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Coluna do Baubeta: motos que marcaram gerações

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  • Publicado: 07/04/2020
  • Por: Ismael Baubeta

Falar de motos que marcaram gerações é muito legal, principalmente quando é você que vai falar das motocicletas que de alguma forma fizeram parte de sua vida e que te remetem a bons momentos.

Não estranhe se eu deixar de mencionar algumas motos que marcaram gerações, logicamente você deve ter tido outras experiências e, certamente, deve haver algumas (ou muitas) que fizeram parte da sua história e não estão nesta coluna.

A Suzuki RGV 250 é uma das motos que eu conheci na Espanha e gostaria de ter visto por aqui

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Se fosse escrever sobre todas as motos que marcaram gerações talvez não coubessem em um livro, afinal são quase 120 anos de história sobre elas e todo nesse tempo todo marcaram gerações. Por isso concentrei o artigo nas motos que marcaram minha vida de alguma forma.

Em tempo de quarentena, enquanto escrevo o artigo com meu filho chamando e minha mulher limpando a área do home office, as lembranças brotam na mente como se fosse o último dia de vida, sem dramatizar, desviando da vassoura e do espanador, continuo a vasculhar a memória em busca de mais modelos marcantes.

De criança lembro de ter ido algumas vezes com minha família ao parque do Ibirapuera, em São Paulo, onde uma legião de motociclistas se reunia aos finais de semana para andar de moto e paquerar dentro do pulmão de Sampa.

Lá, no meio do parque, os motociclistas ocupavam uma grande área asfaltada e, em um circuito circular imaginário, delimitado pelas próprias motos estacionadas e pela plateia, os caras ficavam girando em círculos. Quem não estava andando ficava azarando e a paquera rolava solta.

Na pré-adolescência eu pirava nas Mobylette da Caloi e nas cinquentinhas, mas nunca tive uma. Também estavam na lista de desejos as Yamaha RD 50 e RD 75, sonho mais remoto. Tinha que me contentar com a boa vontade dos amigos que me emprestavam suas motos para dar uns rolés de vez em quando. Logo depois seriam as Yamaha RX 80, RX 125 e RX 180, Honda CG 125, ML 125 e Turuna 125, entre outras que eles tinham.

Na adolescência a turma era grande, e misturavam-se motos novas com as mais antigas, Honda CG, Turuna e CB 400, Yamaha RS 125, RX 125, DT 180 e também as Agrale. Nesta época também já gostava de acompanhar as corridas e frequentemente ia até o autódromo de Interlagos assistir as corridas de Fórmula Honda e Fórmula Yamaha, e depois de anos vieram as copas CB 400 e CBR 450SR, campeonatos monomarca.

As motos das galerias que eu montei não são, necessariamente, motocicletas produzidas aqui, nem estão em ordem cronológica, há modelos que eram de importação independente e há também outras que os amigos não tinham, mas que igualmente me seduziam e eram objeto de desejo.

Outros bons exemplos dessas motos são a Honda Africa Twin, VFR 750R e CBR 600F, as Yamaha V-Max e FZ 750, ou ainda a Suzuki DR 800 e Kawasaki ZZR 1100. A lista poderia ir muito mais longe.

Foi aos vinte e dois anos que decidi ir para a Espanha pela primeira vez e tentar a sorte com as motocicletas por lá. Apesar de ter tido apenas uma Vespa 125 e uma Kawasaki KX 250 por lá, convivi com uma galera que tinha diferentes tipos de motocicletas, que não tínhamos por aqui.

Na Europa a cultura da motocicleta é diferente, geralmente se inicia no mundo da moto com ciclomotor ou scooter e há uma infinidade de modelos para escolher.

A cultura do scooter ligada às competições, sucesso na Europa no final dos anos 1990

Estas são algumas das motocicletas que resgatei de minha memória, mas elas não acabam por aqui, afinal, memória não é meu forte e, depois de alguns anos comecei a trabalhar como piloto de testes, motivo pelo qual teria que fazer outra lista com as que já pilotei e também me marcaram.

Se você tem mais de trinta anos vai se identificar com algumas motos, este foi o intuito deste artículo, nada de fichas ou dados técnicos, apenas aguçar suas lembranças das motos que marcaram gerações.

E quais motos marcaram a sua vida e são dignas de constarem neste artigo? Deixe sua opinião nos comentários! Vamos juntos trabalhar para preservar a história da motocicleta. Um forte abraço!

Ismael Baubeta é editor da Revista Motociclismo no Brasil. Motociclista há mais de trinta anos, fez da paixão pelas motos sua profissão.

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