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A hora e a vez das pequenas nakeds

5 Minutos de leitura

  • Publicado: 17/08/2017
  • Por: Carlos Bazela
(foto: Gustavo Epifanio)

Embora sejam classificadas como city pela capacidade cúbica e a orientação urbana, as  nakeds até 500 cm³ se diferenciam de motos com perfil mais utilitário, como a Honda CG e a Yamaha Factor, pelo estilo mais esportivo. Seja para quem quer dar o primeiro passo nos modelos de alta cilindrada ou para quem procura uma moto para diversos tipos de uso, seja na cidade ou na estrada, ou aos pilotos que não veem a hora de subir de categoria, as pequenas nakeds são as novas estrelas do mercado e o que não falta são boas opções.

Neste mês, o segmento passou a ficar ainda mais concorrido com o debute da BMW G 310 R no mercado brasileiro, que a MOTOCISLISMO testou no Haras Tuiuti. Com preço competitivo e conjunto equilibrado de motor e ciclística, a moto promete fazer barulho no mercado. Mas elas são realmente todas iguais? Para responder essa pergunta, reunimos a seguir um perfil dos modelos de 250, 300 e 500 cm³ disponíveis do Brasil, incluindo os preços (todos nas versões com freios ABS) e intervalos de revisão e peças. Confira!

Yamaha MT-03 – R$ 21.190

Equipada com motor bicilíndrico de 320,6 cm³, a naked da Yamaha deriva da YZF-R3, de quem herdou seu temperamento esportivo – comprovado pela MOTOCICLISMO. O design é agressivo e remete a modelos maiores da família, principalmente a MT-07. O propulsor, de arrefecimento líquido, rende 42 cv de potência máxima a 10.750 rpm, enquanto o pico de torque foi de 3,02 kgf.m a 9.000 giros.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 5.000 quilômetros completados.

Honda CB Twister – R$ 15.640

Com nome que é velho conhecido dos motociclistas brasileiros, mas roupagem totalmente nova, a moto veio substituir a CB 300R na missão de ser o degrau entre a CG 160 e a naked CB 500F. O motor monocilíndrico OHC de 249,5 cm³ é arrefecido a ar e capaz de gerar até 22,4 cv de potência máxima a 7.500 rpm quando abastecido com gasolina e 22,6 cv a 7 500 rpm  com etanol. Já o torque máximo declarado pela Honda é de 2,24 kgf.m a 6 000 giros.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 6.000 quilômetros completados.

KTM Duke 390 – R$ 21.990

A naked austríaca desembarcou por aqui em 2015 e segue com opção divertida e com design esportivo no segmento das pequenas nakeds. Entre os elementos que mais se destacam na moto, estão o escape posicionado abaixo do quadro, centralizando as massas e a suspensão invertida WP. O propulsor da Duke 390 é de um cilindro, de 373,2 cm³ e arrefecido a líquido. A potência máxima é de 43,5 cv a 9.500 rpm, enquanto o torque fica na casa dos 3,6 kgf.m, disponíveis em 7.000 rpm.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 7.500 quilômetros completados.

Yamaha Fazer 250 Blueflex – R$ 13.990

Um dos modelos de maior sucesso da Yamaha no Brasil, a Fazer 250 carrega consigo o design esportivo aliado à praticidade do segmento city. Equipada com sistema Blueflex, a moto pode ser abastecida com gasolina ou etanol, O motor monocilíndrico de 249,5 cm³ é capaz de gerar até 20,7 cv (gasolina) e 20,7 cv (etanol) a 8.000 rpm. O torque máximo, por sua vez é de 2,09 kgf.m (gasolina e 2,10 kgf.m (etanol) a 6.500 giros.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 5.000 quilômetros completados.

BMW G 310 R – R$ 21.900

A novata do segmento aposta no bom preço de varejo e no status oferecido pela marca de Munique e no para incomodar as rivais. No mais, a moto traz bastante qualidade, como se espera de uma moto da BMW e um belo design. A G 310 R também é do clube das monocilíndricas com propulsor de 313 cm³ de arrefecimento líquido. São 34 cv de potência máxima a 9.200 rpm e 2,85 kgf.m de torque disponíveis em 7.500 rpm.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 10.000 quilômetros completados.

Kawasaki Z 300 – R$ 20.890

Sinônimo de esportividade, as nakeds da família Z são conhecidas pelo alto desempenho e pelas linhas agressivas no design. Mesmo com baixa capacidade cúbica, a Z 300 não deixa dúvidas de que é um membro da linhagem pela sua semelhança com a Z 800. Com motor bicilíndrico DOHC de 296 cm³ e arrefecimento líquido, a moto entrega 39 cv de potência a 11.000 rpm e torque máximo de 2,8 Kgf.m a 10.000 giros.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 3.000 quilômetros completados.

Honda CB 500F – R$ 23.900

A naked japonesa, cuja nova geração acaba de ser lançada no Brasil, passou por um reposicionamento de preço e ficou bem próxima dos modelos de 300 cm³ dessa lista. A proposta também não é diferente, uma vez que a moto também é a porta de entrada para os modelos de alta cilindrada da Honda. A CB 500F partilha com a esportiva CBR 500R e a crossover CB 500X o mesmo motor bicilíndrico de 471 cm³ com potência máxima de 50,4 cv a 8.500 RPM, enquanto o torque máximo é de 4,55 kgf.m a 7.000 giros.

Intervalo de revisões: Primeira aos 1.000 quilômetros e segunda em diante a cada 6.000 quilômetros completados

Pós-venda decisivo

Embora os preços sugeridos e até os números de desempenho das pequenas nakeds sejam bem próximos, no pós-venda a coisa muda de figura. Por exemplo, embora a BMW cobre mais pelas revisões, o intervalo entre uma e outra é bem maior do que as outras. Na tabela abaixo relacionamos os custos de algumas das peças de cada uma das motos.

A Z 300 é mais barata das 300 cm³. Só perde para a CB Twister, cujo motor é um pouco menor. Contudo, uma queda leve com a naked da Kawasaki pode doer também no bolso, uma vez que os preços do retrovisor e do pisca dianteiro somados passam dos R$ 440! Mas, o visual esportivo da família Z fala alto e seu perfil agressivo pode ser exatamente o que muitos motociclistas buscam. O mesmo acontece com a MT-03.

Outra constatação da nossa pesquisa é que os custos de manutenção não são um impeditivo tão grande se o motociclista mais experiente resolver pular direto para o modelo de 500 cm³ da Honda. Claro que ainda há outras variáveis na conta, como o preço do seguro e, obviamente, o gosto e o perfil do motociclista. Afinal, a ideia aqui não é fazer ninguém a desistir da moto que deseja, mas saber o quanto ela ainda vai custar ao proprietário depois que sair da concessionária. E, principalmente, comemorar as diversas opções que o segmento das nakeds menores oferece.

[ATUALIZAÇÃO] Incluímos a Yamaha Fazer 250 Blueflex e alteramos os dados da MT-03 para a potência declarada pelo fabricante ao invés do coletado no dinamômetro da MOTOCICLISMO .

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