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Analisamos a nova Honda CBR 1000 RR Fireblade

6 Minutos de leitura

  • Publicado: 13/10/2016
  • Por: admin

<p>Depois de 25 anos do lançamento da primeira CBR 900 RR, a Honda apresentou uma superesportiva ainda mais equilibrada, leve, esbelta e potente do que nunca, a CBR 1000 RR SP 2017.</p>

<p><img alt="Honda CBR 900 RR, a primeira supersportiva da família Fireblade" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/honda_cbr_900rr_moto_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p>A verdade é que a marca líder de mercado no mundo das motocicletas estava devendo uma nova superbike. Desde 2008 que a sua potência não era revista e até duas semanas atrás, era a única superbike 1000 que não tinha opções de mapas de injeção.</p>

<p>Toda aquela sopa de letrinhas que abrevia dezenas de controles eletrônicos pareciam fantasmas assombrando a CBR 1000 RR até então. Porém, no último Intermot, importante salão de motos mundial, realizado em Colônia, na Alemanha, a Honda apresentou finalmente a nova CBR 1000 RR e com tantas abreviações de gerenciamento que é preciso um curso para entender tudo que ela traz.</p>

<p><img alt="Honda CBR 1000 RR Fireblade SP, novidade revelada no último Intermot" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/cbr_1000_rr_sp_motociclismo_1_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>Se você achava a Ducati Panigale ou a Yamaha YZF-R1 recheada de aparatos eletrônicos você não viu ainda o que tem a nova CBR 1000 RR SP. Resumindo, a nova CBR está 15 kg mais leve e com cerca de 11 cv de potência a mais. São 195 kg declarados para 192 cv. Todavia, ela tem controle de tração de nove níveis, quick-shifter bidirecional, ABS Racing, controle de freio motor, suspensões Öhlins eletrônicas, painel digital com tecnologia TFT e tantas outras mudanças para aliviar peso e facilitar a vida do piloto. </p>

<p><img alt=" " src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/cbr_1000_rr_sp_motociclismo_8_620x467.jpg" /></p>

<p>Principais Características</p>

<p>• <strong>Unidade de medição inercial (IMU)</strong> – Uma central eletrônica que trabalha de acordo com eixos vetoriais que entende o quanto a moto está inclinada, se está freando, acelerando, em que marcha, em que rotação, se está subindo uma ladeira, se está descendo, se está arrancando, se está empinando ou se está freando para entrar em curvas. </p>

<p>•<strong> Controle eletrônico Öhlins (S-CE)</strong> – selecionável</p>

<p>•<strong> Controle de torque Honda (HSTC)</strong> – selecionável</p>

<p>• <strong>ABS Racing </strong>- selecionável</p>

<p>• <strong>Modo de pilotagem Select System</strong> (RMSS)</p>

<p>A Fireblade SP é a primeira motocicleta Honda a ser equipada com suspensões Öhlins S-CE. Trata-se de um garfo de 43 milímetros NIX30 e um amortecedor TTX36 semi-ativo.</p>

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<p>A Unidade de controle de suspensão (SCU) recebe informações sobre a taxa de rolagem, taxa de inclinação e lê 5 eixos diferentes (aceleração de 3 eixos e 2 eixos de velocidade angular). Assinado pela Bosch e denominado MM5.10 IMU, está localizado perto do centro de gravidade da moto.</p>

<p>Ele também recebe informações sobre a velocidade da roda, rotação do motor, a potência dos freios e o ângulo do acelerador da ECU e, dependendo do modo de suspensão selecionado pelo piloto proporciona também compressão ideal e força de amortecimento durante a pilotagem.</p>

<p>São três modos de ativos e três modos manuais para o piloto escolher. Quando escolhido Active, a força de amortecimento é controlada e otimizada para atender às condições de condução: A1 ( ‘Fast’), A2 ( ‘Desfrute’) e A3 ( "Segurança"). Dentro dos modos ativos o piloto pode fazer ajustes mais finos. Os modos M1, M2 e M3 Manual permiti escolher todas as adaptações necessárias.</p>

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<p>Dentro do sistema de controle eletrônico há uma infinidade de recursos ativos. O ABS permite frenagens fortes sempre mantendo o contacto da roda traseira com o chão. Ela usa a informação de aceleração de 2-eixos da IMU e calcula a aceleração do centro de gravidade na direção de elevação e a aceleração perpendicular àquela da moto, usando a roda dianteira como um ponto de ligação à terra.</p>

<p>Como os RC213V-S, a Fireblade SP usa um painel full-color TFT. Ele ajusta automaticamente a luz ambiente, exibe modos de pilotagem, mais configurações para cada parâmetro P (Power), T (HSTC), EB (Engine Brake) e S (Suspensão). Para pista, mostra o tempo da volta, número de voltas e diferença da melhor volta, além de marcha engrenada, ângulo aderência, temperatura do líquido de arrefecimento e tensão da bateria.</p>

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<p><strong>Modo 1 (FAST) </strong>dá potência máxima, com a resposta do acelerador linear, de baixa intervenção HSTC e EB e força de amortecimento em alta.</p>

<p><strong>Modo 2 (FUN)</strong> controla a saída da primeira à terceira marcha, com subida de giro bastante moderado, médio HSTC, EB forte e força média de amortecimento.</p>

<p><strong>Modo 3 (SAFE)</strong> controla a saída da primeira à quarta marcha, com aumento de potência moderada, alto HSTC, EB forte e baixa força de amortecimento.</p>

<p>Há ainda a opção de acertar todos esses parâmetros para um segundo usuário. Assim os pilotos podem trocar a moto em uma prova de Endurance, por exemplo, sem alterar os ajustes de cada um.</p>

<p>• peso cheia 195 kg</p>

<p>• tanque de combustível de Titânio</p>

<p>• pinças radiais Brembo, monobloco de quatro pistões</p>

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<p>Com peso líquido de 195 kg – e com 10 cv a mais foi inevitável a preocupação com a neutralidade e estabilidade, assim o novo quadro foi totalmente revisto, está 300 g mais leve e mais flexível ou rígido exatamente nos pontos necessários. A balança traseira também está mais leve, assim como o subchassi que está 800 gramas mais leve.</p>

<p> Que tal um tanque de combustível de titânio com 16 litros de capacidade e 1,3 kg mais leve que o anterior?</p>

<p>As palavras que resumem a nova Fireblade são:</p>

<ul>
<li><strong>COMPACTA</strong></li>
<li><strong>LEVE</strong></li>
<li><strong>FÁCIL DE PILOTAR</strong></li>
</ul>

<p>Ou seja, não mudou a filosofia em 25 anos, somente as cifras diminuíram.  Toda a carenagem teve o compromisso de ser o mais compacta possível. Até a bateria, que agora é de Lithium, pesa 1 kg a menos que a anterior.</p>

<p>• Acelerador ride by wire</p>

<p>• Sensores de Aceleração Posição (APS)</p>

<p>• Selector de potência</p>

<p>• Inertial Measurement Unit (IMU)</p>

<p>• 9 níveis Torque Control (HSTC)</p>

<p>• Controle de Wheelie</p>

<p>• Engine Brake (SEB) selecionável</p>

<p>• Quickshifter</p>

<p>• Downshift Assist</p>

<p>• Modo de pilotagem Select System (RMSS)</p>

<p><img alt="A nova CBR utiliza tecnologias aplicadas antes na super exclusiva RC213V-S" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/honda_rc_213_vs_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p>O Fireblade emprega uma versão melhorada do selecionável Controle de Torque Honda (HSTC) usado na RC213V-S (foto acima). Ele controla o torque do motor através de dois métodos de detecção – o primeiro utiliza sensores de velocidade da roda para medir e comparar a velocidade das rodas dianteiras e traseiras.</p>

<p>Quando a ECU detecta a aceleração da roda traseira (e desaceleração da roda da frente) ela reduz a posição do acelerador TBW, e portanto, mantem a roda dianteira no chão.</p>

<p>A segunda função de detecção detecta o ângulo de rolamento da moto. A IMU localizada sob o assento detecta a velocidade de rotação em oscilação e de inclinação do chassi ", e aceleração nas direções longitudinais, laterais e verticais.</p>

<p>Em seguida, calcula o ângulo de rolagem para controlar o torque do motor, mantendo a tração da roda traseira ao nível exigido. A lógica desse cálculo usado pelo ECU usa as mesmas tecnologias de detecção desenvolvidos para o  ASIMO – robô humanóide da Honda. São nove níveis de intervenção oferecidos por HSTC para atender às preferências do piloto.</p>

<p><img alt=" " src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/cbr_1000_rr_sp_motociclismo_7_620x467.jpg" /></p>

<p>O motor agora gira 13,000rpm. A potência de pico é 192 cv a 13,000rpm, com um torque máximo de 11,8 kgm.f entregues a 11.000 rpm. Diâmetro e curso permanecem 76 x 55,1 milímetros, mas a taxa de compressão passou de 12.3: 1 para 13: 1 </p>

<p>Todas as tampas do motor foram redesenhados as tampas da embreagem e de ignição são de magnésio e o comprimento dos parafusos e mangueiras de água foram reduzidas.</p>

<p>O radiador é 30 milímetros mais estreito na largura total e 100g mais leve (incluindo uma redução de 30 cm³ na capacidade de água).</p>

<p>Quando chegará ao Brasil e por qual preço, isso é um tremendo mistério! Com tudo que ela tem, deverá ser mais cara que a Kawasaki ZX-10R e talvez até mais que a YZF R1. Dependerá do volume e da cotação da moeda do país de origem. De fato, não venderá por aqui como já vendeu um dia. Pena!</p>

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