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Build Train Race BR: treino e competição estão prestes a começar

6 Minutos de leitura

  • Publicado: 22/09/2021
  • Por: Elas Pilotam

Com suas motos prontas, as participantes do programa Build Train Race no Brasil se preparam para o treinamento com Johnny Lewis e para a 1ª corrida, que acontece dia 2 de outubro em Sorocaba. (por #ElasPilotam)

A Royal Enfield do Brasil apresentou, dia 24 de Agosto, as quatro motocicletas transformadas para competição de Flat Track de seu programa Build Train Race (BTR), exclusivo para mulheres. O Brasil foi o segundo país no mundo escolhido para desenvolver esse programa, lançado pela companhia em 2020 nos EUA.

O Build Train Race é mais um sinal da representatividade feminina em duas rodas. Sejam elas motociclistas com pouca ou muita experiência, pilotos profissionais ou entusiastas. E foi com essa visão que a Breeann (Bree) Poland, gerente da marca nas Américas, criou o programa. Ela conta que tudo começou depois de uma experiência que Adrian Sellers, atual responsável pelo programa Global de Customizações da Royal Enfield, teve junto a eventos que fortalecem o motociclismo feminino na Europa.

“Trabalho muito próxima ao Adrian. Na época ele voltou da Europa, depois de uma colaboração com as Petrolettes,  querendo um conceito, uma ideia, que promovesse as mulheres no motociclismo. Eu venho de um passado com experiência em competições e já notava a falta de mulheres participando nos níveis profissionais de motosports. E foi ai que veio a ideia do BTR. Eu apresentei todo o conceito para o Adrian e ele amou a ideia”, conta Bree Poland. 

“Optamos por começar com o Flat Track porque a Royal Enfield já desenvolvia a Slide School (treinamento na pista oval de terra) e sabíamos que estaríamos nas pistas profissionais com um piloto de peso como o Johnny Lewis”, completou e executiva.

Construa, Treine, Corra

Se fossemos traduzir o nome do programa para o português seria basicamente (Build) Construa, (Train) Treine  (Race) Corra. Auto explicativo, uma vez que o programa consiste nessas três fases. Em maio deste ano, as participantes foram selecionadas e devidamente equipadas com suas motocicletas. Entre os meses de junho e agosto, elas passaram pela 1º etapa (Build)  do programa, onde as quatro participantes realizaram as modificações necessárias em suas motos.

Para tanto, elas tiveram de seguir alguns padrões pré determinados pela Royal Enfield, e, ainda, as especificações da Liga Brasileira de Flat Track: como o uso do pneu específico para Flat Track e, e o escapamento Race Only 2-1 da S&S Cycle (@sscycle).

Agora, com as motos devidamente transformadas e apresentadas a imprensa, as pilotos do BTR se preparam para a 2º etapa, o treinamento e, logo na sequência, a primeira corrida da competição. 

Tudo pronto para os treinos!

Os treinos estão programados para os dias 28, 29 e 30 de setembro sob o comando do piloto americano Johnny Lewis, piloto profissional de Flat Track e proprietário do Moto Anatomy, Johnny Lewis, que deve aterrissar no Brasil, acompanhado de Bree Poland para a bateria de treinamento do programa. Com mais de 10 anos de experiência nos circuitos da AFT – American Flat Track -, ele é responsável também pela criação da classe FT twins.

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Logo após três dias de treinamento intensivo, a 1º competição marcada para 2 de outubro, em Sorocaba, acontecerá juntamente com a 1º etapa do Campeonato Brasileiro de Flat Track.

O Build Train Race no Brasil e no mundo

Poland conta que a escolha para que o Brasil fosse o segundo país do mundo a receber o programa foi apropriada. “O país tem uma das maiores frotas em duas rodas do mundo e temos parceiros/concessionárias maravilhosas por aí. Fazia todo sentido que também fosse o segundo mercado para introduzirmos o programa BTR”, disse ela.

Com um time eclético de mulheres, a Royal Enfield da América do Norte apresentou as quatro primeiras motos do programa em um evento realizado em Milwaukee, em Março de 2020, em que Bruna Wladyka também teve sua participação.

Assim como tantas iniciativas, o programa também sofreu com os efeitos da pandemia global. Mas isso não parou a RE, que seguiu nas competições assim que a Liga Americana de Flat Track reiniciou o circuito de 2020. Já em 2021, o programa de Flat Track nos EUA aumentou o time de quatro para nove integrantes, e, ainda, inaugurou uma nova classe, o BTR Road Racing, dando a sete novas mulheres o desafio de transformar uma Continental GT 650, para as pistas de asfalto e velocidade.

Em um artigo da Woman Riders, de 2020, Scottie Doubler, historiador e locutor de Flat Track, foi enfático. “Eu amo o BTR. Esse programa trouxe mais público para nossos eventos, mais pessoas interessadas em Flat Track do que jamais testemunhei. Amo ver o aspecto familiar de toda a ideia. Porque é sobre isso que o Flat Track é”.

Sobre as participantes brasileiras do Build Train Race

Para a realização da primeira turma do BTR no Brasil, a Royal Enfield escolheu quatro mulheres, com diferentes experiências de vida e relação com o motociclismo, em um processo seletivo que envolveu centenas de inscritas. No final as selecionadas foram: a paranaense Bruna Wladyka (que participou como piloto substituta na revelação do BTR em 2020 nos EUA); a mineira Gisele Favaro, a paulista Edna do Prado, e a brasiliense Geane Santana.

Para participação, todas as quatro receberam uma Interceptor 650, algumas das partes e itens obrigatórios para a customização, e mais uma quantia em dinheiro para auxiliar nas despesas com o programa. Embora todas já tenham alguma experiência com o universo duas rodas, somente Edna e Bruna têm passagens pelas pistas de Flat Track. Mas, até o início do programa, nenhuma delas tinha qualquer experiência em customização.

Para conferir mais materiais do movimento #ElasPilotam é só acessar o Instagram @elaspilotam, o portal elaspilotam.com e o canal do YouTube.

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