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Dream CB72 Super Sports

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  • Publicado: 19/06/2015
  • Por: admin

<p>Após ter tido sérias dificuldades financeiras na década de 1950, a Honda viu que era necessário expandir suas vendas ao mercado internacional para se reerguer. O passo inicial foi dado com a C100 Super Cub, em 1958, uma pequena motoneta monocilíndrica de 50 cm³, 4 tempos, que logo se tornou um sucesso, com cerca de 170 000 unidades vendidas pelo mundo. Mas a ambição nipônica era bem maior, e para conquistar o globo, seus produtos também deveriam o ser.</p>

<p><img alt="Honda Dream CB72 Super Sports" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/texto22_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>E, em 1961, a Honda lançou a primeira guerreira desta brigada, a CB77 Superhawk, também conhecida como Dream, uma bicilíndrica de 305 cm³. Sua confiabilidade e manobrabilidade, aliada a uma robustez e cuidados com o acabamento, foram reconhecidas de imediato pelo mercado internacional. E, se neste quesito a comparação com as britânicas já se tornava injusta, quando se falava em performance, o embate ficava ainda mais díspar. A motocicleta inglesa mais rápida da categoria era a Royal Enfield 250, com 20 cv de potência e velocidade máxima de 130 km/h. A CB77 a deixava para trás, com seus 28,5 cv a 9 000 rpm, e velocidade de 147 km/h. </p>

<p><img alt="Painel da CB72; conta-giros de um lado, velocimetro do outro, com hodômetro na posição vertical" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/painel5_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>Mas, como não se ganha uma guerra em uma só frente, Soichiro Honda decidiu apresentar ao mundo "a fraternidade Honda”, e a irmã menor da CB77 entrou na batalha: a Dream CB72. Também conhecida como Dream Super Sports, a caçula da família tinha um motor de 247 cm³, e seus 24 cv de potência a 9 000 rpm a levavam a 135 km/h de velocidade máxima. <span style="line-height: 1.6em;">Ambos os modelos se tornaram sucessos imediatos na Europa e nos Estados Unidos, os mercados desejados pela Honda na época. Com produtos de qualidade e preços baixos, confiáveis, resistentes e rápidos, a Honda havia encontrado a sua porta de entrada no mercado internacional e já estava pronta para acabar com a dominância inglesa. O Ocidente tinha uma nova conquista­dora: Honda.</span></p>

<p><img alt="Cartaz de divulgação da Honda na época" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/texto12_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Uma grande família</strong><br />
<span style="line-height: 1.6em;">Os motores da CB77 e CB72 eram tão bons que a Honda sabia que podia explorá-los em diversos modelos. Assim, os clientes podiam optar entre os modelos esportivos on-road, scrambler e racers, cada um com uma denominação diferente. Eram Hawks, CBs, CLs, CRs. Uma sopa de letrinhas para agradar a todos os gostos.</span></p>

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