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Competições
Conheça os campeões do Brasileiro de Enduro FIM 2019

8 Minutos de leitura

  • Publicado: 16/09/2019
  • Atualizado: 16/09/2019 às 16:02
  • Por: Willian Teixeira

O Brasileiro de Enduro FIM 2019 se encerrou neste final de semana em Patrocínio, Minas Gerais. Com muito calor e disputas de alto nível técnico, os campeões de todas as categorias foram definidas após a realização da sétima e última etapa do torneio.

Bruno Crivilin, da Honda Racing, venceu o embate contra o francês Romain Dumontier, da Yamaha O2BH Racing, e sagrou-se bicampeão da categoria Enduro GP, que reúne os pilotos mais rápidos do campeonato. Além disso, o piloto capixaba também faturou o caneco na classe E1, enquanto o europeu levou o título na categoria E2.

Crivilin ficou com os títulos da Enduro GP e da categoria E1 (Rogério Leite/Mundo Press)

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Crivilin precisou disputar uma temporada de recuperação, já que ficou fora da primeira etapa do Brasileiro de Enduro FIM por causa de uma lesão. Depois disso, ele venceu cinco das seis etapas restantes e obteve o direito de competir com a moto de número 1 na próxima temporada.

O piloto da Honda Racing reconhece que o ano foi difícil, mas graças ao suporte de sua equipe e da família, o bicampeonato foi possível. “É uma alegria muito grande ser campeão, o título da Enduro GP continua no Brasil e o numeral um, na minha moto. Foi um ano difícil, mas tudo valeu a pena.”, comemorou Crivilin, que agora acumula sete títulos brasileiros de enduro.

Dumontier foi vice na Enduro GP, mas conquistou o título da E2 (Rogério Leite/Mundo Press)

Na categoria E2 Romain Dumontier foi imbatível e fechou a temporada com 100% de aproveitamento. “Fui o segundo na Enduro GP e primeiro na E2, por ser a primeira vez no Brasil estou muito contente. Foi um bom ano, conheci muitas pessoas, conheci um bom país. Estou muito feliz e espero poder voltar”, afirmou o francês da Yamaha.

A categoria E3 teve disputa acirrada até o último dia de prova, que terminou com o paulista Vinicius Calafati (Sacramento Racing) no lugar mais alto do pódio após disputas acirradas na temporada contra o gaúcho Gustavo Pellin (Husky Power) e o argentino Crispy Arrriegada (Orange BH KTM Racing).

Vinicius Calafati, campeão da categoria E3 do Brasileiro de Enduro FIM (Rogério Leite/Mundo Press)

Para Calafati, o campeonato foi um dos mais difíceis que ele já participou por causa do alto nível dos competidores e devido a dificuldades que ele teve no início para se adaptar com uma moto dois tempos. “Esse foi o ano que mais treinei, dentre todos os meus anos de campeonato. Foi bem difícil, mas valeu a pena, acho que cresci muito neste final de campeonato e me sinto um piloto mais completo.”, comenta o piloto da Sacramento Racing.

Já a categoria EJ foi dominada pelo capixaba Patrick Capila, da Yamaha O2BH Racing, que sagrou-se bicampeão de forma invicta. Além disso, ele também terminou na 3ª colocação da classe Enduro GP. “Estou bastante feliz por mais um título na EJ. O campeonato foi bem organizado, com provas bacanas. Esta última foi muito dura, a mais difícil de todas. Consegui finalizar em terceiro lugar na Enduro GP, mesmo iniciando o ano com uma lesão e tendo um problema com o mousse da roda em outra etapa. Vim crescendo na geral durante o campeonato”, relatou.

Patrick Capila, campeão da categoria EJ e 3º na Enduro GP (Rogério Leite/Mundo Press)

Na categoria E4 Pró, com apenas um ponto de diferença, o piloto Anderson da Luz bateu seu companheiro de equipe Vitor Borges na disputa do título e conquistou seu primeiro brasileiro. A disputa caseira entre os pilotos da MXF Motors consagrou o vice-campeão da temporada passada. “O campeonato foi muito bem organizado, com provas bem diferentes umas das outras: muito barro e lama no Sul, aqui em Minas Gerais muita pedra. A disputa foi acirrada. Consegui conquistar o título, depois de uma disputa ponto a ponto o ano inteiro.”

Anderson da Luz, da MXF Motors, campeão da classe E4 Pro (Rogério Leite/Mundo Press)

Apenas 10 segundos separaram o mineiro Fernando Pereira (Q4 Enduro Team) do capixaba Flávio Volpi (DNA Racing) na E4 Light – o suficiente para confirmar o título da categoria para motocicletas de 230cc. “Era um sonho que eu tinha estar aqui e conquistar o título. Tive uma lesão e quase abandonei o campeonato, mas voltei. Quero parabenizar o Flávio, ele fez eu treinar e me dedicar ainda mais. É um cara rápido e tem o mesmo sonho que eu, de ser campeão, e a gente deixou a decisão para o último momento”, contou Pereira.

Campeão da categoria E35, o mineiro Nielsen Bueno, da equipe Power Husky, comemorou seu sexto título brasileiro no enduro e já faz planos para as próximas temporadas. “Acho que foi um dos mais disputados de todos os tempos. Mostrou a força do enduro e o profissionalismo que a modalidade atingiu. Estou muito feliz pelos seis títulos, e muito motivado também”, concluiu o experiente piloto.

Nielsen Bueno, da equipe Power Husky, campeão da categoria E35 (Idário Café/MSuzuki Comunicação)

Na categoria E40, o gaúcho Cassiano Tebaldi (Power Husky) nem precisou disputar a última prova, tamanha a vantagem. Mesmo com um início de temporada difícil, o piloto abriu pontos suficientes para não ser mais alcançado e comemorar o seu terceiro título nacional. “O início da temporada foi meio complicado, na primeira e na segunda etapa não fui bem, mas depois comecei a alinhar, me concentrar mais, treinar, e as coisas foram acontecendo. Recuperei e depois administrei até o final. Só quem ganha um campeonato sabe o significado, todo o trabalho durante todo o ano, chegar no final do ano e comemorar é uma coisa muito boa.”

A categoria E45 foi vencida pelo mineiro Frederico Garcia (Q4 Enduro Team), que contou com o apoio surpresa de sua família na última prova. Em seu primeiro ano na disputa do campeonato, já leva para casa o troféu de campeão. “É uma alegria que não tem tamanho. Foi uma experiência fantástica, que nunca vou esquecer. As cinco primeiras etapas foram muito boas para mim, mas é engraçado, no Enduro FIM eu venci usando a regularidade. Sofri uma lesão, quebrei o pé, usei a prova de Paraopeba como descarte e fiz muito esforço pra conseguir um pouquinho de condição de vir aqui fazer os pontos necessários pra conseguir esse título. Minha esposa, meu pai e minha mãe fizeram uma surpresa e vieram pra cá, sem eu saber, então foi muito bom”, explicou.

O piloto Daniel Reis, da cidade de Patrocínio, conquistou o título da categoria E50 correndo em casa. Bastante emocionado, viu o sonho de ser campeão realizado ao lado de amigos e da família, depois de bater na trave por duas vezes.  “Esta era uma meta que traçamos no início do ano, junto com a minha família, de tentar o campeonato. Graças a Deus chegou o momento, conseguimos. Chegamos até o final, com muito cansaço, uma prova muito difícil aqui em Patrocínio, mesmo conhecendo as trilhas tivemos dias atípicos por causa do calor e da umidade do ar muito baixa, então sofremos muito na trilha. Foi um sonho realizado de ser campeão. Fui vice duas vezes, mas agora chegou a vez.”

Competindo em casa, Daniel Reis conquistou o título da E50 (Rogério Leite/Mundo Press)

Em seu primeiro ano disputando o campeonato brasileiro, o piloto Juliano Wilgen foi o campeão da categoria EA (Amadora). E nem bem acabou a última prova, já está planejando a temporada seguinte. “Primeiro ano que participo, foi uma experiência muito bacana, um ano de muito aprendizado, poder andar lado a lado com os ídolos do esporte, de quem gosta do enduro, então é fantástico. A ideia era participar, pegar experiência, mas o título veio, me preparei para isso, então foi um ano que terminou com chave de ouro. Vamos tentar agora viabilizar o ano que vem, para participar de novo, porque é muito legal, muito bacana.”

Brasileiro de Enduro feminino

Bárbara Neves conquistou o bicampeonato brasileiro na categoria EF. Primeira mulher a integrar a equipe Honda Racing, a goiana conquistou seu primeiro título em 2017. “Estou muito feliz e realizada com o bicampeonato brasileiro. Quero agradecer a toda minha equipe, família, principalmente meu pai, pelo apoio e incentivo durante a temporada. É um imenso orgulho poder trazer mais esse título para a Honda. Com o objetivo principal do ano cumprido, agora é aguardar os próximos desafios’, disse a atleta.

Bárbara Neves, bicampeã da categoria EFeminina (Rogério Leite/Mundo Press)

Brasileiro de Enduro Kids

A temporada 2019 viu surgir um novo campeonato, para pilotos menores de 18 anos. Com quatro categorias e três etapas, a semente foi plantada a já está dando frutos. Na Youth, para pilotos de 16 a 18 anos, o paulista Leo Kauffmann (Enduro MX) foi o campeão brasileiro. “Foi a minha primeira vez no campeonato. Consegui vencer as duas primeiras etapas, então na final fui mais de boa, para não machucar e nem cometer erros. O clima em Patrocínio estava muito quente, muito seco, sofri bastante. É o meu primeiro título brasileiro e agora tenho que treinar bastante porque ano que vem subo de categoria. Vou para a Amadora”, revelou.

Nas demais categorias, domínio dos pilotos capixabas da Equipe BC11, capitaneada pelo piloto Bruno Crivilin. Frederico Rangel foi o campeão da categoria Juvenil, para pilotos de 13 a 15 anos. “Foi um campeonato muito bom, gostei muito do ano, tive ótimos resultados. Agora vamos treinar para o próximo ano, para repetir o título. Ano que vem vamos correr o Brasileiro novamente e o Campeonato Capixaba também.”

Na categoria Cadete, para pilotos de nove a 12 anos, Estevão Mediote Rangel confirmou o título e levou mais um troféu para o Espírito Santo. “Os resultados foram bons, assim como as corridas. Gostei muito da prova de Santa Catarina. Ano que vem continuamos no Brasileiro.” Caçula da equipe, o pequeno Theo Ramos venceu mais uma prova e sagrou-se, apesar da pouca idade, campeão brasileiro de enduro na categoria Infantil, para pilotos de até oito anos. “O campeonato foi muito bom e bem técnico. Ganhamos. Estou muito satisfeito, ano que vem vou correr de novo.”