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Dicas para escolher um capacete confortável e seguro

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  • Publicado: 21/08/2020
  • Por: Willian Teixeira

Conforme prevê a resolução 453 do Contran, o uso de capacete é obrigatório para condutor e garupa. E de acordo com o Denatran, o Brasil conta com aproximadamente 28 milhões de motocicletas ou motonetas em sua frota. Por isso, é seguro afirmar que existem no país ao menos 28 milhões de capacetes.

E o que deve ser observado no momento da compra de um capacete novo? Como o motociclista sabe que chegou a hora de trocar o equipamento? O especialista de vendas e desenvolvimento de produtos da Laquila, Bruno Rodrigo Neves, lista alguns fatores que devem ser observados e dá dicas para te ajudar nessa missão.

Dicas para escolher um capacete confortável e seguro
Uso do capacete é obrigatório. Veja o que deve ser considerado no momento da compra (Divulgação)

Quantidade de uso: um piloto que usa apenas no fim de semana ou férias difere de quem trabalha com a moto no dia a dia. Nesse contexto, é importante pensar na durabilidade, com custo-benefício. Em geral, os capacetes contam com três anos de validade, mas é importante observar alguns aspectos: o forro, a viseira e a cinta jugular. “O que manda é a vida útil e não a validade. É preciso cuidar, por exemplo, se o parafuso da cinta jugular está frouxo, porque, em caso de acidente, ele pode permitir que o equipamento voe”, diz Neves.

Tipo de uso: qual o uso da moto? Para viagens em estradas? É um veículo de trabalho? Para rodar na cidade nos fins de semana? Nas scooters, em geral, é comum se adquirir o capacete aberto, mas vale ressaltar que eles são menos seguros, pois deixam o rosto exposto. “Os escamoteáveis, por exemplo, têm maior índice de uso por pilotos de motos custom e bigtrail, além de serem uma boa opção para quem trabalha com entregas. Por ter a face móvel, que pode ser levantada e abaixada com muita agilidade, ele facilita a comunicação. No caso de um motoboy, pode fazer entregas sem nem sequer tirar da cabeça”, detalha o especialista.

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Segurança: seja importado ou nacional, é importante investir em um capacete com a certificação do Inmetro. Além disso, uma das recomendações de Neves é apostar em uma viseira com pelo menos 2mm de espessura, capaz de proteger em caso de uma pedrada, por exemplo, e reduzir a possibilidade de riscos. “No ato de escolha é fundamental se atentar à visibilidade, pois ela deve permitir um campo de visão maior e melhor”, explica Neves.

Tamanho: há lojas físicas que disponibilizam fita métrica para fazer a medida da cabeça, mas nem sempre o ato é eficiente. De acordo com Neves, o motociclista deve sempre apostar em um modelo mais justo, desde que não aperte a testa ou a parte superior da cabeça. “É sempre bom levar um pouco mais justo, porque ele acaba expandindo e se ajustando, mas pode ficar muito folgado se não for comprado justo. É importante compreender a diferença entre apertado e justo. Na região da bochecha, por exemplo, é onde mais cede”, esclarece.

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Use a narigueira: alguns modelos contam com a narigueira, que deve ficar na altura do nariz: se estiver muito para cima, significa que está apertada; se estiver para baixo, está sobrando. É importante que o motociclista conheça o formato do rosto e os modelos já adotados para saber o que mais lhe convém. Segundo Neves, o formato do rosto acaba determinando o modelo do capacete – pessoas mais bochechudas, com rosto mais fino ou comprido tendem a escolher opções diferentes.

Estilo: sua moto é do tipo custom, esportiva, street, naked ou scooter? Há capacetes para combinar com cada uma delas. E o estilo não está vinculado apenas ao aspecto estético, mas também à segurança. “O vento contra é algo comum ao pilotar. O desenho do casco faz diferença na resistência aerodinâmica, portanto, em uma moto esportiva de 1.000 cm³ que atinge velocidades mais altas e mais rápido do que uma custom, por exemplo, é preciso um casco mais leve e aerodinâmico”, explica Neves.

Dicas para escolher um capacete confortável e seguro

Visibilidade em dias frios e chuvosos: um dos investimentos sugeridos por Neves para todo perfil de motociclista é investir em modelos com a tecnologia conhecida como pinlock. Trata-se de uma película encaixada na parte interna da viseira, que permite 100% da visão em dias chuvosos, de frio ou neblina. “Mesmo respirando dentro do capacete, não vai embaçar”, completa o especialista.