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Competições
Granado conta as novidades para 2017; veja entrevista

8 Minutos de leitura

  • Publicado: 03/02/2017
  • Por: admin

<p>Nosso entrevistado é <strong>Eric Granado. </strong>Com 20 anos, o veloz e talentoso piloto<strong> já competiu no desafiador Mundial de Motovelocidade</strong> e se divide atualmente entre o <strong>campeonato Europeu de Moto2</strong> e o <strong>SuperBike Brasil</strong>, quando está no país. Confira como foi nossa conversa.</p>

<p><img alt="Mesmo com apenas 20 anos, Granado já compete profissionalmente desde os 6 anos de idade" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/eric_granado_620x467.jpg" style="margin: 0px auto; display: block; width: 620px; height: 467px;" /></p>

<p><strong>MOTOCICLISMO: Depois de Alexandre Barros, você é o piloto que mais prosperou na motovelocidade brasileira, tendo participado de 3 temporadas no Mundial de Motovelocidade. Gostaria que falasse sobre sua passagem no campeonato e o que levou de aprendizado dessa experiência.</strong><br />
ERIC GRANADO: Minha passagem pelo mundial foi bem desafiadora, <strong>comecei pela Moto2 com apenas 16 anos</strong>, e na metade da temporada, quando todos já tinham feito sete corridas. <strong>Foi um primeiro ano muito difícil!</strong> Em 2013 e 2014 as coisas melhoraram na Moto3, pude estar sempre entre os 15 melhores, pontuando em algumas provas e sendo mais competitivo do que na Moto2, pelo fato de estar com equipes que me davam todo o suporte que eu precisava na Moto3. </p>

<p><strong>Obviamente não foi nada fácil</strong>, eu sou muito competitivo e às vezes por falta de experiência queria fazer mais do que eu podia e acabava caindo, algo que aconteceu com frequência no começo. Eu sempre fui um piloto grande em relação aos demais e na Moto3 isto fazia muita diferença também, <strong>eu passava fome e ainda pesava 10 kg a mais que alguns</strong>, como Efren Vazquez que media uns 15 cm a menos que eu.</p>

<p><strong>Então eu era mais rápido em muitas curvas, mas na reta não tinha como</strong>, então muitas vezes queria frear mais tarde ou acelerar antes pra tirar esta diferença e caia, como aconteceu na Austrália em 2014, que voei em uma saída de curva e quebrei cinco vertebras, perdendo as últimas três corridas do campeonato. <strong>Ainda assim, foi uma experiência incrível, cresci muito como piloto nestes dois anos e meio de Mundial.</strong></p>

<p><img alt="Eric em ação com a sua Moto2, no Europeu de Motovelocidade" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo.eric_.granado_.moto2_.2016__620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Em 2015 e 2016, você se dividiu entre o campeonato europeu de moto2 e temporadas no Brasil com a Honda CBR 600RR. Fale sobre como foram esses dois anos, onde apresentou melhores resultados na Europa e conquistou títulos no Brasil.</strong><br />
Foram duas temporadas incríveis, <strong>voltei a competir no Brasil depois de dez anos</strong> e isso foi realmente muito bom, as pessoas me conhecem bem mais agora do que antes e isso é muito bom para o nosso esporte. Fui muito bem no Brasil, vencendo todas as corridas que participei, tanto em 2015 como em 2016, com dois títulos competindo com a Honda CBR600RR.</p>

<p>Na Europa fui 6º em 2015 com dois pódios e 2016 foi um ano que comecei muito bem, <strong>vencendo a primeira prova do Campeonato e sendo o primeiro brasileiro a realizar tal feito</strong>. Mas, a felicidade durou pouco, na segunda bateria, liderando novamente com uma vantagem para o 2º, caí e a partir de então as coisas se complicaram durante o ano, mas ainda assim consegui mais dois pódios e terminei a temporada muito bem na última corrida com um 2º lugar, finalizando o campeonato em quarto.</p>

<p><img alt="Eric Granado competiu duas temporadas no Brasil com a Honda CBR 600RR" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/eric_granado_cbr_600_rr_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Você competiu em 2015 no Brasileiro de Motovelocidade na GP600 onde deu show em todas as provas que participou e foi campeão, em 2016, repetiu o ótimo desempenho no Superbike Brasil na categoria Supersport, nitidamente sobrando na pista e sendo campeão. Como você analisa o nível dos pilotos brasileiros? O que falta para termos mais pilotos no seu nível nos grids brasileiros?</strong><br />
Faltam empresas apoiando nosso esporte, motos para crianças com categorias escola, desenvolvidas para crianças, com muitos pilotos, para ser competitivo e de qualidade, para se iniciarem com 6, 7 anos, não com 12, 13, que já é tarde para a motovelocidade. O mais importante, ter um campeonato que realmente ajude as crianças a crescerem e evoluírem, como ocorre na Europa, o berço do motociclismo mundial.</p>

<p><strong>No Brasil, você criou uma equipe, a Granado Sport Team. Fale sobre essa iniciativa e o que planeja para ela no futuro? Gostaria de falasse também da influência do experiente Santo Feltrin na sua carreira.</strong><br />
Criamos a GST em 2015 para que eu pudesse correr, mas ela virou algo mais que isso. Tive companheiros de equipe que conseguiram crescer muito comigo durante os anos e isso se tornou algo especial pra mim, <strong>poder ajudar outros pilotos e ver resultado de perto é muito gratificante. </strong>A equipe se tornou cada vez mais profissional e realmente espero poder mantê-la nos próximos anos, mesmo que eu não seja o piloto, pois meu objetivo será sempre ajudar outros pilotos para que cresçam, quem sabe no futuro, jovens talentos.</p>

<p>O Santo é um cara que me acompanha desde que eu nasci, literalmente, ele sempre foi amigo do meu pai e da minha família,<strong> quando comecei a correr no Brasil ele foi um dos poucos que acreditou, junto com o Aurélio Barros</strong>. Desde então o Santo foi muito importante na minha carreira, <strong>principalmente na parte mental e técnica</strong>, por ser um cara muito experiente no mundo das competições. Ultimamente é ele quem viaja comigo para as corridas na Europa e no Brasil, em 2015 e 2016 foi o chefe da equipe GST.</p>

<p><img alt="Santo Feltrin, sempre um grande aliado na carreira do Eric Granado" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/eric_granado_santo_feltrin_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Como será seu 2017? Mais uma temporada no Europeu de Moto2 pela Promoracing e a defesa do título na Supersport do Superbike Brasil?</strong><br />
Em 2017 correrei o Europeu de Moto2 em busca do título Europeu e <strong>no Brasil vou correr o Superbike Brasil na categoria Superbike</strong>, com a equipe da Honda Oficial, algo que pra mim é muito especial, é um sonho pra qualquer piloto poder fazer parte desta equipe. Será um ano de aprendizado na 1000 e com certeza muito emocionante, com grandes disputas.</p>

<p><strong>Sabemos que a CBR 600RR é a melhor moto para treinar para a Moto2, pois é muito parecida, mas subir para a superbike no Brasil era um desejo de muitos dos seus fãs e da modalidade, que precisa de mais pilotos competitivos. O que motivou esse salto? Essa mudança não pode de alguma forma atrapalhar seu foco na Moto2?</strong><br />
O que motivou a mudança foi eu ter vencido duas temporadas na 600 e ter recebido uma boa proposta da Honda para correr na 1000, com a Honda CBR 1000RR, que é um novo desafio para mim, em um grid que está bem competitivo. Eu andava com a CBR 600RR no Brasil pela semelhança com a minha Moto2, mas competir com a 1000, que é mais pesada e mais potente que a Moto2, poderá fazer com que eu possa buscar ainda mais evolução na minha pilotagem quando correr no Europeu, além de ter mais visibilidade no Brasil, competindo na categoria principal de motovelocidade, o que pode me ajudar a conseguir novos patrocinadores e poder dar maior retorno para as marcas que já me apóiam.</p>

<p><img alt="No Brasil, Eric vai encarar o desafio de correr na SuperBike Pro pela equipe oficial Honda" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/eric_granado_honda_superbike_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Qual é sua meta, ou melhor, seu desejo hoje como piloto? Retornar ao Mundial de Motovelocidade ou o Mundial de Superbike também é uma opção?</strong><br />
Meu objetivo é primeiramente poder voltar ao Mundial, na categoria Moto2, a qual eu acredito que consiga ir muito bem atualmente. E no futuro, ir em busca de um título mundial que foi e sempre será meu sonho. Superbike pode ser uma opção, mas é algo que esta em 2º plano no momento.</p>

<p><strong>Nas redes sociais, você faz algumas postagens dos seus treinos. Gostaria que falasse sobre como se mantém em forma, e o que ganha com cada tipo de treinos como piloto.</strong><br />
Eu treino muito, muito mesmo. Acredito que seja algo essencial hoje em dia para que um piloto possa dar 100% dele em cima da moto. Eu pedalo e corro muito com meu personal Ale Lima, mas além disso faço diversos treinos de fortalecimento específicos para moto na <strong>Edge Life Sports</strong>, academia completíssima que me oferece tudo que eu preciso pra estar em forma. Além disso <strong>treino muito de supermoto</strong>, que é uma modalidade que sou apaixonado e me da um preparo físico e mental incrível, pelo fato de eu dar muitas voltas cada vez que vou treinar.</p>

<p><img alt="Supermoto e ciclismo, dois dos vários treinos que Granado, para manter o alto nível nas pistas" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/eric_granado_treino_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>A motovelocidade tem um custo alto e sabemos a importância de patrocinadores na carreira de qualquer piloto. Quem te patrocinará em 2017 no Brasil e no exterior?</strong><br />
É muito importante mesmo, cada ano é um novo desafio se manter no mundo das competições. <strong>O custo é muito alto e são poucas as empresas que acreditam na motovelocidade</strong> se compararmos com a Europa ou Estados Unidos. Em 2017 terei Honda, Alpinestars, Shark Helmets, Oakley, Four Trade, Frota, Performance Motoparts, Instituto Marazul, Edge Life Sports e alguns nomes a serem confirmados.</p>

<p><strong>Qual foi o melhor momento (pode ser uma corrida) da sua carreira, e qual momento você gostaria de esquecer, o mais difícil?</strong><br />
O momento mais incrível da minha carreira foi a minha primeira vitória no Campeonato Europeu em 2016, <strong>escutar o Hino Brasileiro é uma emoção indescritível.</strong> O <strong>momento mais difícil foi quando caí na Austrália em 2014</strong> e fraturei cinco vértebras da coluna, era um fim de semana que eu vinha muito bem, estava entre os 10 melhores nos treinos e tudo foi por terra literalmente, quando caí na curva nove. </p>

<p><strong>Estava sozinho porque não tinha condições de levar alguém junto comigo na época</strong>, então voltei pro Brasil em uma viagem longa, andando de cadeira de rodas e sozinho, foi muito difícil e dolorido. Fim de campeonato pra mim e muita dor por muitos e muitos meses.</p>

<p><img alt="Eric busca muito treino e muita preparação para seguir em busca de vitórias e títulos nas pistas" height="467" src="http://carroonline.terra.com.br//motociclismoonline/staticcontent/images/uploads/motociclismo_eric_granado_podio_620x467.jpg" style="margin:0 auto; display:block;" width="620" /></p>

<p><strong>Você utiliza moto no seu cotidiano fora das pistas? Qual conselho para uma melhor pilotagem você deixaria para os motociclistas que acompanham sua carreira?</strong><br />
Eu nunca tinha andado de moto na rua até 2016. Até que este ano fui algumas vezes pra academia com uma PCX da Honda e é muito mais prático e rápido para se mover pelo trânsito, <strong>mas sinceramente tenho muito medo</strong>, pois é muito diferente das pistas, não depende só de você pra que algo dê errado. </p>

<p>Eu aconselho a todos que sempre respeitem as leis de trânsito, usem os devidos equipamentos de segurança e <strong>o principal, não corram nas ruas, não existe a menor segurança e margem de erro</strong>, lugar de correr é na pista!</p>

<p>Muito obrigado a todos que torcem, vibram e acompanham minha carreira, espero poder dar muitas alegrias e corridas alucinantes para vocês, sem os fãs a gente não é nada!</p>

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