; o mesmo fabricado em alum&iacute;nio utilizado at&eacute; ent&atilde;o pela vers&atilde;o S Corse, que possui paredes de 2 mm, 2,5 litros a mais de capacidade e que pesa 1,6 kg a menos que o da 1198 b&aacute;sica. A SP tamb&eacute;m incorpora um amortecedor traseiro &Ouml;hlins TTX, embreagem com recurso de antibloqueio e um novo sistema de c&acirc;mbio semiautom&aacute;tico &mdash; chamado pela marca de DQS (Ducati Quick Shift) &mdash; que permite trocar de marcha sem aliviar o acelerador.<br /><br /> Os demais equipamentos e partes estruturais s&atilde;o, basicamente, os que j&aacute; conhecemos das demais Ducati 1198, ou seja, o tradicional e supereficiente chassi multitubular de a&ccedil;o, o motor bicil&iacute;ndrico em V a 90&ordm; de quase 1 200 cm&sup3; e que gera insanos 170 cv, controle de tra&ccedil;&atilde;o (DTC) e sistema de telemetria (DDA), um equipamento&nbsp; util&iacute;ssimo quando utilizamos a moto nos aut&oacute;dromos. Para auxiliar todo esse refinamento mec&acirc;nico e a eletr&ocirc;nica de ponta, encontramos suspens&otilde;es com bengalas &Ouml;hlins na dianteira e freios Brembo com pin&ccedil;as monobloco.<br /><br />A&ccedil;&atilde;o! Basta colocar os dois enormes cilindros para funcionar que a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; essa. &Eacute; como se o rugido que sai pelo escape com dupla sa&iacute;da pela rabeta implorasse…a&ccedil;&atilde;o, j&aacute;! De fato, esta moto foi desenvolvida para render o m&aacute;ximo em um circuito utilizando toda a tecnologia que a marca desenvolve nas competi&ccedil;&otilde;es mundo afora. <br /><br />A posi&ccedil;&atilde;o de pilotagem &eacute; radical &mdash; ainda que, pela disposi&ccedil;&atilde;o do motor, a 1198 seja um pouco mais longa e espa&ccedil;osa que as superbikes japonesas &mdash; e, por isso, ao entramos na pista, o nosso c&eacute;rebro j&aacute; est&aacute; com o chip de corridas ativado. As primeiras aceleradas j&aacute; nos d&atilde;o uma boa no&ccedil;&atilde;o a respeito do potencial do bicil&iacute;ndrico, contudo, &eacute; quando enrolamos o cabo at&eacute; o final que sentimos uma imediata necessidade de segurar com ainda mais for&ccedil;a o guid&atilde;o…enquanto a roda dianteira come&ccedil;a a sair do ch&atilde;o. O controle de tra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o evita as empinadas quando ajustado no n&iacute;vel tr&ecirc;s, assim, podemos utilizar o c&acirc;mbio semiautom&aacute;tico para subir uma marcha sem aliviar a acelera&ccedil;&atilde;o para que a frente aterrisse. <br /><br />O tato do c&acirc;mbio &eacute; um pouco mais brusco que em outras superbikes mas, apesar disso, com o sistema quick shifter &eacute; sempre um prazer usar a alavanca do p&eacute; esquerdo. As suspens&otilde;es s&atilde;o de elevad&iacute;ssima qualidade e isso &eacute; notado em cada movimento que realizamos nas pistas, ambiente no qual o conjunto &Ouml;hlins mostrou-se incrivelmente progressivo e capaz de manter de maneira impec&aacute;vel as rodas sempre em contato com o asfalto. Com um motor cheio de vigor e uma cicl&iacute;stica que transmite muita confian&ccedil;a, &eacute; quase imposs&iacute;vel n&atilde;o exagerar no acelerador em algum momento, contudo, n&atilde;o se preocupe, porque quando isso acontece o DTC mant&eacute;m as coisas no lugar. <br /><br />De fato, &eacute; muito excitante quando confiamos no sistema, j&aacute; que podemos abrir o acelerador com a moto muito deitada e a traseira escorrega apenas o necess&aacute;rio. Os freios, excelentes, arrematam um conjunto feito sob medida para as pistas. Infelizmente, ainda n&atilde;o h&aacute; nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre a chegada desse modelo ao Brasil.<br /><br /><span style="font-weight: bold;">Ficha t&eacute;cnica:</span><br />Motor: Bicil&iacute;ndrico em V a 90&ordm;, 4T, comando de v&aacute;lvulas desmodr&ocirc;mico, 8 v&aacute;lvulas, arrefecimento l&iacute;quido, inje&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica, embreagem multidisco em &oacute;leo, 6 marchas, transmiss&atilde;o por corrente.<br />Cilindrada: 1 198 cm&sup3; <br />Pot. m&aacute;x. declarada: 170 cv a 9 750 rpm<br />Torque m&aacute;x. declarado: 13,3 kgfm a 8 000 rpm<br />Di&acirc;metro x curso: 106 x 67,9 mm<br />Taxa compress&atilde;o: 12,7:1<br />Quadro: Multitubular de a&ccedil;o<br />C&aacute;ster: 24,3&ordm;<br />Suspens&atilde;o dianteira: Bengala &Ouml;hlins de 43 mm <br />Suspens&atilde;o traseira: Monoamortecedor &Ouml;hlins TTX<br />Curso diant. / traseiro: 120 mm / 127 mm<br />Regulagens: 3 vias / 3 vias e altura<br />Freio dianteiro / traseiro: 2 discos Brembo de 330 mm / 1 disco de 245 mm <br />Pin&ccedil;a dianteira / traseira: 4 pist&otilde;es radiais&nbsp; / 2 pist&otilde;es<br />Pneu / roda dianteiro: 120/70-17&quot; / 3,5&quot;<br />Comprimento: 2 080 mm<br />Entre-eixos: 1430 mm<br />Altura do banco: 820 mm<br />Peso a seco: 168 kg

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