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Crônica: Quando quatro rodas fazem falta

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  • Publicado: 10/04/2017
  • Por: admin

<p>Sabe aquela máxima racional: uma mulher pode gerar um filho em nove meses, mas se você juntar nove mulheres não é possível fazer um bebê em um mês?<strong> O mesmo vale quando olho para a minha garagem, entre motos e scooters, vejo oito rodas, isso não significa que tenho dois carros.</strong> Por que estou escrevendo isso?</p>

<p>Outro dia acordei durante a noite, 2h30. Estranhamente, a primeira coisa que lembrei foi das minhas entranhas. Chovia e os trovões ecoavam na barriga. <strong>A segunda coisa que lembrei foi o camarão da noite passada nadando em azeite de dendê. </strong>Comecei a ligar os pontos.</p>

<p><img alt="Oito rodas (de quatro motos) reunidas não fazem dois carros… " height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/compara_motos_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>A febre atestava tudo. Estava com mal das tripas. Suava frio, tudo doía na região conhecida cientificamente como "pança". Depois de alguns traslados quarto-banheiro, decidi que precisava de ajuda profissional, seria prudente ir a um doutor para cuidar do bucho.<strong> E para isso precisaria me deslocar até o hospital, afinal, médicos familiares só existiram até a década de 1960.</strong></p>

<p>Aqui retomamos ao parágrafo anterior: <strong>possuo oito rodas na garagem, porém elas não me levariam ao hospital de forma confortável e íntegra, e não adianta combinar, como se fossem Lego</strong>… Tira roda daqui, encaixa ali, e "voilá"! Temos um carro! Além de só eu ter licença categoria A em casa, provavelmente se fosse carregado na garupa, não chegaria com dignidade nem na esquina do prédio.</p>

<p><img alt="Carros são como seguro, você compra, mantém e torce para não usar. Mas, quando usa, valoriza cada centavo investido…" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_quatro_rodas_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Excepcionalmente, o carro da casa não estava na garagem nem disponível naquela noite, e esta lembrança fazia aumentar os calafrios na espinha que iam da nuca ao cóccix. O ponto de táxi não atendia ao telefone e já pensava em chamar o SAMU!!! Não, não era o caso… Ainda…</p>

<p>Preces e promessas estariam no próximo passo, mas, entre mantras, suores e calafrios, o mal-estar começou a abrandar e passou junto com a chuva. Já esgotado, olhando o sol nascendo na sacada, refletia… E se fosse mais sério? E se fosse uma questão de vida ou morte? Uma real urgência?</p>

<p><strong>Minha óbvia conclusão é que o equilíbrio é algo que não devemos ter somente quando pilotamos</strong>, mas em tudo que nos toca. Ok, carros são grandes, ineficientes e poluidores, principalmente quando utilizados no dia a dia e carregando somente um passageiro, mas assim são as ambulâncias, os carros de bombeiro e os caminhões. Quando precisamos incondicionalmente de espaço, conforto e proteção das intempéries climáticas, achamos imediatamente valor nos quadrúpedes.</p>

<p><strong>Vários conhecidos meus sabem que anos atrás eu surtei e troquei meu carro por um bom equipamento de chuva durante uma fase de total perda de crença no trânsito</strong> e na melhoria do transporte público (só para registro, ainda não acredito, só não estou surtado), mas, por vezes, um par extra de rodas no mesmo veículo com um telhado e duas poltronas fazem uma falta…</p>

<p><strong>Hoje considero carro como um remédio para urgências</strong>, aquele analgésico que fica na gaveta bem guardado. Também gosto de comparar àquele seguro de qualquer coisa. Sabe? A gente contrata, mantém, mas torce para não usar…</p>

<p>Keep Riding (sometimes driving)!</p>

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