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Competições
Piloto morre após acidente em prova de motovelocidade

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  • Publicado: 19/10/2015
  • Por: admin

<p><span style="line-height: 1.6em;">Neste último domingo (18), foi realizada a sexta etapa do campeonato de motovelocidade SuperBike Brasil, em Goiânia (GO), que poderia ter sido marcada pela primeira vitória na temporada do competente piloto Danilo Lewis na categoria SuperBike Pró, superando a os pilotos da poderosa equipe Honda, mas, infelizmente, o destaque da etapa ficou por conta de uma tragédia. </span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">O piloto João Carlos Sobreira, 32 anos, conhecido entre os amigos como "Joãozinho Treze", que competia na categoria principal do campeonato com uma Kawasaki ZX-10R, saiu da pista em altíssima velocidade no final da reta principal, aparentemente pelas imagens, com problema mecânico — isso ainda será apurado pela organização do campeonato —, e bateu forte no guard rail. Dois vídeos gravados por pessoas que estavam no autódromo mostram a gravidade do ocorrido. O primeiro mostrou a velocidade em que o piloto bateu, o segundo mostra que o procedimento de atendimento ao piloto poderia ter sido mais rápido e eficiente do que foi. O piloto não suportou a gravidade da colisão e morreu. </span></p>

<p><iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="https://www.youtube.com/embed/ECeRPR8ukcA?rel=0" width="620"></iframe></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">A organização cancelou a segunda bateria da SuperBike Pró e publicou nota sobre a morte do piloto: </span><span style="line-height: 1.6em;">"</span><span style="line-height: 1.6em;">É com pesar que anunciamos o falecimento (18/10) do piloto que corria pela SuperBike no SuperBike Brasil João Carlos Sobreira, 32 anos, ‘Joãozinho Treze’ (#113), Mobil Ituran Racing. </span><span style="line-height: 1.6em;">Ele passou reto na curva 1 depois de completadas duas voltas, não teve reação e bateu forte. Foi atendido pela unidade móvel no local e removido para o Hospital de Urgências de Goiânia (HUGO), que fica ao lado do autódromo, mas não resistiu aos ferimentos e veio a falecer.</span></p>

<p><iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="349" src="https://www.youtube.com/embed/TRN8qsB-lKs?rel=0" width="620"></iframe></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">A organização do SuperBike Brasil lamenta muito esta perda. </span><span style="line-height: 1.6em;">Os pilotos, ao ficarem sabendo da triste notícia, fizeram uma homenagem ao amigo ‘Joãozinho Treze’. </span><span style="line-height: 1.6em;">A família SuperBike Brasil está em profundo luto, e segue prestando todo o suporte e enviando força à família e aos amigos. </span><span style="line-height: 1.6em;">A segunda bateria da categoria SuperBike que aconteceria no final da programação foi cancelada, prova esta que também valeria pontos para a 6ª etapa do campeonato, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia (GO)."</span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Isso poderia ter sido evitado? Talvez. O autódromo, considerado o "mais seguro" do Brasil, não atende requisitos de segurança para receber uma prova do Mundial de Motovelocidade, ou seja, o "melhor" para os pilotos brasileiros não é bom o suficiente para garantir a segurança dos mesmos. No segundo vídeo, mostra que atrás do guard rail, havia um monte de pneus, que se estivessem na frente do guard rail, talvez — lembrando que não somos especialistas em segurança — teriam reduzido a gravidade do acidente. Outra opção para aumentar a proteção para os pilotos seria utilizar as barreiras de ar homologadas pela FIM, que são alugadas por uma empresa no Brasil. O custo ainda é elevado, mas eles são efetivos na proteção na maioria dos casos. </span></p>

<p><span style="line-height: 1.6em;">Se salvariam a vida do piloto? Provavelmente ninguém poderá responder esta questão, mas, seria melhor do que o piloto bater na parede de metal, sem dúvida nenhuma. E se estamos falando do autódromo "mais seguro do Brasil", imagina ao que estão expostos os pilotos nos outros circuitos. Esta é uma questão que não envolve apenas os organizadores de campeonatos, que alugam os poucos autódromos disponíveis no Brasil para viabilizarem seus campeonatos, mas também envolve diretamente os proprietários destes circuitos, que precisam fazer alterações nos neles para torná-los aptos para motovelocidade. Cabe a cada um de nós acompanhar mais de perto tudo isso e cobrar por melhores condições para nossos pilotos. Tragédias como esta não podem mais acontecer no Brasil.</span></p>

<p><img alt=" " height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_superbike_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /><span style="line-height: 1.6em;">Lamentamos profundamente pelo ocorrido, sabemos que o piloto era um grande apaixonado por motovelocidade, extremamente dedicado, e que além de competir, era um grande colaborador nos bastidores do campeonato, muito</span><span style="line-height: 1.6em;"> querido por todos. Nossos sentimentos a familia e amigos do Joãozinho Sobreira "Treze".</span></p>

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